Visitante Curioso – Diário de Biologia http://diariodebiologia.com Agora ficou divertido aprender! Wed, 22 Mar 2017 18:38:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.3 5538239 Mesmo com a higiene em dia, sua calcinha vive úmida e com cheiro de xixi? Atenção: hora de procurar um médico! http://diariodebiologia.com/2017/03/mesmo-com-a-higiene-em-dia-sua-calcinha-vive-umida-e-com-cheiro-de-xixi-atencao-hora-de-procurar-um-medico/ http://diariodebiologia.com/2017/03/mesmo-com-a-higiene-em-dia-sua-calcinha-vive-umida-e-com-cheiro-de-xixi-atencao-hora-de-procurar-um-medico/#respond Wed, 15 Mar 2017 14:08:39 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38753

“Tenho 46 anos e estou com um problema. Tenho que usar absorvente íntimo diário durante o dia todo. Porque se eu não usar, no final do dia minha calcinha fica úmida e com cheiro de urina. Mas não sinto nada saindo e minha higiene está em dia!” (Si*** Po****)

Olá Si***, sempre recomendamos aqui que todas as alterações estranhas no nosso corpo devem ser discutidas com um médico impreterivelmente. Milhões de mulheres no Brasil e em todo o mundo sofrem de algum problema que causa a perda involuntária de urina e pode interferir nas suas atividades e na sua qualidade de vida.  Muitas dessas mulheres passam por este problema e, infelizmente, a maioria delas não se preocupam e se quer vão ao médico.

De acordo com o site do setor de Urologia do Hospital Sírio Libanês, a perda de urina na calcinha é um sinal de Incontinência Urinária e pode ocorrer com intensidade variável dependendo da mulher. Ao contrário do que as pessoas pensam, esse não é um problema de idosos e pode acometer indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todos os níveis sociais e econômicos. No entanto, entre as pessoas com idade superior a 60 anos, acredita-se que de 30 a 60% tenham incontinência e sim, as mulheres são mais predispostas do que homens. As causas podem variar bastante algumas delas são transitórias e facilmente tratáveis, como infecções urinárias e vaginais, efeitos colaterais de medicamentos e constipação intestinal, mas outras causas podem ser duradouras ou permanentes. Tudo precisa ser devidamente estudado por um urologista.

Até que o problema se resolva o uso do absorvente diário é aconselhável!

O que pode estar acontecendo?

De acordo com os especialistas do Hospital Vila da Serra, a forma mais frequente, que aparece em cerca de 50% das pacientes, é aquela que surge geralmente em torno dos 35 a 40 anos e é associada a algum esforço físico. Quando a paciente tosse, espirra ou carrega algum peso, ela nota que há saída de alguma quantidade de urina. É a chamada “incontinência urinária aos esforços”. O segundo principal tipo é a “bexiga hiperativa”. Ele é mais comum entre as mulheres acima de 60 anos, mas pode aparecer em qualquer idade. As pacientes precisam urinar inúmeras vezes durante o dia (mais de 7 vezes), levantam mais de duas vezes à noite para urinar e/ou frequentemente têm uma vontade tão grande que têm que sair correndo para o banheiro.

No entanto, segundo o urologista Giacomo Errico. Em mulheres acima dos 40 anos, alterações hormonais também podem levar ao problema, pois com o aumento da idade há a redução da vascularização do local, o que causa a incontinência. Nestes casos, um creme à base de estrogênio pode ser a solução, procure seu médico.

Fontes: delas / hospitalsiriolibanes / hospitalviladaserra /
Imagens: Reprodução/ saude.ig / izabellamattosduare
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Entenda porque você nunca vê os filhotes de pombos http://diariodebiologia.com/2017/03/entenda-porque-voce-nunca-ve-os-filhotes-de-pombos/ http://diariodebiologia.com/2017/03/entenda-porque-voce-nunca-ve-os-filhotes-de-pombos/#respond Fri, 10 Mar 2017 15:47:19 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38682

“Porque a gente nunca vê filhote de pombo nas ruas? Será que eles nascem grandes? (rss…) [Mauro]

Mauro, como você sabe, a maioria em áreas metropolitanas estão recheadas de pombos (adultos) por toda parte. Em locais onde as pessoas habitualmente os alimentam a situação é ainda pior.  Muita gente não sabe, mas, os pombos foram trazidos pelos imigrantes europeus no Século XVI, para serem criados como animais domésticos. Na Europa, eram criados e treinados para diversas funções, dentre elas a mais conhecida “pombo correio”. Com o tempo, os donos foram perdendo o interesse nas suas criações e alguns exemplares foram soltos, ou fugiram. Deu no que deu.

