Fobias/medos – Diário de Biologia http://diariodebiologia.com Agora ficou divertido aprender! Fri, 24 Mar 2017 16:25:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.3 5538239 Você tem algum medo esquisito? Saiba como funcionam as fobias! http://diariodebiologia.com/2016/06/voce-tem-algum-medo-esquisito-saiba-como-funcionam-as-fobias/ http://diariodebiologia.com/2016/06/voce-tem-algum-medo-esquisito-saiba-como-funcionam-as-fobias/#respond Sun, 19 Jun 2016 07:03:28 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=36344

“Quando eu era pequena, assisti a um filme de terror que tinha um palhaço. Morri de medo. Me deu uma crise e fiquei dias sem dormir. Quando minha mãe percebeu que não era frescura, me levou ao psicólogo” Jessica Scheridon, 25 anos.

Riddikulus” é uma palavra cabalística da série Harry Potter que tem como objetivo derrotar bichos-papões. Segundo a série, a criatura então que sempre aparece na forma daquilo que mais provoca medo na pessoa que a vê, é imediatamente transfigurada em algo engraçado, perdendo totalmente sua natureza assustadora, intimidando-se ao ouvir as risadas.

Embora pareça apenas fruto da imaginação fértil da escritora Joanne Ketlin Rowling, considerada a primeira pessoa a ficar bilionária apenas com a venda de livros, o princípio é real e amplamente utilizado no tratamento de fobias, aqueles medos irracionais, sem razão de ser alguma.  Muito comuns em crianças, podem durar até a vida adulta se não forem devidamente tratados. E quem tem alguma fobia ou conhece quem tenha sabe que explicações lógicas sobre o objeto do medo e as razões para que este não exista são totalmente inúteis. O que muitos não sabem é o porquê disso acontecer. Até agora.

Segundo a especialista em psicologia clínica Ana Gutiérrez, a razão para isto está na origem da fobia. Medos comuns ou adaptativos nascem da lógica, alojando-se no lado esquerdo do cérebro. Podemos experimentar o medo de altura, por exemplo, porque sabemos que há um risco real envolvido.  Elimine-se logicamente este risco, e o medo desaparece. As fobias, no entanto, são medos fundamentalmente emocionais. Em regra, nascem após alguma experiência traumática com o objeto em questão, e localizam-se no hemisfério direito do cérebro. A razão para as explicações não funcionarem neste caso está aí. Como os hemisférios não partilham os mesmos circuitos neurais, a informação não consegue chegar até a origem da fobia. Como um curto-circuito cerebral, a lógica se perde na emoção, e por mais que a pessoa saiba que não precisa ter medo de borboletas, continua sentindo calafrios ao vê-las.

muito-medo

Assim, o tratamento para estes casos baseia-se especificamente em substituir a emoção dominante diante do objeto da fobia, plantando emoções positivas no lugar das negativas já existentes. É aí que entra em cena a literatura. Em crianças, isso pode ser tratado desde cedo através de histórias fictícias. E isso já vem sendo feito, ainda que não se perceba. Depois da série Harry Potter mesmo, ficou difícil – pra não dizer ultrapassado – usar “bruxas malvadas” como vilãs de historinhas infantis, como era amplamente feito na geração anterior. A figura do bruxinho órfão em contrafação ao maléfico Lorde Voldemort consolidou no imaginário infantil a ideia de que o título de “feiticeiro” por si só não constitui uma ameaça, mas sim o caráter do indivíduo.

O contrário também acontece. Depois de casos como o do psicopata John Gacy que se fantasiava de palhaço para matar suas vítimas, além de filmes como “O Palhaço Assassino” e  “It – A Coisa”, onde uma criatura assustadora assume a forma do palhaço Pennywise para atrair crianças, a figura do palhaço decididamente caiu em desuso mesmo em hospitais onde era amplamente empregado em alas infantis. Segundo estudos, os médicos perceberam que as ilustrações provocavam efeitos negativos nas crianças, ao invés de contribuir positivamente no estado de ânimo delas.

