Exames e diagnósticos – Diário de Biologia http://diariodebiologia.com Agora ficou divertido aprender! Fri, 24 Feb 2017 17:39:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 5538239 Cirurgiões encontram tumor com cérebro, dentes e cabelos no ovário de uma adolescente http://diariodebiologia.com/2017/02/cirurgioes-encontram-tumor-com-cerebro-dentes-e-cabelos-no-ovario-de-uma-adolescente/ http://diariodebiologia.com/2017/02/cirurgioes-encontram-tumor-com-cerebro-dentes-e-cabelos-no-ovario-de-uma-adolescente/#respond Tue, 21 Feb 2017 13:01:39 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38505

O que seria apenas uma cirurgia para retirada do apêndice se tornou em algo muito surpreendente para os médicos no Japão. Na cirurgia encontraram um pequeno cérebro em crescimento dentro do ovário de uma adolescente de 16 anos de idade. A menina não sentia nenhum tipo de sintoma a não ser pelo apêndice na qual foi submetida pela cirurgia.

Os médicos ficaram surpresos quando começaram a fazer a retirada do tumor dentro do ovário, onde foi encontrada uma massa de tecido neural altamente organizada com cerca de 3 cm de largura e que se assemelhava a um cerebelo, região do cérebro que coordena o controle motor e o equilíbrio. Tumores em ovários e testículos que apresentam outros tipos de tecidos do corpo, como cabelo, músculos e ossos, são conhecidos como Teratomas, e são bastante comuns, eles podem ser benignos e malignos.

Em raríssimos casos foram relatados teratomas com células cerebrais, embora a surpresa dos médicos japoneses terem encontrado um pedaço tão completo e bem organizado de tecido neural seja praticamente inédito. Essa fantástica descoberta foi descrita e divulgada na revista Neuropathology, onde os cirurgiões descreveram que o tumor apresentava três camadas do córtex cerebelar bem formada e que as fibras que conectam os neurônios uns aos outros chamados de dendritos estavam começando a se formar.

Imagens do tumor, que tinha pelos e uma estrutura em forma de cérebro de 3 cm coberta por uma placa de osso craniano.

A Mielina que isola fibras nervosas e permitem a rápida transmissão de impulsos elétricos também foi encontrada em grande parte do tumor. Os pesquisadores afirmam que isso reflete a maturação e desenvolvimento avançado do tecido neural. Felizmente, a cirurgia da menina foi um sucesso, o tumor foi removido e a mesma se recupera bem.

Fontes: iflscience / cancerresearchuk
Artigos: Masayuki Shintaku et. al
Imagens: Reprodução/ bbc / zap.aeiou
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Perda de paladar e olfato pode ser sinal de doença. Fique alerta! http://diariodebiologia.com/2017/02/perda-de-paladar-e-olfato-pode-ser-sinal-de-doenca-fique-alerta/ http://diariodebiologia.com/2017/02/perda-de-paladar-e-olfato-pode-ser-sinal-de-doenca-fique-alerta/#respond Thu, 16 Feb 2017 16:52:26 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38464

“Gostaria de saber se existe tratamento para a pessoa que está perdendo o paladar e o olfato?” [Daniel Nascimento]

Daniel, a perda do olfato, também é chamada de anosmia. Ela pode ser tanto um problema independente ou um sintoma de outra complicação na saúde. Esse problema pode permanecer por pouco tempo, por exemplo, durante um resfriado, ou por tempo permanente. Sendo que ela pode ser parcial ou completa. A irritação ou a destruição das membranas mucosas que revestem o interior do nariz é a causa da perda do olfato. E isso pode acontecer devido: sinusite aguda, resfriado comum, rinite alérgica, gripe, rinite não alérgica. Dentre as causas menos comuns estão: deformidades ósseas dentro do nariz, pólipos nasais, tumores.

Danos no cérebro ou nos nervos também podem ser a causa, já que o sistema olfativo contém receptores no revestimento da mucosa nasal que enviam informações através dos nervos para o seu cérebro. Ocorre a perda olfativa caso qualquer parte da via olfativa seja danificada ou destruída. As causas são: doença de Alzheimer, aneurisma cerebral, cirurgia cerebral, tumor cerebral, exposições químicas a determinados inseticidas ou solventes, diabetes, desnutrição, doença de Parkinson, lesão na cabeça, fumo, entre outras causas.