Mesmo com tantas aves adultas rondando nossas cabeças e fazendo suas necessidades onde bem entendem, os filhotes nunca são vistos. Por mais pombos que você veja, os filhotes jamais aparecem. Isso acontece porque, apesar de serem totalmente adaptados à vida entre os humanos, os pombos ainda preferem manter sua família em segurança e na hora da reprodução assumem sempre um comportamento bem discreto, principalmente quando se diz respeito a suas crias.

Este comportamento, segundo informação de especialistas, foi herdado de seus ancestrais.  Os pombos da espécie Columba livia domestica, que habitam nossas cidades, descendem do pombo-comum (ou pombo-das-rochas). Os dois são essencialmente o mesmo pássaro. E, mesmo sendo bastante independentes e cosmopolitas, em matéria de reprodução os pombos urbanos ainda são bem discretos ao montar seus ninhos. “Em seu estado natural e selvagem, esse animal vive nos rochedos mais altos próximos ao mar, vivendo em pequenas cavernas a maior parte do ano”, explicou o zoólogo William Yarrell no livro  History of British Birds. Assim, faz parte de sua natureza manterem seu ninho o mais escondido possível.

Ao contrário dos outros pássaros, os pombos não deixam que seus filhotes jovens saiam do ninho até poderem se cuidar definitivamente sozinhos. Assim, eles permanecem no ninho por 40 dias, sendo alimentados por seus pais. Apesar de não parecer muito tempo para nós, a verdade é que, para um filhote de pombo, esse período é tempo suficiente para se tornar praticamente um adulto. Então, quando eles finalmente podem deixar o ninho, já estão iguais aos adultos em aparência física.

Prestando bastante atenção, é possível distinguir um pombo jovem de um mais velho. O jovem provavelmente ainda não terá tiras verdes e roxas ao redor do pescoço.

Fontes: revistagalileu/ segredosdomundo / fatosdesconhecidos
Imagens: Reprodução/ artesvaf / fatosdesconhecidos
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Por que as pessoas nascem com intolerância a lactose? http://diariodebiologia.com/2017/01/por-que-as-pessoas-nascem-com-intolerancia-a-lactose/ http://diariodebiologia.com/2017/01/por-que-as-pessoas-nascem-com-intolerancia-a-lactose/#respond Sun, 22 Jan 2017 20:35:19 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38287

“Por que nascem tantas pessoas com intolerância a lactose?” (Marcelo Carvalho)

Olá Marcelo! Na verdade essa condição de intolerância a lactose é uma programação genética criada desde a nossa formação, por isso todos os mamíferos humanos são predestinados a tornarem-se intolerantes quando se tornam adultos, porém algumas pessoas podem já nascer com intolerância, por isso vamos entender o que é essa intolerância e como ela funciona em nosso organismo.

A lactose é um dissacarídeo hidrolisado pela enzima intestinal lactase, ou seja, é um tipo de açúcar encontrado no leite e derivados que só pode ser digerido ou quebrado por uma enzima específica chamada de lactase que é responsável pela sua transformação em glucose e galactose. A intolerância à lactose significa dizer que temos alguma deficiência de lactase e por isso não conseguimos fazer sua digestão o que pode causar alguns desconfortos, como diarréias, dores, gases, inchaços, náuseas e vômitos.

Existem três tipos de intolerância: a primeira se chama Intolerância primária, onde é resultado do envelhecimento, ou seja, é aquela programação genética realizada desde a nossa formação, ou seja, quando somos bebê e nossa base da alimentação é apenas o leite produzimos bastante essa enzima já que teremos que digerir muita lactose diariamente, porém quando crescemos e incluímos outras variedades de alimentos essa necessidade de produção da lactase vai diminuindo, como nossa capacidade de digerir esse açúcar, algo normal com o envelhecimento.

O segundo tipo é a Intolerância secundária resultado de alguma doença ou ferimento. Quando o intestino deixa de produzir a enzima lactase devido alguma doença, cirurgia ou alguma interferência intestinal. Doenças como a celíaca, gastroenterite e a doença de Crohn podem causar essa intolerância no ser humano, porém assim que tratado a intolerância é resolvida.

Essa intolerância é resultado da falta da enzima lactase, produzida no intestino delgado, que tem a finalidade de decompor o açúcar do leite em carboidratos, para a sua melhor absorção.