Fontes: Jornal A Tribuna, 22/05/2016, edição impressa, “Medos Comuns na Infância Podem Virar Fobias”
Sites: colegiowebtopmidianews
   Imagens: Reprodução/ megacurioso/clikaki/
]]>
http://diariodebiologia.com/2016/06/voce-tem-algum-medo-esquisito-saiba-como-funcionam-as-fobias/feed/ 0 36344
Ciência explica: Por que nós temos medo de aranhas? http://diariodebiologia.com/2015/06/por-que-nos-temos-medo-de-aranhas/ Sun, 21 Jun 2015 14:43:22 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=26005

Com certeza você conhece alguém que tem muito medo de aranhas. É algo diferente de baratas, da qual sentimos mais nojo do que medo. Alguns cientistas fizeram pesquisas e descobriram que o medo de aranhas pode ser inato do ser humano, isso é, algo que já nasce com a gente.

Isso acontece devido as aranhas serem um perigo ancestral para o homem. É bom lembrar que nossos antepassados tiveram que conviver com esses seres de oito patas por muito tempo, e em locais onde a proteção contra uma mordida era quase inexistente. Como algumas espécies de aranhas são venenosas os seres humanos do passado devem ter evitado o contato com o “possível assassino”.

Os humanos em geral apresentam uma capacidade de rápida detecção de ameaças imediatas, graças ao aprendizado e os mecanismos ancestrais. Isso veio evoluindo com o tempo, até chegarmos ao estágio que estamos hoje. Algumas espécies irmãs das aranhas mais venenosas que conhecemos hoje foram encontradas em fósseis de 40 milhões de anos, provando que o homem já teve medo de aranhas por muito tempo.  Por isso também temos medo de cobras e ratos por exemplo.

Porém o medo de aranhas hoje em dia é infundado. Apenas 200 espécies das 40 mil conhecidas podem causar algum problema para os humanos. Dessas espécies são pouquíssimas espécies que convivem nos mesmos ambientes que nós. Existe uma média de 200 mortes por ano, causadas por aranhas, o que comparado a outros animais é considerado um número baixo. Ainda assim quando testados com imagens aparecendo rapidamente na tela de um computador, a maioria das pessoas testadas reagiram negativamente quando apareceu uma aranha. Os pesquisadores ainda afirma que se você estiver andando e tiver uma agulha e uma aranha no chão, você vai preferir pisar na agulha.

aracnofobia-cura
O medo de aranhas hoje em dia é infundado. Apenas 200 espécies das 40 mil conhecidas podem causar algum problema para os humanos. Foto:

Fonte: iflscience

]]>
26005
Você tem medo de ver sangue? Passa mal? http://diariodebiologia.com/2015/05/voce-tem-medo-de-ver-sangue-passa-mal-voce-pode-ser-hematofobico/ Tue, 05 May 2015 14:13:57 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=25502

A hematofobia é caracterizada por um medo excessivo e irracional, ativada pelo estímulo de visualizar sangue. Apesar desse tipo de fobia ser muito comum entre as pessoas, ela é considerada uma patologia. De acordo com o Manual de Diagnóstico Estatística de Transtornos Mentais 4ª edição (DSM-IV), a hematofobia é classificada como um transtorno de ansiedade e um subtipo de fobia do tipo sangue-injeção-ferimentos. Dentre os quadros de fobias, a hematofobia é designada de fobia de tipo específica, ou seja, há um determinado fator desencadeante do medo excessivo.

De acordo com os psiquiatras e psicólogos, o indivíduo que sofre de hematofobia, pode apresentar prejuízos pessoais que podem comprometer seriamente a saúde e, alguns casos, chegam a recusar procedimentos ou internações necessárias com receio de presenciar cenas de sangue. Há também relatos que esse tipo de fobia pode estar associado a outros tipos medos como: fobias de dentistas, médicos ou hospitais. Em alguns casos, a hematofobia também pode ser causada por algum trauma relacionado a uma experiência passada.

