Exames e diagnósticos – Diário de Biologia http://diariodebiologia.com Agora ficou divertido aprender! Fri, 24 Mar 2017 16:25:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.3 5538239 Experimento com células-tronco deixou três mulheres cegas pelo resto da vida http://diariodebiologia.com/2017/03/experimento-com-celulas-tronco-deixou-tres-mulheres-cegas-pelo-resto-da-vida/ http://diariodebiologia.com/2017/03/experimento-com-celulas-tronco-deixou-tres-mulheres-cegas-pelo-resto-da-vida/#respond Fri, 24 Mar 2017 12:41:48 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38851

A descoberta das células-tronco pode ser considerada um dos maiores avanços da medicina e da ciência nos últimos anos, já que as pesquisas realizadas com esse material são capazes de abrir portas para descobertas no tratamento de várias doenças consideradas ainda sem solução. No entanto, todo cuidado é pouco.

Segundo relato médico publicado no The New England Journal of Medicine  três mulheres americanas de 72 a 88 anos pagaram 5 mil dólares para participar de um ensaio clínico usando células-tronco, mas o experimento não terminou bem. A eficácia do tratamento ainda não havia sido comprovada e prometia tratar a degeneração macular, uma doença ocular progressiva que leva a danos na retina e perda de visão.

De acordo com o relatório do incidente, as mulheres tiveram gordura removida de seus corpos através de lipoaspiração, que foi usada para extrair células-tronco derivadas do tecido adiposo e plasma. Depois de um preparo, uma solução de células estaminais e plasma foi injetada em ambos os olhos de cada paciente, o que já deveria ter sido evitado, uma vez que, tratamentos experimentais só devem ser testados em um olho devido aos potenciais efeitos colaterais. Uma semana após o procedimento, as mulheres tiveram a perda da visão, retinas destacadas e sangramento ocular. Mesmo com o pronto atendimento e tratamento específico com especialista, um ano depois de tomar as injeções, as mulheres permanecem totalmente cegas.

Só nos Estados Unidos, cerca de 600 clínicas reivindicam o uso de células-tronco para tratar uma grande variedade de distúrbios, e algumas delas estão recrutando pessoas doentes sem testes básicos de segurança e metodologia não comprovadas cientificamente. As pesquisas envolvendo células-tronco tem sido muito promissora, mas ao mesmo tempo são perigosas e devem ser testadas com muita cautela. Os resultados divulgados na mídia têm feito pessoas do mundo inteiro acreditarem que terão seus problemas de saúde resolvidos a partir de tratamentos com células estaminais.

Enquanto se discute a bioética das clínicas, as três mulheres foram condenadas a viver seus dias na escuridão, o que serve como um alerta oportuno para qualquer outra pessoa que procure tratamentos milagrosos com células-tronco.

Fonte: sciencealert / cordvida
Imagens: Reprodução/sciencealert/ georgetonleal
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Comer carne estragada adulterada pode causar problemas fatais se sua imunidade estiver baixa http://diariodebiologia.com/2017/03/comer-carne-estragada-adulterada-pode-causar-problemas-fatais-se-sua-imunidade-estiver-baixa/ http://diariodebiologia.com/2017/03/comer-carne-estragada-adulterada-pode-causar-problemas-fatais-se-sua-imunidade-estiver-baixa/#respond Sat, 18 Mar 2017 18:15:33 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38790

Com os escândalos envolvendo adulteração das carnes que têm chegado às nossas casas, muitas pessoas estão bastante preocupadas com os problemas que essas carnes adulteradas podem trazer para nossa saúde. As empresas são acusadas de adulterar alimentos, utilizando carne estragada na fabricação de salsichas e linguiças e aditivos para enganar o consumidor sobre a qualidade do produto.

Conhecer uma carne estragada não é difícil. Além do cheiro que exala logo que o pacote é aberto, a coloração acinzentada é sinal de que alguma coisa está errada. A textura viscosa é motivo suficiente para descartar o produto. O grande problema, é que quando uma carne é maquiada, ela tem aparência saudável e as pessoas comem grandes quantidades.