O terceiro tipo é a Intolerância congênita quando a pessoa já nasce com o problema. Essa condição é muito rara se comparado a intolerância primária que afeta cerca de três quartos da população mundial. Na condição congênita o bebê nasce com uma deficiência total de lactase no organismo, essa manifestação é uma herança autossômica recessiva, ou seja, tanto o pai quanto a mãe precisam transmitir esse mesmo gene levando o filho a ter esta condição, além disso, é passado de geração em geração.

É por isso que é normal tantas pessoas apresentarem intolerância na fase adulta, pois somos geneticamente programados para isso, mas não significa dizer que devemos abolir o leite e derivados de nossa alimentação, pois é um alimento rico em muitos outros nutrientes necessários para o nosso desenvolvimento. Porém, para aqueles que são muito intolerantes podem substituir com o leite sem a lactose, além de diminuir as quantidades de alimentos fabricados com o leite e seus derivados. Portanto, apesar de sermos mamíferos e necessitamos do leite para se desenvolver quando bebê não significa dizer que passaremos a vida inteira com a necessidade deste mesmo alimento, até porque outros alimentos podem ser adicionados em nossa alimentação que suprem essa necessidade, por isso procurar um nutricionista é sempre recomendado, pois cada indivíduo é único e apresenta uma dieta com quantidades e nutrientes diversos e distintos.

Fontes: minhavida / sentirbem /
Artigos:  Paz Arruda & Teo / MATTAR, Rejane & MAZO, Daniel / Andreazi & Barbosa
Imagens: Reprodução/ tuasaude / remedio-caseiro
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Aprenda truques para nunca mais ter bolinhas na virilha após a depilação! http://diariodebiologia.com/2017/01/aprenda-truques-para-nunca-mais-ter-bolinhas-na-virilha-apos-a-depilacao/ http://diariodebiologia.com/2017/01/aprenda-truques-para-nunca-mais-ter-bolinhas-na-virilha-apos-a-depilacao/#respond Thu, 19 Jan 2017 12:08:41 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38265

“Não importa o que o eu faça: sempre fico com bolinhas doloridas na virilha depois de depilar. É horrível, pois não posso usar biquíni muito cavado. Às vezes parece até uma doença! ” (Deise Charmam)

Deise, o nome dessas bolinhas é foliculite. Acontece quando o pelo que está crescendo não consegue ir além da pele. O pelo, então, se curva penetrando outra vez e originando um pelo encravado ou, na tentativa de sair, causa uma inflamação ficando também exposto a ação de bactérias. Infelizmente, a depilação, seja ela com cera, lâmina ou pinça, é uma das principais razões dessas inflamações.

Alguns truques podem ajudar, e muito, para que a foliculite não estrague o aspecto da sua virilha. Afinal, ninguém merece!

Esfoliar a região da virilha é sem dúvida um ótimo começo. A esfoliação desobstrui os poros retirando células mortas e abre a passagem para os pelos. Com isso a depilação não causará traumas em seus folículos nem inflamação.

Sabonete não! Depilar com sabonete é um erro muito comum. Toda mulher aproveita o momento do banho passa um sabonete na região e depila. Mas essa é uma das principais causas da foliculite. O sabonete tende a ressecar mais a pele!! Se não tiver um creme próprio, use seu hidratante ou até mesmo o condicionador que devem facilitar o procedimento e torná-lo menos agressivo ao local, que ganhará uma pele mais macia e hidratada.

Não compartilhe lâmina de jeito nenhum! Outro erro comum de muitas mulheres: aproveitar a lâmina de barbear do marido, filho, irmão ou até de outra mulher da casa para fazer sua depilação íntima. Além da anatomia das lâminas masculinas e femininas serem distintas, para raspar diferentes áreas do corpo, você pode trocar bactérias, principalmente aquelas que causam as “bolinhas” na pele.

Lâminas velhas, não! É claro que todas sabem disso, no entanto, a maioria não pega uma lâmina nova para fazer a depilação.  O ambiente do box e banheiro é perfeito para fazer com que a gilete vire uma colônia de bactérias que originam a foliculite.

Lâminas a seco, jamais! Usar sempre um umectante é crucial. Usar a gilete a seco irá agredir 3 vezes mais a pele e certamente irá originar foliculite. E, a partir de agora, quando for usar a gilete, faça o movimento em direção ao o crescimento do pelo mesmo. Assim, o corte ocorre de forma mais suave, sem traumas e reduz a chance de encravar o fio.

Usar a gilete a seco irá agredir 3 vezes mais a pele e certamente irá originar foliculite.

