Garotas que nunca tiveram relação podem usar absorventes internos?

Garotas que nunca tiveram relação podem usar absorventes internos

O absorvente interno, assim como os outros absorventes, é usado para absorver o fluxo da menstruação.

Existem diversos modelos e marcas com tamanhos diferentes e até mesmo aqueles em tamanhos mínimos.

A maior dúvida, principalmente das adolescentes, é se uma menina virgem pode usar este tipo de absorvente.

O absorvente interno é feito de algodão e tem um formato cilíndrico.

Esse formato não é por acaso, como o próprio nome já diz ele é usado interno ao corpo.

Tal formato é justamente para facilitar a inserção dele dentro do canal genital e é por esse motivo que muitas pessoas dizem que moças não podem usá-lo, pois nesse caso pode romper o hímen o que para algumas pessoas, significa perder a pureza.

O que é hímen?

O hímen é uma membrana bem fininha que fica na entrada da canal genital e se rompe, geralmente, com a primeira relação.

Mas isso não é uma regra já que a membrana é muito fina e pode se romper por outros motivos como andar de bicicleta, a cavalo ou fazendo ginástica.

O hímen não representa a integridade das mulheres, não é porque o hímen se danificou antes da primeira relação que a mulher deixou de ser pura, podemos dizer que,  as mulheres deixam de ser castas apenas quando temos nossa primeira relação, assim como os homens.

Mas, uma garota que nunca teve relação pode usar?

Normalmente o hímen tem o diâmetro de tamanho suficiente para a inserção do absorvente interno sem que se rompa, mas como são diferentes em tamanhos e formatos pode acontecer de se romper com o uso do absorvente interno.

Biologicamente falando, o absorvente interno não tem nenhuma contra indicação para  uma garota virgem.

No entanto, é preciso prestar atenção nos tamanhos, nestes casos, uma garota que ainda tem hímen deve optar por usar um absorvente de menor diâmetro (tamanho P).

Os tamanhos M e G não são recomendáveis para meninas que ainda tem o hímen intacto.

O absorvente interno pode facilitar e muito a vida de algumas mulheres, por exemplo, as que praticam natação já que não precisam parar o esporte no período menstrual.

Síndrome do choque tóxico

O absorvente interno precisa de alguns cuidados a mais que o externo.

Ele pode causar a Síndrome do choque tóxico (SCT), é raro acontecer, mas é uma síndrome em potencial quando  tampões internos, portanto deve-se evitar usá-lo por mais de 6 horas.

É recomendado sempre lavar as mãos antes de colocá-lo e caso for dormir com ele atentar para o tempo de uso.


Em caso de começar a iniciar o uso é bom procurar um ginecologista.

Ele irá esclarecer possíveis dúvidas e saber se o seu hímen permite o uso sem que se rompa, embora isso com certeza não vá danificar sua película dérmica genital.

  1. Cristiana Sousa, et.al. Toxic shock syndrome: an underdiagnosed illness – a case
    report. Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar do Porto.
  2. Arthur Okuda, et. al. Análise de Ciclo de Vida de Coletores Menstruais e Absorventes Externos Descartáveis. Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais.
  3. Atualizado em fevereiro 2020.

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.