É verdade que os ratos podem morrer se comerem feijão cru?

24 abril, 2010

“Mais uma vez, parabéns pelo seu blog. Eu sou freguesa há tempos, sempre estou visitando para ver as novidades. Uma pergunta: é verdade que ratos não conseguem digerir feijão, que este seria um veneno natural para eles? ” Samanta

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Sam, obrigada pela “freguesia” aqui no blog. Olha, isso é verdade sim: os ratos não podem comer feijão cru de jeito nenhum e se o fizerem podem morrer de 2 a 9 dias. A toxidade dos feijões é um assunto bem conhecido dentro do mundo científico, ainda mais quando se trata de ratos que são usados como cobaias nas rotinas de laboratório.

O feijão possui substâncias (como anti-tripsina, lectina, etc) que inibem o crescimento destes animais e de alguns outros animais jovens, mesmo sofrendo um tratamento térmico leve. Essas substâncias ajudam a inibir as proteases, causando a diminuição das atividades das enzimas digestivas. Isso influi nutricionalmente no desenvolvimento dos bichinhos. Mas o cozimento completo do feijão inativa esses inibidores e promove um efeito benéfico da digestibilidade.

O mesmo acontece a respeito da toxidade do feijão cru. Este, quando cru,  possui uma toxidade extremamente elevada e provoca a morte em 100% dos casos através do envenenamento natural por fermentação. Ainda não se sabe ao certo se as substâncias que enibem o crescimento são as mesmas que causa este envenenamento, mas vários testes de laboratório garantem que o feijão pode SIM ser tratado como um veneno natural para os ratos, com a grande vantagem de manter a família e os animais de estimação longe de venenos. Até porque, o feijão cru é facilmente digerido no organismo humano!

O feijão cru é considerado um veneno natural para os ratos.

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Por que o rato é usado como cobaia em experiências?

10 janeiro, 2010

Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que: Rato (Ratus norvergicus) é um bicho e cobaia (Cavia porcellus), também conhecido como porquinho-da-índia ou preá, é outro. Junto com o camundongo e o hamster, são os quatro animais preferidos dos cientistas para a realização de experiências em laboratório.

Essa escolha do rato se dá por vários motivos. Primeiro, sua fisiologia é bastante semelhante à humana. Depois, seu período de gestação, de apenas 21 dias, ou seja, é muito curto, o que faz com que os resultados das experiências possam ser checados rapidamente. Se quisermos saber se uma certa droga afeta os filhotes, teremos a resposta em 21 dias. Além disso, o rato é o animal mais prolífico da natureza (que mais possui capacidade de reprodução)!

As fêmeas dão de três a seis ninhadas por ano e um único casal é capaz de se desdobrar em dez gerações em apenas três anos, ufaa!!! Isso os torna especialmente vantajosos quando se deseja testar o efeito de um novo medicamento sobre os descendentes de quem irá tomá-lo. Por fim, o fator econômico também influencia essa escolha, pois é muito mais barato e fácil cuidar de animais de pequeno porte do que de bichos maiores, como coelhos, macacos, cachorros ou porcos.

Os ratos tem fisiologia parecida com seres humanos e ainda, possuem o metabolismo acelerado. Isso permite que os resultados das pesquisas são quase “imediatos”! xD

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Teste com bronzeamento: Cobaias usadas para mostrar o sucesso dos testes com brozeamento químico! :(

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As fezes de morcegos causam doenças?

9 outubro, 2009

“Muitas pessoas me perguntam sobre morcegos, que habitam árvores nas proximidades de suas residências e uma senhora levantou uma dúvida, que não soube responder: e quanto às fezes? Ela lava a varanda descalça ou de chinelos, portanto, sua pele entra em contato com elas.”

DÚVIDA DE WANDA (via contato@diariodebiologia.com)  

 

 

Olha só Wanda, na verdade existe sim uma doença relacionada a fezes de morcegos, a Histoplasmose. Trata-se de uma infecção causada por um fungo (Histoplasma capsulatum), ela pode não só acometer o homem como também outros mamíferos.

Este fungo ocorre naturalmente no solo e seu crescimento é favorecido por material orgânico como fezes de morcegos (e pássaros), em condições de umidade e calor, como sótãos e cavernas. Ao se agitar fezes ressecadas desses animais, partículas contendo esporos do fungo espalham-se no ar como poeira. A infecção ocorre quando as pessoas inalam essas partículas. A doença pode ficar restrita ao pulmão ou tornar-se sistêmica.

A gravidade depende da carga de esporos inalada. A maioria das pessoas não tem efeitos aparentes da doença. A doença respiratória aguda é caracterizada por sintomas respiratórios, sensação geral de estado de doença, febre, dor no peito e tosse seca. É recomendado, o uso de máscara ou lenços úmidos sobre o nariz e a boca sempre que se entrar em locais onde se alojem pássaros ou morcegos.

Esta caverna pode representar um grande perigo para a saúde. Vejam a quantidade de fezes dos morceguinhos nas paredes!