Produtos com álcool, não! Quando a depilação tiver finalizada jamais use produtos com álcool e se puder evite também fragrâncias. Tais produtos causam uma forte desidratação da pele e isso vai ressecar e favorecer a foliculite.

Roupas apertadas, péssima ideia! Usar roupas justas e abafadas como calça jeans logo após a depilação íntima não é bom. Esse é um dos fatores que mais originam pelos encravados. No dia da depilação, escolha roupas mais largas e soltinhas no local depilado sempre que possível.

Hipoglós no local. Terminada a depilação, muitas esteticistas e dermatologistas aconselham o uso  da pomada Hipoglós, que tem um poder incrível de hidratação e também acalma o efeito de irritação da pele.

Usar roupas justas e abafadas como calça jeans logo após a depilação íntima não é bom.

Ir à praia no dia da depilação, não deveria! Sim, mas todo mundo faz isso. Depila exatamente para ir à praia. O problema é que o sal do mar em contato com os poros provoca a ardência e irritação. O ideal é se depilar sempre dois dias antes de ir à praia e entrar no mar. Esse tempo é o suficiente para a camada córnea se refazer e não sofrer mais com o contato com o sal.

Filtro solar na virilha, sim! Aposto que você nunca pensou nisso, mas o filtro solar na virilha depilada é indispensável, não somente para evitar a foliculite, como também para evitar manchas escuras na região!

Fonte: Bolsa de mulher
Imagens: Reprodução/ Bolsa de mulher / remedio-caseiro /
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O que são as manchas brancas na língua? http://diariodebiologia.com/2017/01/o-que-sao-as-manchas-brancas-na-lingua/ http://diariodebiologia.com/2017/01/o-que-sao-as-manchas-brancas-na-lingua/#respond Thu, 19 Jan 2017 09:29:05 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38260

 “Tenho manchas brancas na língua. O que significam? ” (Maria Nazaré)

Olá Maria Nazaré! Uma língua saudável tem uma cor rosada recoberta por uma secreção fina e úmida. Além disso, a língua é um órgão formado por musculatura estriada esquelética que faz parte do sistema digestório. Sua principal função é iniciar o processo da digestão, moldar o alimento na boca e realizar a movimentação do mesmo, também tem funções sensoriais responsáveis pelo paladar e na formação de sons através da fala e linguagem.

A superfície da língua é lisa e recoberta por pequenas estruturas chamadas de papilas gustativas responsáveis pela detecção do sabor. Muitas pessoas não se dão conta da sua importância e acabam esquecendo de observar os sintomas de alguma doença ou desordem na língua, por isso é recomendado sempre ir ao dentista regularmente para realizar uma consulta.

Uma língua que dói ou descolorida é sinal de que alguma coisa não está bem e deve ser investigado imediatamente. Esses sintomas podem indicar: desde uma deficiência de vitaminas, como ferro ou biotina, até uma doença mais grave como a AIDS ou câncer bucal. É necessário realizar uma análise clínica no consultório médico ou odontológico para ser analisado e dado o diagnóstico corretamente.

Alguns problemas podem afetar a língua e deixarem ela esbranquiçada, como: a Saburra lingual, também conhecida como Biofilme lingual ou língua branca. Essa condição se dá pela placa bacteriana esbranquiçada que se forma na parte posterior da língua (fundo), muitas vezes essa placa pode ter a coloração amarelada ou amarronzada. Essa placa é formada quando há diminuição da produção de saliva, descamação epitelial da mucosa bucal acima dos limites normais que pode causar uma das coisas que todos detestam: o mau hálito.

Outra causa de a língua apresentar manchas brancas é a infecção por fungos que se desenvolve dentro da boca chamada de Candidose oral ou candidíase oral. É muito comum em crianças e idosos que possuem o sistema imune debilitado ou deficiente ou quando há uso de antibióticos que matam as bactérias boas na boca que ajudam na proliferação dos fungos. Já a Leucoplasia é uma condição com que as células da boca se desenvolvam excessivamente que leva a formação de manchas brancas dentro da boca e na língua, embora não seja grave por si só, essa condição pode ser um precursor do câncer bucal e por isso deve ser investigado.

Essas manchas podem causar halitose (mal hálito).

