Febre kuru: A doença que é transmitida quando uma pessoa come o cérebro de outra… Ops!


 A Febre Kuru, é uma das doenças mais raras do mundo. Isso porque a chance de contrairmos ou desenvolvermos essa doença é praticamente zero. Para ter febre Kuru você teria que viajar a uma região remota nas montanhas da Nova Guiné, encontrar um dos poucos portadores da doença que ainda existem e simplesmente comer seu cérebro.

A febre kuru é um tipo raro de doença causada por príons que induzem que as proteínas das células do cérebro sejam alteradas. Essa alteração das proteínas leva à formação de um tecido cerebral diferente do normal, resultando em lesões progressivas e incuráveis no cérebro. “Kuru” quer dizer “doença do riso” e com muita razão pois as pessoas afetadas dão ataques de riso histérico. Vai entender!


A febre kuru ocorre apenas na tribo isolada da Nova Guiné. A doença surgiu na década de 50 e rapidamente dizimou aldeias inteiras. Os cientistas logo descobriram que a única forma de contrair a doença era através do consumo de tecido cerebral contaminado. A tribo praticava o canibalismo em rituais fúnebres, cozinhando e comendo os mortos. Eles acreditavam que fazendo isso a força espiritual do morto passavam para o vivo. As mulheres e crianças, parentes do morto, consumiam o cérebro e contraíam a febre kuru. Quando o canibalismo foi abolido na região, os casos da doença praticamente desapareceram.

A febre kuru ocorre apenas na tribo isolada da Nova Guiné. A doença surgiu na década de 50 e rapidamente dizimou aldeias inteiras. Foto: Reprodução/indianexpress

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Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.