Por que as formigas seguem a mesma trilha?


 É uma brincadeira de criança ficar observando as formigas seguirem sempre o mesmo caminho uma atrás da outra como se tivessem seguindo uma “música hipnotizadora”, ou estivessem com o endereço de destino no bolso. Mas como elas sabem exatamente para onde seguir? Como não ficam perdidas? Por que nunca resolvem ir para outro lado?

Bem, a resposta é muito mais simples do que parece: As formigas depositam em sua trilha uma substância química chamada de feromônio. Isso marca o caminho que as outras devem seguir para encontrarem comida e voltarem para o formigueiro. É como se fosse uma placa de trânsito orientando as formigas sobre por onde elas devem ou não ir. Esta sinalização ajuda os insetos a não perder tempo seguindo uma rota errada.

Quando uma pessoa passa o dedo sobre uma trilha de formiga, vai ver que elas ficarão completamente desorientadas. Isso ocorre porque a pessoa está removendo os feromônios depositados naquela área (Quem nunca fez isso??).

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As formigas produzem diversos tipos de feromônios. Um deles serve para alertar sobre o caminho correto. O outro avisa as companheiras sobre rotas erradas, que não levam a qualquer tipo de comida. Foto: Reprodução/megaartigos


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


Bióloga - CRBio/RJ 96514/02-D. Fundadora e administradora do Diário de Biologia. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas. Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Zoologia pelo Museu Nacional/UFRJ, especialista em insetos, autora do livro "O Mundo Secreto dos Insetos" - Cortez Editora. Experiência com palestras nacionais e internacionais. É autora ou coautora de artigos científicos publicados em revistas científicas, livros e capítulos de livro, e comunicações em eventos nacionais e internacionais. Colaboradora em revistas de divulgação científica para crianças (Ciência Hoje Para Crianças e Revista Recreio). Interessada em cultivo de plantas carnívoras. Atualmente mora na França, mas seu coração é brasileiro. Instagram: @karlla_diariodebiologia.