Há também uma doença inflamatória chamada de Líquen plano. É uma inflamação mucocutânea que atinge a pele, mucosas, além de cabelos e unhas. É uma doença benigna, porém de longa duração e causa muito desconforto no paciente. Suas causas ainda são desconhecidas, mas há algumas especulações como: imunológicas, psicogênica, neurológica, infecciosa ou ainda causada por metais pesados como ouro e mercúrio. Os sintomas podem incluir: lesões na língua apresentando várias formas como bolhas, placas, papulosa e erosiva, geralmente são dolorosas e são localizadas nas laterais da língua, parte interna da bochecha e gengiva e formam uma linha em forma de uma rede.

Portanto, todas essas condições podem deixar manchas brancas na superfície da língua e por isso devem ser diagnosticadas pelo médico ou dentista para que seja tratado da forma correta e eficaz, então procurar um especialista regularmente é necessário para evitar complicações, além de realizar uma boa higienização bucal todos os dias com uma escovação eficiente e uso de fio dental. A saúde da sua boca agradece!

Fontes: indicedesaude / saburralingual / minhavida
Artigos: Bezerril et. al / Domingues Conceição et. al / Oliveira Moreira et. al
Imagens: Reprodução/ mulher /
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Por que o ‘Aedes Aegypti’ pode transmitir tantas doenças? http://diariodebiologia.com/2017/01/por-que-o-aedes-aegypti-pode-transmitir-tantas-doencas/ http://diariodebiologia.com/2017/01/por-que-o-aedes-aegypti-pode-transmitir-tantas-doencas/#respond Wed, 18 Jan 2017 16:51:29 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38255

“Todo ano a mesma coisa: orientações de alerta para acabar o com o ’Aedes Aegypti’. Existe alguma explicação científica em porque esse mosquito transmite tantas doenças? ” (Simone Silvério)

Sinome, a Agência Europeia para Prevenção e Controle de Doenças considera o Aedes aegypti – nome que significa “odioso do Egito” – uma das espécies de mosquito mais espalhadas pelo planeta. Nos outros países, ele é chamado de mosquito da febre amarela. No Brasil, é conhecido como mosquito da dengue, e agora também da zika e da chikungunya.

A partir de meados dos anos 1990, com a classificação da dengue como doença endêmica, passou a estar anualmente em evidência. Agora, um novo sinal de alerta vem da epidemia de zika, uma doença com sintomas semelhantes aos da dengue. O Aedes aegypti também esteve no centro de um surto de febre chikungunya ocorrido no Brasil. Este mosquito ainda está ligado ainda a males mais raros, do grupo flavivírus. Segundo os infectologistas, entre os agentes de contaminação, esse mosquito é o que tem a capacidade de transmitir a maior variedade de doenças.

Um dos fatores que contribuem para tornar o Aedes aegypti um agente tão eficiente para a transmissão desses vírus é a sua capacidade de se adaptar e sua proximidade do homem. Esta espécie veio da África em navios ainda na época da colonização e com o passar do tempo encontrou no ambiente urbano um espaço ideal para sua proliferação. Diferente de outros mosquitos, ele prefere água limpa para colocar seus ovos, e qualquer objeto ou local serve de criadouro. Mesmo numa casca de laranja ou numa tampinha de garrafa, se houver um mínimo de água parada, seus ovos se desenvolvem.

Água limpa, mas suja também serve

No entanto, o Aedes aegypti não é muito exigente. Ele também consegue se reproduzir com sucesso em água contaminada com matérias orgânica, segundo mostraram alguns estudos científicos. E outra grande estratégia de proliferação é sem dúvida o fato de os ovos também podem permanecer inertes em locais secos por até um ano, e, ao entrar em contato com a água, desenvolvem-se rapidamente – num período de sete dias, em média. Essas são “vantagens” que os outros mosquitos não possuem!

Resistente e adaptável, Aedes aegypti é uma das espécies de mosquito mais difundidas no mundo.

100 ovos em diferentes pontos do ambiente

A postura da fêmea também faz a diferença na reprodução do A. aegypti. A fêmea pode colocar em média cem ovos de cada vez, mas não faz isso em um único local, ela os distribui por diferentes pontos. Se os ovos de um local forem destruídos os outros tem muitas chances de se desenvolverem.

Hábitos diurnos, mas podem ser noturnos

A seus hábitos de alimentação são bastante flexíveis. Este mosquito é, comumente, diurno: prefere sair em busca de sangue pela manhã ou no fim da tarde, evitando os momentos mais quentes do dia. No entanto, se não conseguir sugar sangue suficiente, fará isso durante a noite. Isso não ocorre com o pernilongo, por exemplo, que é noturno e só aparece a noite.