A perda do olfato devido a resfriados, alergias e sinusites desaparecem por conta própria. Caso isso não ocorra, é importante procurar um especialista. O diagnóstico é feito através de perguntas específicas, raio-x do crânio, endoscopia nasal, ressonância magnética ou tomografia computadorizada no cérebro, exame de sangue a fim de detectar alguma carência vitamínica, teste para ver se a pessoa consegue sentir determinados odores.

O tratamento vai depender da causa. Se a causa for, resfriado, gripe, alergia ou sinusite, será passado: descongestionantes, anti-histamínicos, sprays nasais esteroides, antibióticos, conselho para reduzir a exposição a substâncias que causam alergia e parar de fumar. Caso o problema esteja ocorrendo devido a uma obstrução da passagem nasal, o tratamento envolve cirurgia para retirar o que estiver levando a esta obstrução.

No caso do paladar, a sua perda, também é chamada disgeusia e esse termo significa distorção ou diminuição do paladar. E isso pode implicar em pouca sensibilidade do paladar, até a perda completa. O mais comum é a distorção do paladar, ou seja, paladar alterado ou sentir sempre gosto metalizado. É mais rara a total perda do sentido do gosto.

O paladar normalmente diminui depois dos 60 anos, sendo acometida primeiramente a alteração do salgado e doce. Outros fatores também podem influenciar na sensibilidade do paladar. São eles: infecções nas glândulas salivares, resfriado, paralisia facial, infecção nasal, sinusite, faringite, fumo, deficiência de vitamina B12 ou zinco, uso de alguns medicamentos, como antitireodianos, captopril, griseofulvina, lítio, penicilina, procarbazina, rifampin.

O diagnóstico é feito através de perguntas específicas ou exames mais complexos, como tomografia para avaliar possíveis alterações nos seios da face ou parte do cérebro que controla o olfato. O tratamento não é específico. Na verdade o que será tratado é a causa subjacente. Por isso a importância de procurar um especialista o quanto antes.

 

Fontes: minhavida / minhavida2 / sulla-salute
Imagens: Reprodução/ movenoticias / ehow
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Invenção de R$0,60 pode revolucionar a Medicina nos países em desenvolvimento [vídeo] http://diariodebiologia.com/2017/02/invencao-de-r060-pode-revolucionar-a-medicina-nos-paises-em-desenvolvimento-video/ http://diariodebiologia.com/2017/02/invencao-de-r060-pode-revolucionar-a-medicina-nos-paises-em-desenvolvimento-video/#respond Fri, 10 Feb 2017 09:15:03 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38434

Recentemente lançada, uma invenção que custa aproximadamente R$0,60 pode revolucionar a medicina e levar melhorias de saúde a diversos países pobres e sem infraestrutura, salvando milhares de vidas. A invenção foi batizada de Paperfuge, junção de paper (papel) e centrifuge (centrífuga).

O Paperfuge foi criado por pesquisadores da Universidade de Stanford. Entre os inventores, o Professor de bioengenharia, Manu Prakash, tem como linha de pesquisa a criação de soluções baratas para melhorar a saúde dos países pobres.

O Paperfuge tem custo de 20 centavos de dólares (perto dos 60 centavos de reais) e pode ter grande impacto no mundo devido a sua função.

Um dos aparelhos essenciais para detecção de vírus é a centrífuga. Algumas doenças como AIDS e malária podem ser detectadas depois da utilização da centrífuga, entre outras aplicações médicas.

A utilização da centrífuga demanda espaço, eletricidade e investimento em dinheiro. Aproximadamente 1 bilhão de pessoas vivem em condições precárias, sem acesso à energia, infraestrutura, estradas e assistência de saúde. A invenção poderia salvar muitas dessas pessoas.

Mas afinal, o que esse Paperfuge faz?

Esse apetrecho substitui o trabalho das centrífugas, ao separar o plasma do sangue. Ao inserir um tubo fino de vidro com sangue e manusear o aparelho, o conteúdo gira a uma grande velocidade. Alguns testes já demonstraram que o tubo pode girar até 125.000 rpm (rotações por minuto). Para comparação, uma centrífuga profissional gira a 15.800 rpm.

Veja abaixo um vídeo (em inglês) sobre o Paperfuge.