Geralmente, o quadro de hematofobia está diretamente associado a uma ansiedade antecipatória, caracterizada por sinais de taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) e hipertensão (aumento da pressão arterial) que pode durar até 4 minutos, seguido de queda da pressão arterial e da frequência cardíaca juntamente com desconfortos gastrointestinais. A queda repentina pode desconfortos gastrointestinais, podendo até resultar em desmaios.

fobiaalasangre_thumb
Foto: friever

No entanto, apesar da hematofobia ser considerada como uma patologia com sinais e sintomas, há outra ótica muito importante a ser observado. Na visão evolucionista, as reações emotivas podem direcionar um comportamento de fuga ou esquiva, como forma de proteção diante de situações de perigo. Com essa visão evolucionista, a hematofobia é uma reação de resposta natural do organismo humano diante de um perigo iminente em que o indivíduo visualiza sangue.

Fontes:   D'EL REY, Gustavo J. Fonseca; MONTIEL, José Maria. Fobia de sangue-injeção-ferimentos: revisão bibliográfica.   FERENIDOU, Fotini et al. Combined Case of Blood-Injury-Injection Phobia and Social Phobia: Behavior Therapy Management and Effectiveness through Tilt Test.  RAMOS, Renato T. Fobias específicas: classificação baseada na fisiopatologia.  Sites : phobias  Este texto é de autoria da Bióloga Ceila Cintra.
]]>
25502
Pessoas que tem medo exagerado de serem enterradas vivas http://diariodebiologia.com/2015/01/pessoas-que-tem-medo-exagerado-de-serem-enterradas-vivas/ Thu, 29 Jan 2015 14:27:20 +0000 http://diariodebiologia.booger.net.br/?p=23558

Desde que o mundo é mundo, o medo existe. E ao contrário do que muitos acreditam, sentir medo não é ser covarde. Ele nos ajuda a evitar situações que podem nos oferecer perigo. Já imaginou uma pessoa não sentir medo de nada e se colocar em situações de perigo como saltar de um penhasco sem equipamentos ou se colocar de frente com uma onça sem proteção? Seria morte na certa!

O medo, assim como qualquer coisa em excesso, é prejudicial à saúde. Fobia é o nome dado para quem sofre de medo demasiado de alguma coisa.

Uma fobia um tanto quanto curiosa é a Tafofobia, no qual a pessoa tem medo de ser enterrada viva. Ser enterrado vivo muito provavelmente começou com um mito:  há rumores de que no século XIII, Juan Duns Scoto, filósofo e teólogo teria sido enterrado vivo. Seu corpo foi encontrado ao lado do caixão com mãos e braços cheios de sangue, por causa das tentativas de sair do caixão e se livrar de toda a terra que o cobria. Mas nada disso é comprovado, por isso é tratado como mito. Este medo também pode ter surgido devido a casos de pessoas com Catalepsia. A catalepsia é uma condição incomum. O cataléptico não consegue se movimentar, pois suas funções vitais estão funcionando, porém, de forma reduzida. O mais intrigante é que, apesar da pessoa em surto estar totalmente vulnerável, ela consegue perceber, ouvir, raciocinar e entender tudo que se passa a sua volta, mas não consegue reagir fisicamente. Isso causa um sofrimento muito grande ao cataléptico.

Pessoas com Tafofobia podem tomar atitudes extremas, como aconteceu com o primeiro presidente dos EUA, George Washigton morreu (14 de dezembro de 1799) que ordenou que quando morresse só fosse enterrado quatro dias depois, para ter certeza de que não seria enterrado vivo. Washington era tafofóbico e tinha pavor de acordar dentro de um caixão.