Para disfarçar a aparência do produto, são adicionados alguns aditivos, como nitrito, nitrato e ácido ascórbico (vitamina C), que darão uma cara saudável. Estes aditivos são legalizados para a conservação de carne processada (salame, salsicha, presunto, etc.). O problema é que se a carne estiver podre, esses aditivos não evitarão que a carne estragada faça mal à saúde e estes conservantes em embutidos também não matam ou impedem a multiplicação de bactérias em uma carne que já está deteriorada.  Então é preciso mesmo contar com a idoneidade do frigorífico. Já a carne in-natura (moída, em bifes, etc.), não deveria receber nenhum tipo de aditivos.

Mas qual o real problema de comer essas carnes adulteradas?

A boa notícia é que nosso sistema imunológico costuma dar conta de pequenas porções (bem pequenas, lógico) com problemas de vencimento. Por essa razão muitos de nós não tivemos, até hoje, doenças gastro-intestinais devido o consumo das carnes adulteradas. Mas, em alguns casos, pode causar uma intoxicação alimentar e/ou bacteriana que evoluirá para cólicas intestinais, diarreia, vômito, febre e dor de cabeça. A intoxicação alimentar é causada pelas toxinas produzidas pelos micro-organismos presentes na carne estragada, e a infecção bacteriana é causada quando bactérias entram no organismo através do alimento comprometido.

Segundo o gastroenterologista Marcos Marcondes, a ingestão de carne estragada, no entanto, pode ser fatal nas pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão, que tem a imunidade baixa. No caso das gestantes, dependendo do grau da intoxicação até o bebê pode ser afetado. Crianças e idosos merecem bastante atenção, quanto a intoxicação alimentar.

Uma das bactérias importantes que pode ser adquirida através do consumo de carne estragada é o  Bacilus cereus, que possui um período de encubação que varia de 8 a 16 horas, causando intensas dores abdominais, náuseas e vômito. O Staphylococcus aureus também é uma importante bactéria nesses casos, o período de encubação é de 1 a 8 horas e além dos sintomas citados anteriormente, causa grande prostração do paciente. A mais corriqueira, no entanto, é a Salmonella sp. com incubação de 6 a 72 horas.

Fontes: mundodastribos / odia / uol / minhavida
Imagens: Reprodução/ guiadohamburguer / rockyssausagehaus
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Novo órgão do corpo humano acaba de ser classificado. Todos os livros de anatomia terão que ser atualizados! http://diariodebiologia.com/2017/03/novo-orgao-do-corpo-humano-acaba-de-ser-classificado-todos-os-livros-de-anatomia-terao-que-ser-atualizados/ http://diariodebiologia.com/2017/03/novo-orgao-do-corpo-humano-acaba-de-ser-classificado-todos-os-livros-de-anatomia-terao-que-ser-atualizados/#respond Wed, 15 Mar 2017 16:25:57 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38757

Tirando as pesquisas com DNA, até hoje, achávamos que o corpo humano já estava mais do que estudado. Mas pesquisadores acabam de propor uma nova classificação para um órgão que esteve, todo esse tempo, escondido no nosso sistema digestivo. Embora os pesquisadores já conheçam bem a morfologia anatômica do novo órgão, sua função é ainda desconhecida e agora, estudos exaustivos serão elaborados para uma melhor compreensão e tratamento das doenças abdominais e digestivas.

O novo órgão está sendo chamado de MESENTÉRIO, está localizado em nosso sistema digestivo, e antes, da forma como era conhecido, pensava-se em diversas estruturas fragmentadas e separadas. Mas este novo estudo mostrou que o mesentério é realmente um órgão contínuo do corpo humano. Trata-se de uma dobra membranosa que liga os outros órgãos à parede do corpo. “A descrição anatômica que existe há cem anos estava incorreta. O órgão está longe de ser fragmentado. É simplesmente uma estrutura contínua”, diz o pesquisador J. Calving Coffey, do Hospital Universitário Limerick (Irlanda).