Ele não desiste

Os especialistas dizem que o A. aegypti é extremamente arisco. Quando vai picar, se a pessoa se mexe, ele tenta escapar e vai picar outra pessoa. Se estiver infectado com algum vírus, vai transmiti-lo para várias pessoas em uma só saída para se alimentar.

Simbiose

Todo ser vivo busca uma forma de se proliferar, e com os vírus não é diferente. Nestes casos, eles podem ser transmitidos por outros vetores, mas que não são tão efetivos. Os vírus têm no A. aegypti e na forma como este mosquito evoluiu uma relação de simbiose muito boa.

No caso da dengue, por exemplo, após o A. aegypti picar alguém que esteja infectado, o vírus leva cerca de dez dias para estar presente em sua saliva. São poucos os mosquitos que vivem mais de dez dias. Mas, quanto menos energia o A. aegypti precisa gastar para se alimentar e colocar ovos, mais tempo ele vive.

Difícil de exterminar

Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, o Aedes aegypti é “muito resistente”, o que faz com que sua população volte ao seu estado original rapidamente após intervenções naturais ou humanas. Só no Brasil, ele chegou a ser erradicado duas vezes no século passado mas voltou com toda força trazendo outra diversidade de doenças.

Fonte: bbc /
Imagens: Reprodução/ entnemdept / bichomaps

 

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Usar boné faz o cabelo cair? Verdade ou mito? http://diariodebiologia.com/2017/01/usar-bone-faz-o-cabelo-cair-verdade-ou-mito/ http://diariodebiologia.com/2017/01/usar-bone-faz-o-cabelo-cair-verdade-ou-mito/#respond Tue, 10 Jan 2017 09:37:30 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38210

“Gosto muito de boné e queria saber se uso de boné acelera a calvície? (Anderson Oliveira)

Olá Anderson! Com certeza você já ouviu alguém dizer: “Tira esse boné porque se não você vai ficar careca!”. Essa afirmação tem um pouco de exagero, mas tem um fundamento científico clássico. Na verdade, o uso de boné ou touca abafa o couro cabeludo que traz prejuízos à saúde capilar, como o aparecimento de caspa e enfraquecimento do fio ou do próprio couro cabeludo. O nosso “cabelo precisa respirar” para ser saudável, por isso o boné pode atrapalhar esse processo e prejudicar o seu crescimento e desenvolvimento, porém a queda pode se tornar maior, mas não significa que você ficará careca ou que isso vai acelerar sua calvície, apenas é recomendado não fazer uso diário, contínuo e por longas horas, pois o surgimento de problemas pode agravar o desenvolvimento dos fios e prejudicar o aparecimento de patologias no couro cabeludo.

A calvície é um problema que afeta principalmente os homens e que os deixa bastante irritados e tristes. A maioria dos homens apresenta a calvície chamada de alopecia androgenética, onde a principal causa está relacionada com a hereditariedade e os hormônios masculinos, ou seja, a genética que promove a atrofia dos folículos (bulbos) capilares e aceleram a queda definitiva. Outros fatores contribuem para a queda de cabelo excessiva, como o excesso de oleosidade, como a dermatite seborréica, produtos químicos, distúrbios da tireóide, alimentação ruim, carência de vitaminas, certos medicamentos e estresse.

Os primeiros sinais da calvície nos homens podem aparecer entre os 17 e 23 anos de idade. Quando começa a cair aos 17 anos o processo de queda acaba sendo bem maior e de uma única vez e o tratamento é bem mais complicado, ou seja, a queda é persistente e irreversível devido à herança genética. Quando a queda inicia entre 25 e 26 anos de idade o tratamento surte melhores resultados, pois a queda é lenta.

Dependendo do caso, há tratamentos específicos para cada tipo de queda de cabelo, mas para aqueles que a causa seja a hereditariedade não tenho boas notícias, pois é irreversível a calvície com tratamento a base de medicamentos, sendo necessário o implante de cabelos, mas a medicação pode ajudar no processo de retardamento da queda e diminuir o processo da calvície. O medicamento mais utilizado é o minoxidil que é um vasodilatador de uso tópico que ajuda a bloquear a ação dos derivados da testosterona no bulbo capilar e pode acelerar o crescimento dos cabelos. Ele ainda estimula o crescimento dos pelos no rosto e no corpo, por isso é contraindicado para as mulheres.