The_Hasty_Burial
A tafofobia ou tafefobia (em inglês, taphophobia) é uma neurose que se caracteriza pelo medo de ser enterrado vivo. Foto: threedonia

Fonte: medo

Este texto é de autoria do Biólogo Paulo Alex

]]>
23558
“Tenho medo de vomitar. Qual o meu problema?” http://diariodebiologia.com/2015/01/tenho-medo-de-vomitar-isso-e-doenca/ Fri, 02 Jan 2015 14:30:13 +0000 http://diariodebiologia.booger.net.br/?p=23121

“Tenho medo de vomitar. Entro em desespero com essa possibilidade, me entupo de remédios e fico sem comer quando penso que posso vomitar. Isso é uma fobia?” (Glaice Monique)

Glaice, antes de tudo, procure um médico, psicólogo ou psiquiatra, para lhe diagnosticar e indicar um tratamento. Não sei se é o seu caso, mas existe uma fobia relacionada ao vômito.

A emetofobia – medo irracional de vomitar ou de ver pessoas vomitando ou de vomitar na presença de outras pessoas – é um transtorno pouco conhecido, mas comum, que possui aparente predominância do sexo feminino. Geralmente inicia-se na infância ou adolescência. É comum sentir nojo do vômito, mas a emetofobia é caracterizada pelo excesso de sensibilidade ao nojo do vômito: a sensação é muito mais incômoda para os afetados pela fobia.  Apesar dos poucos estudos sobre a doença, as causas dela são atribuídas à traumas de infância envolvendo o ato de vomitar e relacionadas à outros transtornos psicológicos como transtorno de ansiedade de separação (que pode ser causado, na infância, pelo divórcio traumático dos pais), transtorno de pânico, fobia social ou transtorno obsessivo-compulsivo.

Os emetofóbicos podem possuir uma queda considerável na qualidade de vida e saúde. Muitas mulheres costumam evitar a gravidez por causa do medo dos enjoos. Alguns evitam ficar com os filhos ou outras crianças pequenas, por receio de vê-las vomitando. Há casos de pessoas que mudam diversas vezes de emprego por causa de dias de trabalho perdidos devido à fobia. Outras pessoas relatam que evitam lugares públicos ou comer fora de casa, comprometendo seu lazer. Utilizar o transporte público, passear de barco, viajar de avião ou ir a parques de diversão ou hospitais são atividades temidas e evitadas. É comum, também, que os emetofóbicos desenvolvam hábitos alimentares extremamente cuidadosos, comendo apenas alimentos meticulosamente preparados por eles.

4cc5ef8bb93795907c060000_20_31-1369157085
Emetofobia – medo irracional de vomitar ou de ver pessoas vomitando ou de vomitar na presença de outras pessoas. Foto: doctissimo

Em casos extremos a pessoa vítima de emetofobia pode buscar isolar-se em casa. É o caso da britânica Anna Roberts, de 19 anos. Ela não consegue ficar longe do banheiro de sua casa, não trabalha, desistiu da faculdade, quase não possui amigos, não consegue nem tirar a carta de motorista e desenvolveu uma obsessão por limpeza. A jovem tem sua vida controlada pelo medo e está iniciando o tratamento.

Apesar da lacuna em pesquisas sobre a emetofobia, psiquiatras buscam identificar e caracterizar manifestações emetofóbicas para tentar minimizar o sofrimento e as limitações dos doentes.

L-emetofobia_diaporama_550
É comum, também, que os emetofóbicos desenvolvam hábitos alimentares extremamente cuidadosos, comendo apenas alimentos meticulosamente preparados por eles. Foto: doctissimo

 

 Fontes:  bondedailymail

LEITE, C. E. P.; VICENTINI, H. C.; NEVES, J. S.; TORRES, A. R. Emetofobia: revisão crítica sobre um transtorno pouco estudado. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v.60, n. 2,  2011.   .

]]> 23121 Se você tem medo de aves, então você é ornitofóbico! http://diariodebiologia.com/2014/12/se-voce-tem-medo-de-aves-entao-voce-e-ornitofobico/ Mon, 22 Dec 2014 13:04:00 +0000 http://diariodebiologia.booger.net.br/?p=22960

Texto de João Calafate – Professor de Ciências/ Portugal

Ornitofobia é um tipo específico de fobia que consiste num medo anormal e irracional de aves, sejam elas de pequeno ou grande porte. Este nome tem origem no grego e ornito significa ave e fobia significa medo.