Em 2012 Coffey e sua equipe já haviam assinalado através de microscopia detalhada que o mesentério é na verdade um órgão contínuo. Mas só agora, depois de estudos exaustivos, é que a revelação foi feita para toda comunidade médica através de um artigo publicado na revista The Lancet Gastroenterology & Hepatology. Hoje, o mesentério pode ser descrito como uma dobra do peritônio, o revestimento da cavidade abdominal – que sustenta o nosso intestino à parede abdominal, e mantém os órgãos no local correto.

Ainda não se sabe se o mesentério deve ser visto como parte dos sistemas intestinal, vascular, endócrino, cardiovascular ou imunológico, pois tem papéis importantes em todos eles. Suas funções estão sendo investigadas a níveis hematológicos, imunológicos, endócrinos, metabólicos e outros. A descoberta é tão inovadora que livros médicos estão sendo atualizados para incluir a nova informação.

O que vai mudar para a medicina?

Além do fato de que este novo órgão precisará passar a ser estudado na formação de novos médicos, os especialistas estão bastante animados com as novas descobertas, agora será possível categorizar doenças abdominais e o estudantes e pesquisadores poderão investigar seu papel nesta região. Agora que o novo órgão já descrito e está estabelecido, o próximo passo é descobrir de fato a sua função. Afinal quando sabemos a função, é possível identificar quando algo está anormal e aí, fica mais fácil classificar uma doença.

Fontes: sciencealert /elitedaily/ hypescience
Artigo: J Calvin Coffey & D Peter O'Leary
Imagens: Reprodução/ sciencealert/elitedaily
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Mesmo com a higiene em dia, sua calcinha vive úmida e com cheiro de xixi? Atenção: hora de procurar um médico! http://diariodebiologia.com/2017/03/mesmo-com-a-higiene-em-dia-sua-calcinha-vive-umida-e-com-cheiro-de-xixi-atencao-hora-de-procurar-um-medico/ http://diariodebiologia.com/2017/03/mesmo-com-a-higiene-em-dia-sua-calcinha-vive-umida-e-com-cheiro-de-xixi-atencao-hora-de-procurar-um-medico/#respond Wed, 15 Mar 2017 14:08:39 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38753

“Tenho 46 anos e estou com um problema. Tenho que usar absorvente íntimo diário durante o dia todo. Porque se eu não usar, no final do dia minha calcinha fica úmida e com cheiro de urina. Mas não sinto nada saindo e minha higiene está em dia!” (Si*** Po****)

Olá Si***, sempre recomendamos aqui que todas as alterações estranhas no nosso corpo devem ser discutidas com um médico impreterivelmente. Milhões de mulheres no Brasil e em todo o mundo sofrem de algum problema que causa a perda involuntária de urina e pode interferir nas suas atividades e na sua qualidade de vida.  Muitas dessas mulheres passam por este problema e, infelizmente, a maioria delas não se preocupam e se quer vão ao médico.

De acordo com o site do setor de Urologia do Hospital Sírio Libanês, a perda de urina na calcinha é um sinal de Incontinência Urinária e pode ocorrer com intensidade variável dependendo da mulher. Ao contrário do que as pessoas pensam, esse não é um problema de idosos e pode acometer indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todos os níveis sociais e econômicos. No entanto, entre as pessoas com idade superior a 60 anos, acredita-se que de 30 a 60% tenham incontinência e sim, as mulheres são mais predispostas do que homens. As causas podem variar bastante algumas delas são transitórias e facilmente tratáveis, como infecções urinárias e vaginais, efeitos colaterais de medicamentos e constipação intestinal, mas outras causas podem ser duradouras ou permanentes. Tudo precisa ser devidamente estudado por um urologista.

Até que o problema se resolva o uso do absorvente diário é aconselhável!

O que pode estar acontecendo?

