Não poderia ser pior: Barata fantasma


“Eu vi uma barata albina. Eu nunca tinha ouvido falar de baratas brancas. Será uma espécie nova ou um albinismo? Infelizmente não tenho foto.” Lizandra

Lizandra, não posso garantir que não existam baratas brancas, ou albinas, ou então que essa seja uma nova espécie. Seria preciso que um especialista examinasse o inseto. Mas posso dizer que é possível que baratas brancas sejam vistas por aí. As baratas, assim como todos os insetos “trocam de pele” quando precisam crescer. Elas soltam a camada mais externa da pele (o exoesqueleto) para aumentar o tamanho do seu corpo, é como se ela trocasse de roupa.

Quando esse processo, que chamamos de ecdise acontece, o inseto fica com o corpo frágil com a cor bem clara, quase branca, pois uma nova pele ainda está se formando e precisa de um tempo para endurecer e escurecer, pois a quitina presente na pele dos insetos somente se enrijece quando entra em contato com o oxigênio do ar. Você pode ter visto uma barata nessa fase. Quando estão sofrendo ecdise, o inseto se mantém escondido, esperando a nova pele se tornar rígida para seguir a vida, por isso, não é muito comum vermos baratas brancas por aí. Nessa fase elas procuram o local mais seguro para se esconderem.

barata

branca

As baratas brancas, chamadas de noivas ou albinas, geralmente, nada mais é do que uma barata que acabou de trocar de pele.

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Nesta imagem podemos ver o momento em que a barata perde sua pele velha e faz a troca. Quando ela sai de dentro da pele antiga o corpo é todo branco.


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FONTE

 


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.