Este tipo de fobia é pouco comum e talvez derive da imagem aterrorizante de algumas aves predadoras. As pessoas com este tipo de fobia podem expressar variações, temendo apenas aves de grande porte tanto predadoras como águias, tanto necrófagas como abutres, ou também aves inofensivas e de pequeno porte como os periquitos.

Atualmente existem mais de 10 mil espécies de aves em todo o mundo, que evoluíram dos dinossauros.

As pessoas com ornitofobia têm medo de serem atacadas por aves ou sentirem-se muito incomodadas perto delas. Os sintomas da fobia são palpitações cardíacas, dificuldades em respirar, suor, nervosismo, comportamento anormal, medo de morrer e ataques de pânico e de ansiedade. Sem tratamento, e se o onitofóbico viver num lugar onde precisa conviver com aves, esta fobia pode tornar a sua vida limitada. Isto pode ser um problema, se pensarmos que as aves ocupam os mais diversos ecossistemas mundiais, estando por todo o lado, inclusive nas cidades. Seria quase impossível passar um dia inteiro, se sairmos à rua, sem ter um único encontro com algum tipo de ave. Assim, é comum as pessoas com ornitofobia restringirem gradualmente as suas atividades, evitando saídas a parques, praças, piqueniques e outras atividades no exterior como, por exemplo, uma caminhada. Com o tempo, se esta fobia não for tratada, as pessoas podem passar a desenvolver um quadro de agorafobia (o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão), pois começam a temer sair de casa para não encontrar uma ave.

8409639-standard
Ornitofobia é um tipo específico de fobia que consiste num medo anormal e irracional de aves, sejam elas de pequeno ou grande porte. Foto: Reprodução/photos

Para as pessoas normais esta fobia pode parecer estúpida e sem fundamento, mas para quem sofre com ela, este medo é perfeitamente normal e faz parte de suas vidas. O importante é estas pessoas aceitarem que têm um problema e procurarem ajuda psicológica e psiquiátrica para conseguirem controlar o seu medo por aves da melhor forma. O tratamento deverá ser sempre ministrado por um médico psiquiatra e/ou psicólogo e depende de cada caso e da resposta de cada pessoa. Normalmente passa por terapias de relaxamento, cognitivo-comportamental, psicoterapia, dessensibilização sistemática (onde a pessoa é colocada gradualmente perante aves inofensivas para se ir habituando), e em casos mais sérios pode ser necessário o uso de antidepressivos e ansiolíticos para combater a ansiedade. Casos graves de ornitofobia podem manifestar-se como um medo mórbido mesmo de representações gráficas de aves como: cartazes, filmes, pinturas, fotografias, entre outros.

Este tipo de medo já foi documentado em filmes e poesia. O filme Os Pássaros de Alfred Hitchcock é a expressão máxima desse tipo de medo, apesar dos temores no filme serem justificados já que os pássaros envolvidos realmente atacavam os humanos.

Pessoas famosas como Lucille Ball, George W. Bush., David Beckham e Eminem, são alguns exemplos de ornitofóbicos.

pigeon-attack
Para as pessoas normais esta fobia pode parecer estúpida e sem fundamento, mas para quem sofre com ela, este medo é perfeitamente normal e faz parte de suas vidas. Foto: abouthealth

Fontes: wikipediacomportese e saude

 

]]>
22960
Pessoas que têm medo de cabelo: Caetofobia http://diariodebiologia.com/2014/10/pessoas-que-tem-medo-de-cabelo-caetofobia/ Wed, 01 Oct 2014 14:06:12 +0000 http://diariodebiologia.booger.net.br/?p=21385

Tudo bem sentir medo de insetos, aracnídeos, animais selvagens que realmente causam pavor. Mas fobia não se discute, e vamos falar um pouco sobre quem tem medo de cabelo, isso mesmo, medo de cabelo!!