De acordo com os especialistas do Hospital Vila da Serra, a forma mais frequente, que aparece em cerca de 50% das pacientes, é aquela que surge geralmente em torno dos 35 a 40 anos e é associada a algum esforço físico. Quando a paciente tosse, espirra ou carrega algum peso, ela nota que há saída de alguma quantidade de urina. É a chamada “incontinência urinária aos esforços”. O segundo principal tipo é a “bexiga hiperativa”. Ele é mais comum entre as mulheres acima de 60 anos, mas pode aparecer em qualquer idade. As pacientes precisam urinar inúmeras vezes durante o dia (mais de 7 vezes), levantam mais de duas vezes à noite para urinar e/ou frequentemente têm uma vontade tão grande que têm que sair correndo para o banheiro.

No entanto, segundo o urologista Giacomo Errico. Em mulheres acima dos 40 anos, alterações hormonais também podem levar ao problema, pois com o aumento da idade há a redução da vascularização do local, o que causa a incontinência. Nestes casos, um creme à base de estrogênio pode ser a solução, procure seu médico.

Fontes: delas / hospitalsiriolibanes / hospitalviladaserra /
Imagens: Reprodução/ saude.ig / izabellamattosduare
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Pesquisadores descobrem que “doença da urina preta” é causada pelo consumo de peixes infectados por uma toxina http://diariodebiologia.com/2017/03/pesquisadores-descobrem-que-doenca-da-urina-preta-e-causada-pelo-consumo-de-peixes-infectados-um-por-uma-toxina/ http://diariodebiologia.com/2017/03/pesquisadores-descobrem-que-doenca-da-urina-preta-e-causada-pelo-consumo-de-peixes-infectados-um-por-uma-toxina/#respond Mon, 13 Mar 2017 20:45:39 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38733

Uma misteriosa doença que provoca escurecimento da urina acometeu dezenas de pessoas na Bahia no final de 2016. Tratada a princípio como uma infecção viral ou bacteriana, finalmente foi revelada a doença que envolve este sintoma assustador. Ao mesmos pesquisadores que identificaram o vírus da zika na Bahia, chegaram à conclusão de que a urina preta é uma das manifestações da Doença de Haff, causada pelo consumo de peixes infectados por uma toxina presente em algas e corais.

Os cientistas analisaram amostras de fezes, urina e sangue de 15 pacientes que estavam com micção enegrecida. Todos eles revelaram ter comido peixe pelo menos 24 horas antes do aparecimento dos primeiros sintomas. Entre as espécies ingeridas estão olho-de-boi (Seriola spp) e badejo (Mycteroperca spp). A toxina não altera o sabor do alimento, nem muda sua cor, nem é destruída pelo processo normal de cozedura, por isso qualquer peixe pode estar contaminado e a pessoa ingerir, sem saber.

A doença é Haff é uma doença rara que causa intensa dor nos músculos, que surge de forma repentina, além de urina preta 24 horas depois do consumo de peixe contaminado. Acredita-se que o peixe deve estar contaminado com alguma toxina biológica mas desde o aparecimento dessa doença na década de 20, até hoje esta toxina ainda não foi identificada.

Um ESTUDO de 2016 relatou casos desta doença na Amazônia e, segundo os pesquisadores, a Doença de Haff tem como manifestações clínicas mialgia súbita e grave, fraqueza, rigidez muscular, não se observando febre, disfunção hepática ou dano renal. Os critérios definidores são história de ingestão de peixes 24 horas antes do início dos sintomas, elevação dos níveis da enzima Creatina Quinase (CK). No Amazonas os peixes de água doce pacu-manteiga (Mylossoma duriventre), tambaqui (Colossoma macropomum) e pirapitinga (Piaractus brachypomus) foram os causadores.

Na maior parte das vezes a doença não é tão grave que possa levar a morte, e a maioria dos pacientes afetados melhoram tendo rápida recuperação, mas por vezes, quando o tratamento não é realizado a doença pode se agravar e levar a condições mais graves como a falência múltipla dos órgãos.

É imprescindível o acompanhamento do nefrologista em casos de Doença de Haff.