Fonte: super.abril
Imagens: Reprodução/ moedasdobrasil / super.abril

 

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Pessoas que se preocupam muito com doenças têm mais predisposição a ficarem doentes, diz estudo http://diariodebiologia.com/2017/02/pessoas-que-se-preocupam-muito-com-doencas-tem-mais-predisposicao-a-ficarem-doentes-diz-estudo/ http://diariodebiologia.com/2017/02/pessoas-que-se-preocupam-muito-com-doencas-tem-mais-predisposicao-a-ficarem-doentes-diz-estudo/#respond Fri, 03 Feb 2017 09:03:11 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38398

Algumas pessoas denominadas hipocondríacas, que tem um cuidado extremamente exagerado com a saúde, podem estar expostas a contrair mais doenças. Pesquisadores da Noruega descobriram que os hipocondríacos ou aqueles que tem “transtorno de ansiedade com a saúde” apresentam das vezes mais chances de ter um ataque cardíaco ou sentir dores no peito do que aquelas pessoas que não se preocupam muito com sua condição física.

Mais de 7.000 participantes tiveram seus dados médicos analisados no Estudo de Saúde Norueguês Hordaland. Foram examinadas as condições de saúde dos participantes ao longo de 13 anos e foi feita a avaliação dos níveis de ansiedade e preocupação com a saúde. Além disso, foram realizadas medidas de altura, peso, pressão arterial e exames de sangue.

Após essa avaliação, as pessoas que apresentavam maior ansiedade com a saúde corriam risco 70% maior de apresentar doenças cardíacas. Esse pode ser um passo importante do diagnóstico precoce nesses casos de ansiedade em relação à saúde. Apesar disso, alguns fatores como etnia, cor e raça não foram levados em conta e podem exercer influência sobre o risco de ocorrência de doença cardíaca.

Pessoas hipocondríacas tem um cuidado extremamente exagerado com a saúde.

O cortisol, hormônio relacionado a casos de ansiedade grave, já foi ligado a problemas do sono, ganho de peso e perda de memória. Portanto, esse estudo traz diversas evidências de que a saúde física e a saúde mental estão completamente interligadas.

Fonte: super.abri
Imagens: Reprodução/ diariolasamericas ./ infosalus
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Se você sentir esses sintomas corra para o hospital. Você está tendo um derrame! http://diariodebiologia.com/2017/02/se-voce-sentir-esses-sintomas-corra-para-o-hospital-voce-esta-tendo-um-derrame/ http://diariodebiologia.com/2017/02/se-voce-sentir-esses-sintomas-corra-para-o-hospital-voce-esta-tendo-um-derrame/#respond Thu, 02 Feb 2017 08:54:05 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38370

O Derrame Cerebral, também conhecido como AVC (Acidente Vascular Cerebral), ocorre quando uma parte do cérebro sofre um infarto, na maioria das vezes devido a uma falha na circulação do sangue. O pronto atendimento dos casos de AVC é essencial, pois o tratamento só é eficaz se for iniciado nas primeiras horas do infarto cerebral.

O problema é que os indícios prévios do derrame costumam ser bastante sutis e alguns deles são corriqueiros. O importante é observar o conjunto de sintomas. Abaixo, estamos abordando 5  sinais clássicos do AVC que devem servir de alerta para o paciente procurar atendimento médico imediatamente.

  • Fraqueza em um braço

Geralmente a falta de força acomete um braço, uma perna ou um braço e uma perna em apenas um lado do corpo. Não é comum no AVC ambas as pernas ou ambos os braços serem acometidos ao mesmo tempo, com a mesma intensidade. A pessoa pode sentir dormência, formigamento ou uma sensação de leves picadas de agulhas nos membros. O problema é que este sintoma pode vir muito sutil e ser ignorado. Assim é bom fazer o “teste da perda motora: Levante os braços e mantenha-os por alguns segundos alinhados aos ombros (posição de múmia ou sonâmbulo). Se um dos braços começar a cair involuntariamente há um forte indício de fraqueza motora.