Portanto, para acabar com o mito de uma vez por todas: uso de boné não vai deixar você careca ou acelerar a calvície, porém pode aumentar a queda devido à compressão e o abafamento que causa no couro cabeludo, por isso deve ser evitado ou utilizado bonés com telas. Agora preste bastante atenção: qualquer queda repentina de cabelo, como tufos, queda contínua sem explicação genética, coceiras, vermelhidão e sinais de muitas caspas sem controle devem procurar um dermatologista para que seja realizado o diagnóstico correto deste problema, pois quanto mais cedo for verificado melhor serão os resultados.

Fontes: drauziovarella / vidaeestilo
Artigos: Uebel et al.   
Imagens: Reprodução/ barbeariaisac / magazine10
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Bebidas que diminuem o pH do sangue, como como refrigerantes e sucos ácidos, podem mesmo aumentar as chances de câncer? http://diariodebiologia.com/2017/01/bebidas-que-diminuem-o-ph-do-sangue-como-como-refrigerantes-e-sucos-acidos-podem-mesmo-aumentar-as-chances-de-cancer/ http://diariodebiologia.com/2017/01/bebidas-que-diminuem-o-ph-do-sangue-como-como-refrigerantes-e-sucos-acidos-podem-mesmo-aumentar-as-chances-de-cancer/#respond Mon, 09 Jan 2017 16:39:56 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38204

“Tomar refrigerante ou suco ácido diminui o pH do sangue e aumenta a chance de câncer?” (Mariana Ruske)

Olá Mariana! Seu questionamento leva a comunidade científica ao delírio. Isso porque muitos pesquisadores ainda discutem essa relação da alimentação com a regulação do Ph sanguíneo humano. Alguns levam em consideração a quantidade de alimentos com uma grande quantidade de ácido e outros atribuem que alimentos processados pela indústria, como carnes em conservas e refrigerantes são capazes de alterar o pH sanguíneo. Porém, os estudos dessa relação ainda são considerados iniciais, tendo em vista que o nosso corpo possui mecanismos que regulam esse pH e por isso seria necessária uma quantidade “gigante” de acidez para que esse pH fosse alterado significativamente.

O Ph normal do sangue está numa faixa entre 7,35 a 7,45, ou seja, o nosso sangue é levemente alcalino. Isso é necessário para que os processos metabólicos funcionem corretamente e a quantidade de oxigênio seja liberada corretamente nos tecidos. Existe um processo chamado de Acidose que é um excesso de ácido no sangue, com o pH abaixo de 7,35 e outro processo chamado de Alcalose que é o excesso de base no sangue, com o pH acima de 7,45. Para que o pH sanguíneo seja alterado desta forma é necessário que alguns distúrbios funcionais ocorram nesse organismo, como por exemplo, pessoas com problemas nos pulmões e rins, que são os principais órgãos responsáveis pela regulação do pH no sangue.

De acordo com João Gabriel Marques, nutricionista e mestre em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília, nenhum alimento rico em ácidos por si só é capaz de alterar o pH sanguíneo, isso porque o nosso corpo tem um sistema chamado de tampão, ou seja, um sistema que faz a regulação desse pH “esvaziando” a presença ácida em excesso no sangue ou mesmo o contrário, “esvaziando” a presença alcalina em excesso no sangue. Essa regulação é diária em nosso organismo e permite deixá-lo em equilíbrio sempre. Para que ocorra algum desequilíbrio seria necessário que algum dos contribuintes desta regulação não trabalhe corretamente, como a hemoglobina presente nas hemácias e pelo bicarbonato circulante que mantém a homeostase do pH sanguíneo através da neutralização do gás carbônico. O que pode ocorrer em alguns casos seria apenas uma variação do pH, ou seja, o pH variar dentro da faixa de equilíbrio, apenas isso.

Além disso, temos o pulmão que pode aumentar ou diminuir a excreção de gás carbônico, através da respiração, e os rins que podem excretar metabólitos ácidos e também na produção e reabsorção de bicarbonato, ou seja, tudo isso para que o pH do sangue não seja alterado e seja mantido na faixa de equilíbrio. Por isso, para que um refrigerante ou suco ácido ou qualquer outro alimento ácido possa alterar significativamente o pH sanguíneo seria necessário uma quantidade extremamente alta e quando digo alta falo de doses altamente tóxicas ao organismo humano de uma única vez, ou seja, uma quantidade que nossos órgãos não pudessem realizar o processamento ou que comprometa sua capacidade de funcionamento.

