Estudo descobre mais um risco para pessoas tatuadas: elas suam menos e isso é péssimo


Pesquisadores da Alma College, nos EUA, realizaram um estudo envolvendo pessoas tatuadas e concluíram que ter tatuagens pode afetar de alguma forma o quanto a pessoa sua, e isso pode influenciar negativamente a saúde.

Para o estudo, eles utilizaram nitrato de pilocarpina para estimular, quimicamente, as glândulas sudoríparas de 10 homens saudáveis. Usando pequenos discos absorventes, o suor foi absorvido e depois de 20 minutos os tais discos foram analisados.

Para surpresa de todos, os discos colocados sobre a pele tatuada apresentavam cerca de duas vezes mais sódio que os discos em pele não tatuada. Os resultados foram os mesmos para tatuagens novas e velhas.

Segundo o primeiro autor da pesquisa, Maurie Luetkemeier, a equipe está cautelosa sobre os resultados. O processo que eles usaram para estimular as glândulas sudoríparas difere do processo natural comandado pela nossa fisiologia, que envolve o resfriamento após o aumento da temperatura corporal.

O problema

O que preocupa os pesquisadores é que as pessoas tatuadas podem estar em maior risco de lesões por não conseguirem eliminar o calor adequadamente. Eles acreditam que corredores de maratona e bombeiros por exemplo, podem já estar suando o que é chamado de “máximo absoluto”. Se perderem mais habilidade de suar, o máximo absoluto pode diminuir e assim, essas pessoas poderão ter problemas de saúde.

hypescience

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.