  • Assimetria facial (boca torta)

O desvio da boca em direção contrária ao lado paralisado é o sinal mais comum e perceptível. Repare na figura abaixo. Este paciente apresenta uma paralisia facial do lado esquerdo. Note que a boca se desvia para o lado direito e a comissura labial (bigode chinês) desaparece à esquerda, ficando mais proeminente à direita. Em alguns casos, a paralisia facial é mais discreta e pode passar despercebida pelos familiares, então convém fazer um teste: Peça para o paciente sorrir ou assobiar. Se houver paralisia, ela será facilmente notada com essas manobras.

  • Alteração na fala

O paciente com AVC pode apresentar uma gama de distúrbios que no final se caracterizam por uma dificuldade em falar. As duas alterações mais comuns são a afasia e a disartria. Na AFASIA há uma incapacidade do paciente em nomear objetos e coisas. Ele não consegue falar normalmente pois não consegue dizer nomes simples como cores, números e objetos. A DISARTIA se apresenta como uma dificuldade em articular as palavras. A pessoa entende tudo, mas falta-lhe habilidade motora para mover os músculos da fala de modo a articular corretamente as palavras. Corra para o hospital!

  • Dificuldade de andar

A alteração da marcha pode ser causada por desequilíbrios, por diminuição da força em uma das pernas ou mesmo por alterações na coordenação motora responsáveis pelo ato de andar. Neste último caso o paciente mantém a força preservada nos membros inferiores, porém anda de modo descoordenado; tem dificuldade em dar passos. O mais comum é paciente não se sentir tonto, mas ainda assim não ter equilíbrio ao andar. Na verdade, ele pode não conseguir nem se manter em pé parado, caindo para os lados se não tiver apoio.

  • Confusão mental

Uma alteração do discurso também pode ocorrer por desorientação e confusão mental. O paciente pode perder a noção do tempo, não sabendo dizer o ano nem o mês que estamos. Pode também ficar desorientado espacialmente, não reconhecendo o local onde está. Estas alterações são comuns em pequenos AVCs em idosos.

  • Visão turva e dupla

Problemas de visão, como visão dupla, visão borrada ou perda de visão em um olho pode ser um sinal de que você está tendo um derrame. Muitas pessoas culpam estes sintomas pelo estresse, fadiga ou a idade. No entanto, um vaso sanguíneo bloqueado por consequência de um AVC, pode reduzir a quantidade de oxigênio que chega ao olho de modo que pode provocar problemas de visão.

Fonte: MDSaude / dicassobresaude
Imagens: Reprodução/dicassobresaude / tuasaude / riodesaude / wikihow
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Bullying, depressão, subordinação social, pressão psicológica e outros estão causando sérios danos no sistema imune http://diariodebiologia.com/2017/02/bullying-depressao-subordinacao-social-pressao-psicologica-e-outros-estao-causando-serios-danos-no-sistema-imune/ http://diariodebiologia.com/2017/02/bullying-depressao-subordinacao-social-pressao-psicologica-e-outros-estao-causando-serios-danos-no-sistema-imune/#respond Thu, 02 Feb 2017 08:44:23 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38382

Bullying, subordinação social, depressão, ansiedade, pressão psicológica entre outros fatores, podem levar a alterações cardiovasculares, aumentar a inflamação e alterar alguns hormônios em primatas. Todo esse tipo de fatores estressantes pode regular também nosso sistema imunológico. Um estudo publicado na revista Science, mostrou que cientistas da Duke University, comprovaram que o status social afeta populações específicas do sistema imune.

Os experimentos do estudo foram realizados com macacos. Esses animais sofrem bullying de macacos mais altos na hierarquia, e recebem mais atenção daqueles que estão abaixo deles. Isso é semelhante ao que acontece com muitas pessoas no trabalho, onde geralmente profissionais com mais tempo de serviço tem hierarquia mais alta. O que os cientistas fizeram foi inferiorizar os macacos dentro da hierarquia, ao apresenta-lo a um grupo de macacos com bastante “tempo de casa”.  É a mesma situação onde um adolescente se muda para uma escola nova e que não conhece ninguém.

Durante esse experimento de manipulação social, os cientistas conseguiram ver o que acontece com o sistema imune desses macacos ao nível celular. Foi provado que o estresse causa efeitos em células Natural Killer e T helper, além de polarizar a uma resposta mais inflamatória, o que mostra um efeito danoso ao sistema imune.