Fontes: tuasaude / vix / g1.globo
Artigo: Raquel Moraes et. al
Imagens: Reprodução/ irecelider / atarde
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Entenda o “terror noturno”: sentar na cama, gritar, abrir os olhos, correr pela casa, chorar, ter expressão de medo intenso http://diariodebiologia.com/2017/03/entenda-o-terror-noturno-sentar-na-cama-gritar-abrir-os-olhos-correr-pela-casa-chorar-ter-expressao-de-medo-intenso/ http://diariodebiologia.com/2017/03/entenda-o-terror-noturno-sentar-na-cama-gritar-abrir-os-olhos-correr-pela-casa-chorar-ter-expressao-de-medo-intenso/#respond Mon, 13 Mar 2017 19:10:31 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38726

Terror noturno, também conhecido como pânico noturno e pavor noturno é uma parassonia (distúrbio do sono) que é mais comum em crianças, mas pode acometer adultos também. Outro exemplo de parassonia é o sonambulismo

Durante os episódios de terror noturno, a pessoa pode sentar na cama, gritar, abrir os olhos, correr pela casa, chorar, se debater, ter expressão facial de medo intenso. Isso pode durar alguns segundos ou até 15 minutos, raramente passando disso. Os adultos podem ficar agressivos durante os episódios. Comumente o terror noturno começa com manifestações de intenso medo, com a pessoa ainda dormindo, depois um despertar brusco, seguido de um grito de pânico e respiração ofegante. Os pais correm para ver os filhos e na maioria das vezes encontram a criança sentada na cama de olhos abertos, sem reconhecer ninguém e sem parar de chorar, deixando os pais bastante assustados. Quem já viu sabe que é uma cena assustadora. Apesar do susto, o terror noturno não prejudica a saúde ou o desenvolvimento da criança.

O terror noturno difere do pesadelo, pois ele acontece nas primeiras horas de sono, já os pesadelos e os sonhos acontecem na fase chamada de R.E.M. (rapid eye movement ou movimento rápido dos olhos) e a criança lembra do que sonhou. Já no terror noturno, a criança não se lembra de nada. Assim como no sonambulismo, o terror noturno costuma a desaparecer conforme a criança cresce. No caso dos adultos é necessário identificar a causa do sintoma e buscar tratamento. Adultos com terror noturno normalmente também apresentam histórico de depressão ou de ansiedade.

Não se sabe ainda a causa exata do terror noturno. A hipótese mais aceita é que ele tem ligação com o sistema nervoso central. Como as células ainda não estão maduras acaba recebendo estímulo exagerado. Além disso, privação do sono, extremo cansaço, estresse, febre, luzes ou barulhos no local, histórico familiar de terror noturno ou sonambulismo, também podem estar ligados ao problema. Há casos, muito raros, que são considerados graves, onde a criança tem 2 ou 3 episódios de terror noturno por noite. Durante o dia apresentam febre, sonolência e irritação. Nesse caso é preciso procurar um especialista.

 

Durante os episódios de terror noturno é comum os pais tentarem acalmar os filhos, mas dificilmente adianta algo, pois a criança está dormindo. O ideal é ficar por perto para evitar que a criança se machuque. Os especialistas também não aconselham tentar pegar a criança no colo, pois isso pode prolongar o episódio. Em alguns minutos, a criança irá se acalmar sozinha e voltar a dormir. A situação costuma ser mais desesperadora para os pais, do que para a própria criança, que depois não irá se lembrar de nada.

Algumas medidas podem ajudar a evitar os episódios de terror noturno, porém não é garantido. É importante notar se a criança está dormindo o suficiente. Colocar a criança mais cedo cama, pode ajudar. Alguns medicamentos e cafeína podem contribuir para o terror noturno. Caso os episódios aconteçam seguidamente, é importante comentar com o pediatra.

Lembrando que na maioria das vezes é só uma fase e a criança irá sair naturalmente desse distúrbio do sono.

