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Corrimento amarelo na calcinha: entenda quando é normal e quando é doença

Corrimento amarelo: entenda quando é normal e quando é doença

Corrimento amarelo na calcinha: entenda quando é normal e quando é doença
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Qualquer mulher se preocupa ao observar um corrimento amarelo na calcinha ou no papel higiênico. Isso porque, aprendemos desde cedo que o corrimento desta cor, é sinal de alerta.  O corrimento vaginal, decerto, é uma das preocupações mais frequentes entre as mulheres, principalmente, nas que estão em idade reprodutiva. Essa alteração, abre sempre a discussão: É normal ou não? É doença ou não?

O corrimento vaginal é um sintoma bastante comum nas mulheres, podendo estar associado com doenças sexualmente transmissíveis ou não. É importante estabelecer a causa do corrimento vaginal, para que o tratamento seja adequado.

Um levantamento feito pelo Departamento de Farmácia e Farmacologia da Universidade Estadual de Maringá, UEM e publicado na Revista Infarma (1) explica que a secreção vaginal é uma resposta fisiológica do organismo feminino. Assim, na ausência de processo patológico, a secreção apresenta-se de cor clara ou branca. Ela é, por sua vez, composta de líquidos cervicais que variam de acordo com período do ciclo menstrual. No entanto, na presença de inflamação ou infecção, as características da secreção se modificam. Isso, a saber, dá origem ao corrimento vaginal.




Então, a secreção vaginal fisiológica tem que ser clara ou transparente. Desse modo, a mulher precisa estar sempre de olho em manchas de corrimento na calcinha. É claro que ela saberá identificar um corrimento fisiológico de um corrimento anormal. Não somente a cor, mas o cheiro deve ser sempre levado em conta, principalmente se o corrimento estiver leitoso e amarelado.

Quando o corrimento amarelo é normal

Existem casos em que o corrimento amarelo ou amarelado é normal. Ou seja, não é doença. A quantidade deve ser pouca e a mulher não deve sentir qualquer irritação, coceira, nem mesmo dor ao urinar ou ter relações com o parceiro. Mas, o mais importante é o cheiro. Se o corrimento amarelado tem cheiro forte – fedido mesmo – tem que correr para o médico.



Contudo, o corrimento amarelo que vem antes da menstruação, é também, considerado normal. Isso, se ele vier fino e não apresentar qualquer outro sintoma irritativo. Trata-se apenas de uma mudança da coloração do muco cervical natural de toda mulher e isso pode acontecer devido à ação dos hormônios femininos.

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Quando o corrimento não é normal



A secreção amarelada pode ser, no entanto, sintoma de alguma doença sexualmente transmissível ou de outro tipo de infecção. Se vier com cheiro fétido, coceira vaginal, dor, vermelhidão, não é normal. De acordo com o estudo (1) citamos aqui os casos mais comuns de corrimento amarelado. Veja também, o que você pode estar sentindo, em cada caso.

Tricomoníase: você terá um corrimento vaginal abundante, delgado, espumoso e malcheiroso. A cor, decerto, será amarela ou até esverdeada. Além disso, é normal que mulher sinta coceira, eritema vulvar, erosões na cérvix e linfadenopatia localizada.  Os sintomas aparecem até 20 dias após o contato sexual. Conforme o estudo, em 70% das mulheres, o corrimento amarelado é causado pelo protozoário Tichomonas vaginalis.

Clamídia: grande parte das mulheres tem clamídia ( Chlamydia trachomatis) assintomática. Mas, quando os sintomas existem, ela causa o corrimento amarelo e sangramento após o sexo. Além disso, por ter dispareunia (dor durante a relação) e dor abdominal. É normal que os sintomas surjam até 3 semanas do contato sexual.  É uma infecção perigosa que pode levar a sequelas como gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica e até infertilidade.

Gonorreia: após no máximo 7 dias do contato sexual, a mulher passa a observar o corrimento amarelado de cheiro forte. É causada pela Neisseria gonorrhoeae, um diplococo que infecta os genitais, o endocérvix, a uretra e o reto. A infecção não tratada pode evoluir para doença inflamatória pélvica.

Vaginose bacteriana: A vaginose bacteriana é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva. É caracterizada por um crescimento anormal de bactérias anaeróbias. Assim, o corrimento amarelado pode ocorrer com um odor fétido (cheiro de peixe). Além disso, sentirá coceira vaginal, inflamação e irritação da mucosa genital.

Vaginose atrófica: essa é mais comum em mulheres na menopausa. A saber, ela acontece porque com a diminuição do estrogênio, o epitélio vaginal torna-se fino e a lubrificação vaginal diminui. Então, há uma redução na produção de lactobacilos. Ao mesmo tempo, ocorre um aumento do pH, favorecendo a produção do corrimento vaginal.

O que fazer?

Primeiramente, é preciso estar consciente de que o tratamento para corrimento amarelo deve ser feito apenas sob recomendação médica. Esqueça a automedicação. A velha história de que sua amiga teve corrimento e usou a pomada X e o comprimido Y e você também pode usar. Cada organismo funciona de um jeito, e cada infecção acomete cada pessoa de maneiras diferentes. Sentiu ardor, coceira, e viu que tem corrimento na calcinha? Procure seu ginecologista!

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Homens também podem ter corrimento amarelo

O corrimento amarelado no homem também pode ser tricomoníase, gonorreia ou clamídia. Apesar de, geralmente, não vir acompanhado de outros sintomas, é normal o homem sentir dor ao urinar e dor e inchaço nos testículos. Um urologista deve ser acionado o quanto antes.

Artigo científico: (1)

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