Em um país como o Brasil onde existe a constante afirmação de classes sociais através da renda, carro, beleza, popularidade e opinião política pode estar afetando fortemente o sistema imune das pessoas, resultando em doenças cardiovasculares.

Fonte: sbi
Artigo: Snyder-Mackler et. al
Imagens: Reprodução/pdhpsicologia / recursosehumanos / veja.abril
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Você sabia que algumas pessoas têm buracos minúsculos nas orelhas desde o nascimento? Veja se você é uma delas! http://diariodebiologia.com/2017/01/voce-sabia-que-algumas-pessoas-tem-buracos-minusculos-nas-orelhas-desde-o-nascimento-veja-se-voce-e-uma-delas/ http://diariodebiologia.com/2017/01/voce-sabia-que-algumas-pessoas-tem-buracos-minusculos-nas-orelhas-desde-o-nascimento-veja-se-voce-e-uma-delas/#respond Sun, 29 Jan 2017 09:16:01 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38330

Algumas pessoas apresentam certos buraquinhos nas orelhas e não estou falando de buracos para brincos ou piercings. São minúsculos buracos que se localizam na margem anterior do ramo ascendente do rebordo exterior do pavilhão da orelha, eles podem ser uni ou bilaterais. Apenas 0,1% da população dos Estados Unidos apresentam esses buracos, 0,9% no Reino Unido, 4% da população da Ásia e 10% da África, de acordo com o estudo realizado pelos pesquisadores do Departamento de Otorrinolaringologia da Universidade de Medicina de Seul, Coréia do Sul e publicado pelo National Center for Biotechnology Information.

Na verdade, esses buraquinhos foram descritos pela primeira vez em 1864 por Heusingerl e Virchow e ocorre por um defeito na embriogênese, ou seja, na formação do embrião. A origem desse buraco que na verdade se chama Coloboma auris ou seio pré-auricular vem do aparelho branquial que é transitório nos mamíferos e atinge desenvolvimento máximo nos peixes. Esse aparelho é formado por seis fendas que irão formar todo pavilhão auricular. A falta de fusão entre a primeira e a segunda fenda, geralmente, facilitará a formação desse orifício na pele, onde as células migram para dentro e formam o buraco.

Na maioria das vezes esse buraco é inofensivo, não causa nenhum tipo de problema na pessoa e seu relato tem sido descrito apenas como um simples buraco na orelha. Porém, algumas vezes esse buraco pode aumentar de tamanho, ficar vermelho, provocar dor e algumas pessoas apresentam febre e algum tipo de corrimento esbranquiçado ou purulento.

É uma má-formação congênita que se caracteriza por um pequeno orifício na base superior da orelha.

O diagnóstico é apenas clínico e o médico irá observar diretamente a orelha do paciente, pois não existe nenhum tipo de exame específico, já que o problema é externo e com origem embrionária. O buraco é geralmente ovalado e fica na região pré-auricular. O tratamento quando há alguma infecção é à base de antibiótico, antiinflamatório e analgésico. O tratamento definitivo é a cirurgia que deve ser realizada com equipamentos de última geração, pois o buraco é muito ramificado e qualquer fragmento deixado pode contribuir para uma reincidência do problema.

A cirurgia é realizada com ajuda de microscópios e microinstrumentos. A recuperação é rápida e em poucas semanas tudo está completamente cicatrizado.

Esta doença foi descrita pela primeira vez por Heusingerl e Virchow, em 1864, e ocorre por um defeito na embriogênese.
Fontes: iflscience / clinicalucano
Artigos: Scheinfeld et. al / Hong Jun et. al
Imagens: Reprodução/ mdmag / youtube / iflscience
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Parasita comedor de carne volta 40 anos depois de ser “erradicado” nos EUA. Mas no Brasil o bicho sempre conviveu conosco! http://diariodebiologia.com/2017/01/parasita-comedor-de-carne-volta-40-anos-depois-de-ser-erradicado/ http://diariodebiologia.com/2017/01/parasita-comedor-de-carne-volta-40-anos-depois-de-ser-erradicado/#respond Sat, 28 Jan 2017 09:46:10 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38318

Se você é daqueles que acredita em um apocalipse zumbi, se prepare: ele pode vir de onde menos se espera! Notícias recentes mostraram que um verme devorador de carne voltou à ativa nos EUA, depois de 40 anos. Inclusive esse parasita gosta de carne humana fresca!!!

