Ciência explica: Por que os adolescentes são tão chatos?


Sim, eles são chatos. Alguns são bem mais chatos que outros. Mas isso não é diretamente culpa deles e existe uma explicação científica para o comportamento. O cérebros deles são diferentes e vários circuitos estão ainda incompletos.

Nos adolescentes, o lobo frontal área do cérebro que está envolvida no planejamento de ações e movimento, assim como do pensamento abstrato, não amadureceu como nos adultos. Essa região é também responsável por inibir respostas socialmente inapropriadas, pela nossa capacidade de se colocar no lugar do outro, de fazer planejamentos complexos a respeito de como interagir em sociedade.

Até mesmo a forma e competência de suportar os estímulos do ambiente são mais restritas. O adolescente não é capaz de decidir que sequências de movimento ativar e em que ordem deve ser feito. Por isso são extremamente agitados e desajeitados, deixando as coisas caírem da mão ou derrubando objetos sem motivo. Neles, o cíngulo anterior, região cerebral ligada à capacidade de manter a atenção, ainda não está completamente desenvolvido nesta fase.


Dessa forma, os adolescentes que falam coisas impróprias em momento inoportunos, que mostram dramaticidades, instabilidade, ingratidão com os pais e que apresentam certa inaptidão para o convívio com outras pessoas e que são desengonçado e avoados tendem, uma hora a melhorar, pelo menos um pouco. Alguns já estão mais maduros aos 20 anos, outros demoram um pouco mais.

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Fonte: folha   Imagens: news/marcelofuentes

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.