Jovem de 23 anos com doença genética come até morrer


Kirsty Derry de 23 anos sofria de uma doença genética conhecida como Síndrome de Prader-Willi. Ela vivia somente pelo seu interesse por comida e de tanto comer, seu corpo não suportou a ingestão de tantas calorias e ela acabou morrendo.

Síndrome de Prader-Willi é um distúrbio genético no qual sete genes do cromossomo 15 estão faltando ou não são expressados (deleção no braço longo do cromossomo 15) no cromossomo paterno. Quando um bebê nasce com essa doença, ele apresenta dificuldade de engolir, tem choro fraco e o tônus muscular fica assustadoramente fraco, porém estabiliza por volta dos 8 aos 11 meses de idade. E então chega a segunda fase da doença em que a criança fica mais alerta e passa a despertar um interesse absurdo por comida, desenvolvendo obesidade. Há uma constante busca por comida e a fome é insaciável. Por mais que a criança coma, ela se mantém com muita fome assumindo um grado grave de Hiperfagia (fome constante).

Segundo sua mãe, Kirsty não conseguia ficar longe de comida mesmo tem plena consciência de que poderia chegar a um grau de obesidade que a impediria de viver. O Índice de Massa Corpórea (IMC) dela era de 42,1, o que é avaliado como um caso de obesidade mórbida. Em um adulto saudável, o ideal é que o IMC esteja entre 19 e 25.

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Kirsty vivia em uma espécie de vila de repouso onde seu apartamento era monitorado 24 horas por dia com alarmes em seus armários, a fim de evitar que ela comesse o tempo todo. Isso a deixava bastante irritada. O fato é que a moça não tinha noção de que o tamanho de suas refeições eram anormais para um ser humano. Em seu perfil no Facebook, ela escreveu: “Gostoso! Gostoso! Gostoso! Filé com salada de batatas é o que tenho para o chá de hoje à noite!”

Kirsty foi encontrada morta em seu apartamento, a autópsia mostrou que ela morreu por complicações da obesidade e que seu estômago, no momento da morte, estava muito cheio. Sua mãe culpa os funcionários da vila de repouso por não fazerem seu trabalho direito e por permitirem que ela terminasse assim.


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Sua mãe culpa os funcionários da vila de repouso por não fazerem seu trabalho direito e por permitirem que ela terminasse assim. 

 

Fonte: mirror/neurociencias/news  Imagens: telegraph/express

 


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.