Esse parasita é a larva mosca-varejeira (Cochliomyia hominivorax), típica do continente americano. Diferente das larvas parasitas de outras moscas, essa come tecidos vivos e saudáveis, tendo acesso a eles quando eclodem dos ovos localizados em feridas abertas ou em orifícios (olhos, ânus, narinas ou ouvidos). Provocando as lesões conhecidas como bicheira ou miíase.

A partir desse contato, as larvas consomem o tecido saudável do hospedeiro, e infelizmente, por seu formato de furadeira, elas só saem do tecido sendo retiradas uma a uma com pinça ou, em alguns casos mais complexos, com cirurgia. No Brasil, essa mosca sempre esteve em sua forma ativa, e ataca nas áreas rurais com frequência, comprometendo criações. Mas, nos EUA, fazia pelo menos 40 anos que as larvas não eram encontradas – isso porque o país começou uma luta contra as varejeiras lá atrás, nos anos 1930, já que a doença, além de ser assustadora para humanos, ameaçava as fazendas de gado.

Nos EUA, foi decretado estado de emergência, já que o a mosca voltou a proliferar e está ativa novamente, vitimando centenas de animais em fazendas da Flórida.

Uma alternativa para controlar as mosca é a soltura de machos estéreis que podem “distrair” as fêmeas, diminuindo o número de ovos das larvas. Todo cuidado é pouco: o departamento de agricultura dos EUA calcula um prejuízo de até US$ 1 bilhão com a morte de gado no país.

Fonte: super.abril / discovermagazine
Imagens: Reprodução/ bioparasito / Cochliomyia_hominivorax/ parasitovet
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Por que as pessoas nascem com intolerância a lactose? http://diariodebiologia.com/2017/01/por-que-as-pessoas-nascem-com-intolerancia-a-lactose/ http://diariodebiologia.com/2017/01/por-que-as-pessoas-nascem-com-intolerancia-a-lactose/#respond Sun, 22 Jan 2017 20:35:19 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38287

“Por que nascem tantas pessoas com intolerância a lactose?” (Marcelo Carvalho)

Olá Marcelo! Na verdade essa condição de intolerância a lactose é uma programação genética criada desde a nossa formação, por isso todos os mamíferos humanos são predestinados a tornarem-se intolerantes quando se tornam adultos, porém algumas pessoas podem já nascer com intolerância, por isso vamos entender o que é essa intolerância e como ela funciona em nosso organismo.

A lactose é um dissacarídeo hidrolisado pela enzima intestinal lactase, ou seja, é um tipo de açúcar encontrado no leite e derivados que só pode ser digerido ou quebrado por uma enzima específica chamada de lactase que é responsável pela sua transformação em glucose e galactose. A intolerância à lactose significa dizer que temos alguma deficiência de lactase e por isso não conseguimos fazer sua digestão o que pode causar alguns desconfortos, como diarréias, dores, gases, inchaços, náuseas e vômitos.

Existem três tipos de intolerância: a primeira se chama Intolerância primária, onde é resultado do envelhecimento, ou seja, é aquela programação genética realizada desde a nossa formação, ou seja, quando somos bebê e nossa base da alimentação é apenas o leite produzimos bastante essa enzima já que teremos que digerir muita lactose diariamente, porém quando crescemos e incluímos outras variedades de alimentos essa necessidade de produção da lactase vai diminuindo, como nossa capacidade de digerir esse açúcar, algo normal com o envelhecimento.

O segundo tipo é a Intolerância secundária resultado de alguma doença ou ferimento. Quando o intestino deixa de produzir a enzima lactase devido alguma doença, cirurgia ou alguma interferência intestinal. Doenças como a celíaca, gastroenterite e a doença de Crohn podem causar essa intolerância no ser humano, porém assim que tratado a intolerância é resolvida.

Essa intolerância é resultado da falta da enzima lactase, produzida no intestino delgado, que tem a finalidade de decompor o açúcar do leite em carboidratos, para a sua melhor absorção.

O terceiro tipo é a Intolerância congênita quando a pessoa já nasce com o problema. Essa condição é muito rara se comparado a intolerância primária que afeta cerca de três quartos da população mundial. Na condição congênita o bebê nasce com uma deficiência total de lactase no organismo, essa manifestação é uma herança autossômica recessiva, ou seja, tanto o pai quanto a mãe precisam transmitir esse mesmo gene levando o filho a ter esta condição, além disso, é passado de geração em geração.

