Antigamente extrações dentárias eram feitas por barbeiros e sem anestesia


Há alguns séculos, os médicos não se interessavam em cuidar dos dentes das pessoas e se recusavam a examinar as bocas – certamente eram boquinhas bem sujas! A profissão de dentista e suas especialidades não existiam e então o tratamento era feito de forma amadora e com requintes de tortura.

Não existia higiene bucal, as pessoas no máximo faziam um bochecho com a água que ia beber e engolia a mistura. Só restava aos dentes ficarem careados e doerem. Como não haviam exames para identificar os problemas,e tudo era resolvido com a “extração do elemento causador”, sem anestesia e às vezes, com as próprias mãos.

Paulo Bueno, diretor e curador do IMOSP (Instituto Museu e Biblioteca de Odontologia de São Paulo), contou que quem fazia o trabalho dos dentistas eram os babeiros. Restavam-lhes os casos de dor de dente, porque naqueles tempos os médicos não queriam colocar as mãos na boca das pessoas. Acabou sobrando para os barbeiros se aventurarem nesse ramo, uma vez que eles já eram conhecidos por cuidar da cabeça das pessoas, pois cortavam barba e cabelo. Naquela época era comum “amarrar na cadeira” os braços dos pacientes que seriam submetidos a uma extração dentária. A esterilização dos instrumentos era precariamente realizada, passando a ponta dos instrumentos sobre a chama de uma lamparina.

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Sem os devidos conhecimentos e muito menos sem um instrumental adequado, os barbeiros faziam extrações sem anestesia e a pessoa tinha que suportar toda dor sentada na cadeira da barbearia. “Se o dente doía, eles entendiam que era uma infecção que precisava de extração. Não sabiam dizer nem que tipo de infecção era e nem conheciam outra forma de curá-la. Na hora de retirar o dente, eles chegavam a estourar a boca da pessoa com instrumentos improvisados e até quebravam outros dentes sadios, era um horror”, comenta Paulo.

A anestesia injetável local foi inventada em meados de 1910 e o sofrimento foi amenizado. E só nesta época é que começaram a surgir os primeiros “médicos” especializados em cuidar dos dentes das pessoas.

Fonte: terra
Imagens:  Reprodução/medicineisart/ reabilitaoral

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Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.