Como seria nossa visão se tivéssemos olhos de águia?


Li um artigo com esse tema no “Life’s Little Mysteries” e fiquei encantada. Se tivéssemos visão como as águias, poderíamos ver uma formiga sobre um prédio de 10 andares. Objetos na nossa linha de visão seriam muito maiores e tudo teria cores muito mais brilhantes. Isso porque, as águias (e outras aves de rapina) podem ver até cinco vezes mais que a média de um ser humano.

Duas características do globo ocular das águias proporcionam uma visão mais nítida: a retina nesses animais é densamente revestida com células que detectam a luz (os cones da visão humana). Isso aumenta a capacidade de enxergar os detalhes, como acontece com as câmeras de alta resolução que possuem maior densidade de pixels. Esses animais também possuem a fóvea muito mais profunda. A fóvea é uma região central da retina onde se concentram os cones e onde se forma a imagem que será transmitida ao cérebro. Esta estrutura profunda permite que os olhos das águias possam funcionar como uma lente teleobjetiva, dando-lhes ampliação extra no centro de seu campo de visão. As águias, assim como outras aves superiores, podem enxergar as cores muito mais vivas que nós e conseguem definir muito mais tons do que podemos, uma habilidade que evoluiu para ajudá-los a detectar as trilhas de urina de presas pequenas. Coisa de louco, não é?


Bem, mas com visão de águia não mudaria a forma como realizar a maioria das nossas atividades diárias ( como leitura, usar computador, encontrar uma maçã na geladeira), mas certamente a forma como perceberíamos o mundo e como usaríamos nossos olhos seria bem diferente. Eu pelo menos não ia sofrer tanto para estudar as genitálias das moscas, rss…

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Com olhos de águia nosso campo de visão seria bem maior, poderíamos ver muito mais cores com uma super lente de aumento!


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.