Estudos e pesquisas

Isso é sensacional! Nova terapia com anticorpos retarda perda de memória causada pelo Alzheimer

mal de alzheimer

Aparentemente uma nova terapia contra o mal de Alzheimer, consegue reduzir o característico acúmulo de placas no cérebro de pacientes, retardando a taxa de declínio mental que acompanha a doença.

Foi feito um estudo envolvendo 165 pacientes. Metade recebeu um placebo e a outra metade tomou uma injeção mensal de aducanumab, um anticorpo monoclonal humano. Os pacientes foram acompanhados ao longo de um ano. E foi observado que a substância causou a retração das placas no cérebro e, mais importante, desacelerou a degeneração cognitiva que acompanha a doença. Os anticorpos presentes na injeção, visam seletivamente no cérebro a proteína beta-amiloide (A-beta), que forma as placas neurotóxicas, então se liga a ela e reduz suas formas solúveis e insolúveis.

A terapia foi desenvolvida por pesquisadores dos Estados Unidos e da Suíça e os resultados foram publicados no final de agosto pela revista científica “Nature”. O Dr Christian Haass, professor de bioquímica e especialista em Alzheimer do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE), foi entrevistado pela DW para esclarecer alguns pontos da descoberta e o seu contexto.




Ele esclarece que estudos anteriores usando anticorpos, conseguiram eliminar as placas amiloides, mas sem que houvesse redução da perda de memória. E isso foi o grande avanço desta pesquisa. Além de eliminar as placas, também reestabilizou a memória.

Quando indagado se essa é a cura para o mal de Alzheimer, o doutor diz que este é um avanço muito grande, pois o estudo mostra claramente que uma terapia antiamiloide pode funcionar e estabilizar a memória. Mas diz que ainda é muito cedo para fazer tais afirmações, já que o estudo foi em uma escala muito pequena. Porém há motivos para comemorar, pois esta é a primeira vez que há pelo menos algum efeito benéfico sobre a memória. Isso nunca havia ocorrido.

Quando foi perguntado se existia algo sobre este estudo que ele via de forma crítica. Ele disse que os trabalhos anteriores falharam no quesito de recuperação de memória, então os pesquisadores disseram: “Bem, é o fim da terapia à base de amiloides e de imunidade, pois ela simplesmente não funciona. Removem-se placas, mas nada acontece com a memória.”







A verdade é que a patologia da doença começa décadas antes que se veja o primeiro sintoma clínico, que é a perda de memória. Então 10 ou 20 anos antes do primeiro sintoma da perda de memória começar, já ocorre o acúmulo de placas amiloides. Então, se quisermos parar a doença, precisamos tratar esses pacientes com bastante antecedência.

Quando os pacientes chegam às clínicas com perda forte de memória, como costuma acontecer com pacientes de demência de Alzheimer, já é tarde demais. Então os pesquisadores usaram uma tecnologia muito especial de diagnóstico por imagem, que permite visualizar as placas de amiloide no cérebro de pacientes vivos. “Eles procuraram pacientes com um comprometimento cognitivo muito, muito leve, praticamente nulo.”

Apenas os pacientes que já tinham desenvolvido placas de amiloide foram incluídos nos experimentos. Isso tornou o estudo extremamente sensível, pois os pacientes estavam num estágio ultra inicial. O especialista afirma que há muitas evidências que realmente é o caso. E o que faltava, não falta mais, que é uma terapia baseada em amiloides que realmente parasse a degeneração da memória. “E esta é a primeira vez que há provas disso. Então, para mim, este é o fim deste debate: os amiloides são, de fato, o desencadeador do mal de Alzheimer.”

g1.globo / minhavida

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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