Falta de estímulo está “matando” seus neurônios. Neurocientista dá dicas de como resolver o problema e salvar sua saúde cerebral


Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente? Muita gente não sabe, mas nosso cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar.

A perda de memória e de raciocínio são sinais clássicos de que o cérebro está ficando preguiçoso. Isso porque, ao deixar de estimula-lo ele acaba apresentando saídas menos adequadas à complexidade de nossos problemas e, portanto, compromete não somente a saúde mental, mas também a vida social. Um cérebro preguiçoso tem, por exemplo, dificuldade de escolher uma roupa adequada para a temperatura ambiente, ou até a vestimenta ideal para uma festa. Sim, isso é preguiça cerebral.

Existem muitas atividades que estimulam cada uma das funções cerebrais para mantê-las em perfeito estado independentemente do tempo que passar. Ler um livro, praticar jogos mentais ou qualquer outra coisa que envolva pensar é uma forma de exercitar o cérebro para que ele não desenvolva doenças graves.

Segundo o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia. São atitudes como resolver sudoku, palavras cruzadas, praticar artesanato, que vão trazer benefícios ao cérebro que vão desde o exercício cerebral propriamente dito, até a produção de hormônios de recompensa, liberados quando fazemos atividades prazerosas.

Se você ainda não faz nada disso e a desculpa é falta de tempo, nós temos uma solução. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, ensina em seu livro uma ginástica específica para o cérebro, baseada em atividades do cotidiano. É muito simples:

1- Use o relógio de pulso no braço direito

2- Ande pela casa de trás para frente

3- Vista-se de olhos fechados

4- Veja as horas num espelho

5- Troque o mouse do computador de lado

6- Escove os dentes utilizando as duas mãos

7- Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual


8- Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro

9- Faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?

minhavida / melhorcomsaude

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.