Caetofobia é o nome que se dá para quem sofrem de medo exagerado de pelos e/ou cabelo. Pessoas que sofrem desse transtorno, sentem inquietação ao ver outras pessoas com longa cabeleira ou simplesmente peludas. Mas isso não se limita apenas à terceiros, isso é valido para o doente. Geralmente, eles se depilam todo e/ou usam cabelo curtos por conta da fobia. Em casos mais severos, quem sofre desse transtorno contrata alguém para lavar seus cabelos. Essa fobia é rara e pouco se sabe sobre ela.

Os especialistas acreditam que as principais causas para esta fobia são preocupações relacionadas com a higiene. Alguns pacientes relatam sentir enjoo quando vê um fio cabelo sobre a mobília ou sobre a roupa. Obviamente, a visão de um fio de cabelo em qualquer alimento vai provocar uma forte reação, negativa.

Imagina a cena que seria um caetofóbico se deparando acidentalmente com Tony Ramos.

Funny-Hairstyle-2013
Os especialistas acreditam que as principais causas para esta fobia são preocupações relacionadas com a higiene. Foto: Reprodução/hairstylewebsites

Fonte: top10mais fearofstuff

Este texto é de autoria do Biólogo Paulo Alex

]]>
21385
Medo de comida pastosa grudar no céu da boca: Araquibutirofobia http://diariodebiologia.com/2014/07/medo-de-comida-pastosa-grudar-no-ceu-da-boca-araquibutirofobia/ Tue, 01 Jul 2014 18:16:29 +0000 http://diariodebiologia.booger.net.br/?p=18475

Muito estranho, mas tem gente (comprovado cientificamente) que tem pavor de que alguma comida pastosa (como manteiga de amendoim) ou casca (de pipoca, amendoim, entre outras peles fininhas) grude no céu da boca e na gengiva. Nos Estados Unidos, a maioria dos araquibutirofóbicos tem medo de ter manteiga de amendoim aderida no céu da boca e na gengiva, mas a doença pode vir com vários tipos de alimentos também comuns aqui no Brasil, como doce de leite e purê de batatas.

Essa fobia é até fácil de evitar ou controlar, é só nunca, jamais comer qualquer alimento que possa grudar na boca. Normalmente, os araquibutirofóbicos não desenvolvem muitos problemas no dia-a-dia com este medo. Para não se sentir mal é só evitar o alimento pastoso ou com casquinhas, mas de qualquer forma é um medo irracional e inexplicável. No mais, diante do problema, as pessoas com esta fobia sofrem com falta de ar, tremedeira, taquicardia, medo de morrer, incapacidade de falar, ataque de ansiedade, boca seca e outros.

Arachibutyrophobia

Araquibutirofobia, medo de comida pastosa grudada no céu da boca!

Fonte: HubPages

]]>
18475
Você tem medo de cozinhar? Você pode ser mageirocofóbico http://diariodebiologia.com/2014/06/voce-tem-medo-de-cozinhar-voce-pode-ser-mageirocofobico/ Mon, 30 Jun 2014 17:20:26 +0000 http://diariodebiologia.booger.net.br/?p=18468

Mageirocofobia, é o medo incontrolável de cozinhar. É um comportamento extremamente comum, embora só seja considerado uma fobia (doença) quando é grave o suficiente para interferir no dia-a-dia do paciente. As pessoas podem manifestar diferentes formas de mageirocofobia. Mas de forma geral, todas elas se sentem extremamente intimidadas por pessoas que tem dons culinários.

Apesar de comum, a mageirocofobia possui muitas complicações que podem se agravar com o tempo. No entanto, muitas pessoas conseguem conviver com seu medo quando ele se apresenta leve ou moderado. O ideal é evitar elementos, ingredientes específicos da culinária que os tornem nervosos. Mesmo assim, os casos graves desta fobia pode colocar limites graves na vida de uma pessoa, levando a complicações que vão desde depressão a outros transtornos de ansiedade. Os mageirocofóbicos não podem, por exemplo, preparar uma simples mamadeira para o filho e aqueles que moram sozinhos, passam meses vivendo às custas de biscoitos e refrigerantes. Como em todas fobias, as situações constrangedoras fazem com que o doente se sinta culpado por não conseguir vencer seu medo.

