É verdade que o maior ser vivo do planeta é um FUNGO?

10 maio, 2009

DÚVIDA DE JOYCE ABRANTES (via contato@diariodebiologia.com)

É verdade SIM,  Joyce. Muita gente acredita que o maior ser vivo do mundo é a baleia azul. Mas, não passa de um equívoco. Na verdade, o maior organismo vivo do planeta é um fungo! Isso mesmo, confira essa espetacular informação.

O nome do fungo gigante é Armillaria ostoyae, conhecido popularmente como cogumelo de mel, foi encontrado em novembro de 2000 sob o solo da Floresta Nacional de Malheur, no leste do estado chuvoso de Oregon, nos Estados Unidos, e foi então apontado pela ciência como o maior organismo já encontrado no planeta.

É incrível, mas através de estudos de DNA e índices de taxa de crescimento, os cientistas descobriram que este “grandão” cobre uma área de quase 9 km2, equivalente a aproximadamente 1.600 campos de futebol. Enquanto uma estimativa precisa ainda não se confirme, acredita-se que a massa total da colônia pode chegar a 605 toneladas. E embora alguns estudiosos afirmem que este organismo pode ter 2.400 anos de idade, pesquisas recentes com base no genoma do fungo, estima-se que ele pode ter 8 mil anos de idade (uau!).

O fungo nasceu como uma partícula minúscula impossível de ser vista a olho nu, vem estendendo seus filamentos, os rizomorfos, entre as raízes das árvores. Ele se manifesta na forma de pequenos cogumelos de aparência inocente, mas sob o solo fixa-se nas raízes das árvores da floresta, roubando-lhes água, nutrientes, provocando putrefação e morte das mesmas. Embora existam espécies de árvores que resistam a este fungo, a taxa de crescimento fica comprometida. Assim, abre caminho para outros vegetais florescerem no lugar.

Armillaria ostoyae :Aparência inocente! :evil:

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Armillaria ostoyae: A destruição da floresta vem de baixo! :o

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FONTE: ABC Science Online

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INACREDITÁVEL: Fungo ocupa o cérebro e escraviza insetos!

4 abril, 2009

DÚVIDA DE JOÃO (via contato@diariodebiologia.com)

Recebi um email de um visitante, que ficou bastante intrigado com o vídeo que viu no “You tube”. Ele me escreveu (já faz algum tempo), pedindo que eu explicasse o que se passava no vídeo. Clique se quiser ver também:

João, peço desculpas pela demora a atender o seu pedido… Bem, o que aconteceu no vídeo foi um ataque fulminante de um fungo do gênero Cordyceps a uma colônia de formigas. Realmente é assustador… Vamos entender como esse fungo age?

O fungo do gênero cordyceps possui a incrível e dolorosa capacidade de parasitar insetos, manipulando o seu comportamento com o objetivo de aumentar as suas chances de reprodução. E como ocorre a contaminação fatal?

Bem, um inseto saudável entra em contato direto com outro contaminado. No início, aparentemente, não acontece nada, mas os esporos do fungo estão germinando na superfície do corpo do inseto. Os esporos migram para o seu interior através da traquéia e de pequenas aberturas que os insetos possuem chamadas de espiráculos (que servem também para respiração). Filamentos muito finos dos fungo, chamados de micélios, logo iniciam sua tortura.

Um vez dentro do corpo do inseto, os micélios começam a se desenvolver e crescer dentro da cavidade corporal, absorvendo e tomando todo tecido mole, mas evitando atingir seus órgãos vitais. Isso mesmo! O inseto fica totalmente vulnerável, vira uma especie de “zumbi”, carregando dentro do corpo um fungo cruel. Durante esse tempo, ela possui um comportamento estranho, com muita falta de coordenação motora, e logo volta para casa, colocando em perigo toda sua colônia (nos casos de insetos sociais, como formigas e abelhas).

E depois, finalmente, o fungo atinge o cérebro, devorando tudo que há ali. Os corpos de frutificação dos fungos estão bem alimentados, claro… E então começam a brotar (como no vídeo), através das articulações do exoesqueleto* do hospedeiro. Ali, o pobre inseto já “passou dessa pra melhor”. O fungo amadurece, liberando e espalhando esporos aéreos para infectar outros insetos ao redor, completando assim, seu ciclo de vida!

Dependendo da quantidade de esporos no momento da contaminação, este processo todo pode durar de 4 a 10 dias.

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 Exosqueleto -> Uma cutícula resistente, mas flexível, que cobre o corpo dos insetos (artrópodes em geral), fornecendo proteção para os órgãos internos, suporte para os músculos e evita também a perda de água.

 

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Categoria: Visitante Curioso

Se tirarmos a parte mofada do alimento, ainda podemos comê-lo?

27 julho, 2008

De jeito nenhum, pois o bolor visível na superfície do alimento é como se fosse apenas a ponta do iceberg. O bolor nada mais é do que fungos compostos de três partes: filamentos de raiz, que penetram no alimento; um caule, que sobe à superfície; e esporos, que se formam no final do caule. Isso significa que quando o caule estiver visível, os filamentos da raiz, chamados de hifa, já estarão totalmente incrustados no alimento, então nem pense em comer.

Alguns tipos de bolor podem causar fortes reações alérgicas, incluindo problemas respiratórios em pessoas mais suscetíveis. Em outras variedades, os filamentos da raiz produzem substâncias tóxicas chamadas de micotoxinas que podem ocasionar doenças graves. O bolor pode estar presente na forma de pontinhos verdes espalhados pelo pão ou em outros alimentos com diferentes aparências: tapete cinza que recobre um pedaço de mortadela esquecido na geladeira, poeira branca por cima do Cheddar, círculos pequenos e de textura aveludada encontrados nas frutas e aquela penugem que nasce nos copos de geléia.

Mas acredite: O bolor também pode ter um lado bom: o bolor “do bem” pode ser encontrado nos queijos gorgonzola e roquefort e um tipo comum de bolor de pão foi o precursor de uma das maiores descobertas médicas de todos os tempos, a penicilina. Além disso, o bolor tem um papel fundamental na decomposição do lixo orgânico.

 

Agora você já sabe: tirar a parte mofada dos alimentos não os deixa adequados para serem consumidos!

 

Se um pão com bolor for examinado no miscroscópio, é assim que será visto. Você acha que podemos comer isso??
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