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FONTE: MORCEGOLIVRE

Vejam só que show! O GUTEMBERG enviou essa foto do aquário com o cartaz da campanha no fundo! AMEI!!! Fez a foto especialmente para o Diário de Biologia… Obrigada!!

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É verdade que os ratos não podem vomitar?

29 julho, 2009

 Por favor, me tire essa dúvida: É verdade que os ratos não podem vomitar?
Tenho 10
anos e quando eu crescer sonho em ser biologo!

DÚVIDA DE: MATHEUS GARRIDO (via: contato@diariodebiologia.com)

 

É isso mesmo, Matheus (Biólogo do futuro)! É verdade que ninguém gosta de vomitar, e os ratos não precisam conviver com este sintoma realmente desagradável.

Nos humanos, o vômito exige a ação de diversos músculos abdominais, do esôfago e do diafragma para expelir o conteúdo do estômago. Nos ratos a musculatura diafragmática é incapaz de produzir as contrações que seriam necessárias para exercer pressão sobre o estômago e provocar o vômito. Além disso, a barreira, que se situa entre o estômago e o esôfago no rato é forte o bastante para impedir que o esôfago possa se contrair.

O mais incrível é que no cérebro dos ratos falta o “centro do vômito” que nós humanos possuímos. O centro do vômito serve para ligar e coordenar os nervos e músculos envolvidos no processo. Este sistema coordenado não existe nos ratos. Por todas essas razões, os ratos também não podem arrotar!

Bom, mas sabemos que o vômito é uma forma de proteção do corpo contra uma possível intoxicação. Mas como os ratos fazem quando estão em “perigo”? Devido à limitação de ser incapaz de vômito, o rato possui os sentidos super eficientes que evitam ingerir uma substância potencialmente tóxica. Além disso, eles tem o hábito de comer sempre pequenas quantidades de um alimento, e se sentirem inicialmente qualquer sintoma de doença, evitam o alimento no futuro. Outra estratégia é comer barro, o que ajuda a vincular algumas das toxinas nos alimentos que ingerem para que eles não podem exercer os seus efeitos nocivos.

 

Que maldade! Quando os ratinhos ingerem veneno, se quer podem enfiar o dedo na garganta para se livrar dele com o vômito… Ohhh!!!

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FONTE: BUKISA.COM

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Como podemos evitar infestações de pragas domésticas?

22 janeiro, 2009

Vários insetos e roedores aproveitam pequenos esconderijos dentro das casas, como ralos, encanamentos e até tomadas elétricas, para nos enlouquecer. Além das baratas e dos ratos, cupins, formigas e traças são outros hóspedes indesejados bastante comuns. Abaixo, seguem algumas dicas de como lidar com as pragas domésticas:

Fique de olho nos abrigos úmidos: As baratas não causam doenças por transmissão direta, mas podem veicular doenças através de vírus e bactérias que adquirem quando caminham em lixeiras e esgotos. Elas adoram lugares úmidos e escuros, como ralos e caixas de gordura. Podem se esconder também perto de depósitos de lixos e em terrenos baldios. Mantenha caixas de gordura limpas e bem vedadas e não deixe restos de comida pela casa.

 

Vistoria na sua despensa: Além das traças, que devoram livros e peças de roupas, existe uma espécie bastante comum que costuma se alojar na despensa da cozinha, alimentando-se de produtos como biscoitos, farinhas, chás e arroz. Para prevenir a invasão desses insetos, é preciso limpar periodicamente prateleiras, armários e guarda-roupas.

 

Formigas eletrizantes: Isso mesmo! Dentro das casas, as formigas surgem aparentemente do nada para atacar alimentos e restos de comida. Mas onde elas se escondem? Um dos locais preferidos é em volta da parte elétrica da residência, ou seja, dentro de tomadas, conduítes e até mesmo no interior de aparelhos como liquidificadores. Para combatê-las, vede frestas de piso, azulejos e outros lugares que possam servir de ninho, recolha restos de alimentos e guarde-os bem tampados.

 

Higiene dentro e fora de casa: As grandes ratazanas (Rattus norvegicus) fazem tocas em volta da casa, em terrenos baldios e quintais onde achem restos de alimentos. Já o camundongo (Mus musculus) e o rato de telhado (Rattus rattus) podem ter ninhos internos, seja na parte de trás do fogão ou no forro da casa. O pior é que o encanamento de esgoto, que desemboca em ralos e até nos vasos sanitários, pode ser usado pelos ratos numa invasão. Para mantê-los longe de casa, mantenha ralos fechados e tape os vãos entre as telhas com argamassa.

 

Fique esperto, devoradores de madeira: Rodapés e batentes são abrigos ideais para os cupins-de-madeira-seca (Cryptotermes brevis), que também se escondem em móveis, nos telhados ou qualquer canto que tenha madeira e ambiente seco. Já os cupins subterrâneos (Coptotermes havilandi) constroem túneis nas paredes mesmo. Ambos vivem em colônias com milhares ou milhões de indivíduos. Para evitar um ataque devastador, faça inspeções periódicas nos rodapés e nos móveis.

 

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