É por isso que é normal tantas pessoas apresentarem intolerância na fase adulta, pois somos geneticamente programados para isso, mas não significa dizer que devemos abolir o leite e derivados de nossa alimentação, pois é um alimento rico em muitos outros nutrientes necessários para o nosso desenvolvimento. Porém, para aqueles que são muito intolerantes podem substituir com o leite sem a lactose, além de diminuir as quantidades de alimentos fabricados com o leite e seus derivados. Portanto, apesar de sermos mamíferos e necessitamos do leite para se desenvolver quando bebê não significa dizer que passaremos a vida inteira com a necessidade deste mesmo alimento, até porque outros alimentos podem ser adicionados em nossa alimentação que suprem essa necessidade, por isso procurar um nutricionista é sempre recomendado, pois cada indivíduo é único e apresenta uma dieta com quantidades e nutrientes diversos e distintos.

Fontes: minhavida / sentirbem /
Artigos:  Paz Arruda & Teo / MATTAR, Rejane & MAZO, Daniel / Andreazi & Barbosa
Imagens: Reprodução/ tuasaude / remedio-caseiro
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3 coisas inusitadas que podem te causar corrimento vaginal e você nem imagina http://diariodebiologia.com/2017/01/3-coisas-inusitadas-que-podem-te-causar-corrimento-vaginal-e-voce-nem-imagina/ http://diariodebiologia.com/2017/01/3-coisas-inusitadas-que-podem-te-causar-corrimento-vaginal-e-voce-nem-imagina/#respond Fri, 20 Jan 2017 08:12:41 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38270

Na maioria das vezes o corrimento é provocado por alterações do equilíbrio da flora vaginal. Algumas bactérias são próprias da vagina e fazem a defesa contra infecções. A secreção vaginal normal é composta de líquidos e mucos produzidos pelas glândulas, além do suor. É o conteúdo da flora vaginal, com bactérias e fungos que fazem parte da região. Quando está ovulando, há a secreção de clara de ovo. Durante a fase fértil, a mulher terá mais secreção, que é diminuída na menopausa. Na infância, é praticamente inexistente.

O corrimento vaginal é um dos mais comuns e mais irritantes problemas das mulheres, 80% das pacientes que procuram um atendimento em ginecologia com estes sintomas. São muitos os fatores causantes do corrimento vaginal, no entanto, três deles muitas vezes não recebem a importância merecida.

1. Sêmen

Quando o sêmen, entra em contato com a vagina, provoca uma alteração seu pH deixando o ambiente mais alcalino do que o normal. A flora bacteriana saudável consegue equilibrar este pH, no entanto, se a mulher já estiver com a flora em desequilíbrio, essa mudança pode provocar o corrimento. Mulheres com vida sexual ativa que, embora cuidem, da saúde vaginal, continuem tendo corrimentos devem passar a usar a camisinha para evitar o contato do sêmen com a secreção vaginal. Muitas vezes, o problema se resolve apenas com essa mudança de hábito.

O uso frequente de antibióticos desequilibra a flora vaginal e provoca corrimento.

2. Antibióticos

A flora vaginal é formada por micro-organismos que devem estar em perfeito equilíbrio entre si para conseguir manter a vagina, a vulva e os órgãos próximos delas longe da ação de inimigos que, diante de qualquer descuido, causam diversos males. O uso de antibióticos por muito tempo pode desencadear um desequilíbrio desta flora vaginal levando a paciente a apresentar corrimento. Normalmente, os medicamentos receitados para sinusites ou infecções urinárias, em regra, quando usados por muito tempo diminuem o número da destes micro-organismos e, por isso, aumentam a predisposição para o corrimento.

3. Estresse

Quando a mulher fica estressada com muita frequência ocorre uma alteração nos níveis hormonais. Uma consequência disso é que ocorre a liberação de grande quantidade de cortisol, que interfere na conversão do glicogênio em ácido lático e, consequentemente, deixa o ambiente mais ácido, resultando também no corrimento.

Fonte: saude.abril / vix
Imagens: Reprodução/ remedios-caseiros / taofeminino / dicasdemulher
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