Em relação ao câncer ainda há muito que estudar e discutir, pois já sabemos que é necessária uma alimentação equilibrada para manter uma vida saudável. Alimentos processados e refrigerantes que apresentam muitos conservantes e corantes, além de quantidade excessiva de sal e açúcar, não contribuem para uma vida equilibrada, além dos prejuízos significativos em vários órgãos causando doenças crônicas como diabetes e hipertensão, além da osteoporose no caso de refrigerantes. Por isso, uma alimentação ruim com certeza contribui e aumenta as chances de um possível câncer.

Fontes: cienciadanutricao / labtestsonline
Artigos: Bischoff WD, et al. / Tobey JA.  / Ball D, et al.
Imagens: Reprodução/revistacrescer / fatosdesconhecidos
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Por que na Índia nascem tantas pessoas com anomalias? http://diariodebiologia.com/2017/01/por-que-na-india-nascem-tantos-bebes-com-anomalias/ http://diariodebiologia.com/2017/01/por-que-na-india-nascem-tantos-bebes-com-anomalias/#respond Sun, 01 Jan 2017 17:44:13 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38199

“Uma curiosidade…. Porque há tantas anomalias na Índia? Vejo muitos textos e programas sobre isso.” (Franque Graoski)

“Queria saber por que na Índia nascem tantos bebês siamêses com múltiplos membros ou acontece no mundo todo?” (Bianca Correa)

As anomalias congênitas constituem uma importante causa de mortalidade infantil mesmo em países em desenvolvimento. Setenta por cento dessas anomalias de nascimento poderiam ser evitadas ​através da aplicação de vários serviços genéticos comunitários de baixo custo.

A população indiana vive em meio a fatores de risco para anomalias congênitas, como por exemplo, universalidade do casamento, alta fertilidade, grande número de gravidezes não planejadas, falta de cuidados pré-natais, má nutrição materna, alta taxa de casamentos consanguíneos e hemoglobinopatias.

A Índia é o segundo país mais populoso do mundo, com um grande número de crianças nascidas anualmente com anomalias congênitas. O país deve concentrar sua atenção em estratégias de saúde pública para diminuir essa estatística.

Algumas estratégias de base populacional, como a iodização (adição de iodo ao sal), fortificação de farinha com multivitaminas, suplementação de ácido fólico, cuidados periconcepcionais e triagem pré-natal são algumas das estratégias comprovadas para o controle dessas anomalias congênitas.

Outra ação importante é a implementação de serviços genéticos comunitários. Eles podem ser facilmente desenvolvidos e integrados com os cuidados de saúde primários.

Fonte: ncbi
Imagens: Reprodução/ tropicalnoticias / viraltime777
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Descubra como e porque nascem plantas nos fios da rede elétrica http://diariodebiologia.com/2016/12/descubra-como-e-porque-nascem-plantas-nos-fios-da-rede-eletrica/ http://diariodebiologia.com/2016/12/descubra-como-e-porque-nascem-plantas-nos-fios-da-rede-eletrica/#respond Tue, 20 Dec 2016 07:39:41 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38190

“Gostaria de saber porque nascem essas plantas nos fios elétricos da minha região.” (Marcelo Dornelles)

Olá Marcelo! Existem algumas plantas que não precisam de terra para sobreviver. Essas plantas são chamadas epífitas, e as mais conhecidas são as bromélias e orquídeas. As plantas epífitas dependem das outras plantas para se fixarem, utilizando-as como suporte. Além disso, essas plantas possuem mecanismos para absorver nutrientes e água sem precisar do solo.

Devido a essa capacidade de viverem longe do solo, as epífitas surgem em lugares diversos, como a copa e tronco de árvores, rochas e até mesmo fios da rede elétrica. Nesses fios, as plantas mais comuns são as bromélias do gênero Tillandsia. Elas possuem tricomas na superfície das folhas, uma espécie de pelo modificado que retiram do ar e da poeira a água e os necessários para a sobrevivência. Esses tricomas também podem auxiliar na redução da radiação solar, evitando a perda de água.
Além disso, em ambientes mais secos, essas plantas realizam a fotossíntese de uma maneira diferente. Elas abrem os estômatos para absorver o dióxido de carbono somente durante a noite, o que também diminui a perda de água.
Mas como essas plantas chegam até os lugares altos, como os fios elétricos? Elas possuem sementes leves que voam longas distâncias.

Apesar de todas essas modificações fisiológicas, há alta taxa de mortalidade e baixa taxa de crescimento de novas plantas nesses locais.

Fonte: cienciacomlaor / Profª Ingrid Koch (Departamento de Biologia - UFSCar Sorocaba)
Imagens: Reprodução/ g1.globo / asnovidades
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