Estudos e pesquisas

Atenção tripofóbicos: estudo revela que tripofobia é um forte sentimento de nojo e não de medo como dizem!

Estudo revela que tripofobia é um forte sentimento de nojo e não de medo

A tripofobia vem sendo definida como uma suposta fobia de padrões irregulares ou de agrupamento de pequenos buracos ou saliências. Embora o termo seja popular na Internet, as comunidades médica e científica não consideram que a “tripofobia“, os médicos não consideram esse “sentimento” como uma fobia, no sentido patológico.

Mas agora, um estudo publicado na revista científica Peerj traz novas reeleições a respeito da tripofobia. Para fazer o estudo, os pesquisadores da Emory University, nos EUA utilizaram uma técnica chamada pupilometria. Um rastreamento ocular que mede o sentimento das pessoas através de reações das pupilas.

Como o estudo foi feito

Os voluntários foram obrigados a visualizar que ofereciam perigos óbvios, outras consideradas causadoras de tripofobia e imagens neutras. Eles queriam saber se há alguma reação diferenciada quando as pessoas visualizavam as diferentes imagens.

Normalmente, quando vimos algo causador de medo, ameaçador, como uma serpente venenosa bem perto, coração e a taxa de respiração aumentam e as pupilas se dilatam. Tais reações são comandadas pelo sistema nervoso simpático. Isso deixa o corpo alerta para o perigo e é conhecida como resposta de luta ou fuga. O que os pesquisadores queriam, era saber se os “buraquinhos aglomerados” supostamente causadores de tripofobia também causavam esta reação fisiológica.

Resultados

O rastreamento ocular revelou que tanto os buraquinhos aglomerados quanto as imagens ameaçadoras tiveram efeito na dilatação da pupila. No entanto, a reação era mais forte quando a pessoa estava olhando um conjunto de buracos. Os pesquisadores disseram que essa reação não estava ligada ao medo, e sim ao sistema nervoso parassimpático e à sensação de nojo.

Diferente da resposta de luta ou fuga, que orienta o corpo fugir do perigo, a resposta parassimpática retarda a frequência cardíaca e a respiração. Isso causa uma contração das pupilas. “Essas dicas visuais sinalizam ao corpo para ser cauteloso, ao mesmo tempo que fecham o corpo, como se limitassem sua exposição a algo que poderia ser prejudicial”, diz Ayzenberg, um dos autores do estudo.

Assim, a reação tripofóbica ativa outro mecanismo fisiológico diferente do medo. Há uma reação parecida com aquela que sentimos ao visualizar um vômito, você não sente medo do vômito, mas fica cauteloso, não quer chegar perto, não quer ver. Enfim, tripofobia é nojo!

 

iflscience Artigo: Vladislav Ayzenberg et al

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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