De forma geral, os mageirocofóbicos investem grande parte do seu tempo com a insegurança de saber o que os outros vão pensar da sua comida. O tratamento para casos graves consiste de medicamentos para a ansiedade e visitas ao psicólogo.

Os tipos mais comuns de mageirocofobia são:

Medo de que sua comida possa causar alguma doença em alguém: Segundo especialistas, este, é o caso mais comum de mageirocofobia. Algumas pessoas de fato entram em pânico ao achar que sua comida pode estar contaminada, estragada ou mal cozida a ponto de causar algum prejuízo a saúde das pessoas que provaram do prato.

Medo de cozinhar um prato ruim: Um caso também que não é tão raro, e pode atingir inclusive renomados chefes de cozinha que, quando sofrem deste tipo de fobia e precisam passar por tratamentos para seguir a carreira profissional. O maior medo é misturar ingredientes que não combinam, queimar ou desandar a comida.

Medo do processo de preparação do prato: Essas pessoas se sentem mal quando estão na cozinha. Medo de se cortar, de se queimar ou de quebrar coisas. Neste tipo incluem também as pessoas que tem medo de algum processo em especial, como por exemplo, bater massa de bolo.

Medo da receita: Alguns mageirocofóbicos ficam em pânico quando precisam seguir alguma receita. Se esta for complicada ou muito longa é pior ainda.

disasterkitchen_LargeWide

Rescata-comida-arruina-Foto-Internet_LRZIMA20130102_0082_11

Fonte: About.com

 

]]>
18468
Tripofobia: Pessoas que tem medo de buraquinhos http://diariodebiologia.com/2014/02/tripofobia-pessoas-que-tem-medo-de-buracos/ Tue, 04 Feb 2014 08:16:52 +0000 http://diariodebiologia.booger.net.br/?p=16338

Muito estranho. Chocolate aerado, bolhas de sabão agrupadas, miolo de um girassol. Parece normal, mas muita gente pode desenvolver uma inexplicável crise de pânico diante destas coisas. A Tripofobia consiste de medo ou repulsa causada por figuras geométricas muito juntas, especialmente pequenos buracos e retângulos muito pequenos.

O transtorno ainda não está listado no Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais, mas a verdade é que milhares de pessoas relatam ter pânico ao visualizarem objetos com furos pequenos aglomerados. Pessoas com crises de Tripofobia relatam formigamento, coceira ou comichão no corpo, ansiedade e náusea.

É uma “doença” relativamente nova, com pesquisa limitada. Os pesquisadores acreditam que a reação repulsiva dos tripofóbicos pode ser efeito colateral de uma adaptação evolutiva para evitar animais peçonhentos, pois todos nós temos uma predisposição para ser cauteloso com coisas que podem nos prejudicar. Durante as pesquisas, um voluntário relatou que associa os objetos furados com um polvo de anéis azuis, um dos animais mais venenosos do mundo. Pelo que dizem os pesquisadores, todos nós temos tendência a Tripofobia, só que algumas pessoas desenvolvem um pânico anormal.

Se as imagens abaixo te deixam mais que incomodado, você pode ser tripofóbico.

203EAB374F3E288A250A4E
Apenas um caso grave de manifestação de fungos no pé.
3EdByJL
Somente um objeto de decoração!
5
Isso te deixou nervoso? São apenas bolhas de café com leite!
Abedus1j-L
Um inseto carregando seus ovos. Nada demais!
lotus-dry-seed-pod
Sementes de lotus, só isso!
Trypophobia_090313-617x416
Chocolate aerado, hummmm!
1990205612216727-t640
Só uma ave guardando sementes nos buracos!
1990205612216749-t640
Alho, nada mais…
g2c4u
Montagem feita para enlouquecer os tripofóbicos!

Fonte: Live Science, Trypophobia

 

 

 

]]>
16338