Qual a diferença de usar compressa quente ou gelada nos machucados?

7 dezembro, 2009

“ … Tenho uma dúvida: Qual as diferenças entre usar compressas geladas e compressas quentes nos machucados? Quando cada uma é indicada?”

DÚVIDA DE: MARCO ANTÔNIO (via: karlla@diariodebiologia.com)

 

Boa pergunta Marco. Imagino que essa seja a dúvida de muita gente. Ás vezes é bom saber um pouco sobre como funciona o nosso corpo para não cometermos pequenos erros que podem deixar um hematoma por vários dias na nossa pele, não é? Vamos ver quando usar  cada um dos mecanismos de compressa. Lembrando que, o médico é o melhor indicado para nos receitar compressas, medicamentos.

COMPRESSAS GELADAS:
De uma maneira geral, a compressa feita com gelo é mais indicada em casos de traumatismo provocado por quedas ou pancadas. Esses traumas rompem os vasos dos sistemas sangüíneo e linfático. O vazamento do sangue e da linfa, é responsável pelos inchaços e hematomas (manchas roxas) que aparecem após a lesão. Se logo após o trauma for aplicado gelo, os vasos se contraem, fazendo com que o fluxo do vazamento seja bem menor e, em conseqüência, o inchaço e o hematoma se reduzam também. Além disso, se a pele for resfriada a pelo menos 12ºC ou 13ºC, os receptores de dor diminuem o funcionamento, isso causa aquele anestésico do gelo.

COMPRESSAS QUENTES:
Aquecimento estimula a circulação e relaxa a musculatura. Geralmente, deve ser usada numa segunda etapa, ou seja, algum tempo depois de sofrer o trauma. A compressa quente faz os vasos sangüíneos dilatarem, aumentando o fluxo de sangue na região tratada. Isso ajuda a conter o processo inflamatório. Se houver formação de hematoma ou edema (inchaço provocado pelo líquido extravasado), o calor poderá  ”amolecer” o líquido que vazou dos vasos e se acumulou em torno da região afetada. Isso auxilia na reabsorção do líquido pelo organismo. A compressas quentes são indicadas também para aliviar cólicas, pés inchados, dores musculares e nas articulações.

O gelo é aconselhado para os primeiros momentos após o trauma e a compressa quente para uma segunda etapa do tratamento.

 

  

 

  
Nayla e Garu (que lindos!) Me deixa muito feliz receber fotos feitas especialmente  para a campanha do site!Ameiiiiiiii… Obrigada NaH.
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Por que o focinho dos cachorros é tão gelado?

29 março, 2009

Na verdade, o focinho dos cães não é gelado, mas, sim, muito úmido. Isso acontece porque os cães possuem uma quantidade pequena de glândulas sudoríparas, aquelas glândulas que liberam o suor para auxiliar o corpo a eliminar calor.

Para controlar a temperatura interna, o cachorrinho precisa transpirar pela boca e pelo focinho. Isso explica por que os cães andam com a boca aberta, respirando como se estivessem ofegantes. E ao contrário do que muitas pessoas pensam, esse ato não significa necessariamente cansaço, mas, sim, um processo de eliminação de calor do corpo: o ar quente sai e o frio entra. Essa mesma troca ocorre no focinho. Quando o ar quente interno sai por ali e entra em contato com o ar ambiente mais frio, ele sofre o processo de condensação e ganha a forma líquida, molhando e resfriando o focinho.

O focinho dos cães não é gelado e sim bastante úmido!

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Postado por Karlla Patrícia

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Sabia que o urso polar branco tem a pele negra?

1 julho, 2008

Sim, é verdade, por baixo da abundante pelagem do urso polar branco, se encontra uma pele negra e isto serve para atrair melhor a radiação solar e aumentar assim o calor corporal.

A luz que reflete sobre a pelagem, gerando uma falsa sensação de brancura, por que esta na realidade não é branca. Falta cor, é translúcido e parece branco porque possui uma infinidade de pequenas bolhas de ar com a importante função de isolamento térmico do animal. Essas bolhinhas de ar atuam como se fossem partículas em suspensão, dispersando a luz incidente, fazendo com que aparência pareça branca.

No entanto, em determinados momentos e lugares pode parecer meio amarelada ou parda. Neste caso, a perda de calor corporal se encontra muito reduzida tanto pela pelagem e pela cor da derme como pelo espesso tecido adiposo que se encontra por baixo da pele. Durante o verão estes ursos emagrecem e possuem nesta época os músculos fortemente vascularizados que podem irradiar o excesso de calor.

Essa é muito boa: Em SIngapur, os ursos polares do zoológico ficaram verdes em 2004 (isso mesmo, rss…), pois desenvolveram grandes quantidades de algas sobre os pêlos facilitada pelas bolhinhas de água, algo que jamais aconteceria numa região mais fria.

 

 

Sem dúvida nenhuma, conhecer um pouco mais da biologia destes animais e também sua inteligência e sabedoria é um grande ganho!

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Postado por Karlla Patrícia

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Uma rã que pode sobreviver ao congelamento por várias semanas!

23 janeiro, 2008

O fantástico mundo animal nos surpreende a todo momento! Imaginem vocês que existe um mosquito africano tão bem adaptado às condições de estiagem, que durante o período de inatividade consegue permanecer artificialmente congelado a uma incrível temperatura de -270ºC. Muito outros insetos conseguem sobreviver ao congelamento. Mas existe um vertebrado capaz de suportar as temperaturas mais baixas do que qualquer outro.

A rã-da-floresta é um anfíbio que sobrevive nas regiões mais longínquas do Círculo Polar Ártico, hibernando próximo de lagos que, ao descongelarem na primavera favorecem a reprodução da espécie, que se acasala assim que desperta do sono invernal. Quando a temperatura cai aos níveis de congelamento, o fígado da rã começa a converter o glicogênio em glicose, que age como um anticongelante. O sangue transporta a glicose para células vitais, que suportam até -8ºC. Mas o resto dos fluidos do corpo da rã (pelo menos 65% deles) transforma-se em gelo, e os órgãos, privados de sangue ficam inativos. Até os globos oculares e o cérebro congelam.

A rã vira efetivamente um “morto-vivo” por várias semanas. Quando ocorre o degelo, o coração da rã volta a bombear o sangue com coagulantes para o corpo, que imediatamente detém o sangramento nas feridas feitas pelos cristais de gelo. E como por um milagre, o picolé de rã volta rapidamente à vida, bem como todos os parasitos que eventualmente vivam em seu corpo.


Rana sylvatica vive na região do Canadá e Alasca e pode permancer congelado durante várias semanas.

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