Se os gêmeos univitelinos tem o mesmo DNA, por que as impressões digitais são diferentes?


“Se os gêmeos univitelinos têm o mesmo DNA, então por que as impressões digitais são diferentes?” (Samantha Martins)

Os gêmeos univitelinos são fecundados por um único óvulo e um único espermatozoide, que posteriormente se dividirão em dois embriões, apresentando o mesmo material genético e mesmo assim com impressões digitais diferentes.

Isso acontece porque o que define o formato da impressão digital não é o código genético da pessoa e sim o contato dos dedos dos fetos com o ambiente intra-uterino. Como os bebês ficam em posições diferentes dentro do útero da mãe, seus dedos entrarão em contato com áreas diferentes, formando impressões digitais diferentes.

A diversidade das digitais está nas papilas, que são aqueles pequenos sulcos e relevos que formam desenhos na epiderme da ponta dos nossos dedos. A papiloscopia (ciência que estuda as linhas das mãos e dos pés) diz que as digitais de univitelinos podem até seguir a mesma fórmula e padrão mas nunca serão iguais. É também por isso que se houver clones humanos no futuro, eles terão a impressão digital diferente da pessoa que foi clonada.

Atualmente o assunto gerou polêmica graças ao novo sistema de identificação para votação nas eleições, feita por biometria. A população questionou se gêmeos idênticos poderiam votar pelo outro, o que logo foi esclarecido pelo fato de não ter jeito de a impressão digital ser igual entre os gêmeos.

O processo de diferenciação das impressões digitais de um indivíduo para o outro também causa a diferenciação da impressão digital nos nossos próprios dedos. Todas as 10 impressões digitais da nossa mão são diferentes entre si. Além disso a impressão digital é tão complexa e única, tendo ramificações, bifurcações, desvios, interrupções e orifícios, que é considerada mais segura do que o exame de DNA.

Fontes: mundoestranho e tre

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Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.