Fonte: bebe.abril / minhavida / babycenter
Imagens: Reprodução/psicologiaparacuriosos / babycenter
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Médicos registram atividade cerebral em paciente morto, durante 10 minutos! http://diariodebiologia.com/2017/03/medicos-registram-atividade-cerebral-em-paciente-morto-durante-10-minutos/ http://diariodebiologia.com/2017/03/medicos-registram-atividade-cerebral-em-paciente-morto-durante-10-minutos/#respond Sun, 12 Mar 2017 18:47:33 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38706

Um caso médico publicado no The Canadian Journal of Neurological Sciences tem deixado especialistas do mundo inteiro perplexos. Os aparelhos de um doente terminal foram desligados e foi declarado clinicamente morto e, mesmo assim, o paciente apresentou atividade cerebral persistente por um pouco mais de 10 minutos. Os médicos tentaram monitorar o corpo, confirmando várias vezes que o paciente estava mesmo morto. Apresentava a ausência de pulso e pupilas não responsivas. Mesmo assim, o paciente tinha as mesmas ondas cerebrais do sono.

Ao que parece, esse fenômeno acontece de forma diferente e é uma experiência única de cada indivíduo. Os médicos contaram que outros 3 pacientes terminais que tiveram seus aparelhos desligados no mesmo hospital foram monitorados e suas atividades cerebrais eram diferentes, tanto antes como depois da morte clínica. No paciente com atividade cerebral depois de 10 minutos, mesmo sem qualquer ritmo cardíaco e zero de pressão sanguíneo, as ondas delta cerebrais persistiram. Ondas Delta estão associados com a mente inconsciente. Elas normalmente ocorrem em nossas fases de sono profundo, enquanto nós não estamos sonhando.

Mesmo com essa descoberta explicável, até o momento, os médicos acham que ainda é muito cedo para assegurar o que isso significa para a experiência da pós-morte. Na ausência de qualquer explicação biológica sobre o que fez o cérebro continuar em atividade por tanto tempo depois do fim dos batimentos cardíacos, os pesquisadores dizem que a observação pode estar incorreta. No entanto, os equipamentos utilizados não mostram defeito ou sinal de estarem com funcionamento defeituoso.

A imagem abaixo mostra os exames dos quatro pacientes, que indicam o momento da morte no 0, quando o coração parou de bater alguns minutos depois dos aparelhos terem sido desligados.

A cor amarela mostra a atividade cerebral, e ela para alguns minutos antes do coração parar de bater nos pacientes 1, 2 e 3. No paciente, 4, porém, ela continua por 10 minutos e 38 segundos depois da morte clínica.

 

Fonte: hypescience / sciencealert
Artigo: Norton L et al
Imagens: Reprodução/sciencealert / zap.aeiou
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Agora mais essa: Zika vírus pode encolher testículos e causar problemas de fertilidade em homens http://diariodebiologia.com/2017/03/agora-mais-essa-zika-virus-pode-encolher-testiculos-e-causar-problemas-de-fertilidade-em-homens/ http://diariodebiologia.com/2017/03/agora-mais-essa-zika-virus-pode-encolher-testiculos-e-causar-problemas-de-fertilidade-em-homens/#respond Wed, 08 Mar 2017 08:53:39 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38644

Quando os problemas relacionados ao vírus Zika vieram à tona pela primeira vez, em países da América do Sul, as mães grávidas foram rotuladas como o maior grupo de risco de contrair a doença através de picadas de mosquito. Mas à medida que a epidemia evoluiu, mais pesquisas descobriram que o vírus não é apenas propagado pelos mosquitos, mas também sexualmente.

Agora, um novo estudo, publicado na Science Advances sugere que o vírus também pode afetar homens infectados podendo levar à infertilidade potencial e até atrofia testicular, ou encolhimento. A transmissão via mosquito ainda é considerada a principal forma de propagação do vírus, mas o fato de que o vírus possa persistir no sêmen de homens infectados por pelo menos seis meses após a infecção é particularmente preocupante e tem deixado os médicos e organizações de saúde pública em estado de alerta.

Esta pesquisa analisou o impacto do vírus durante um período de tempo nos testículos de camundongos machos e embora se soubesse que o vírus poderia persistir no sêmen humano durante algum tempo (meses) após a infecção já ter sido eliminada do sangue, não estava claro como o vírus alcançou os testículos. O que os pesquisadores verificaram agora é que após 21 dias da infecção dos ratos, o vírus continua a replicar nas células testiculares. O vírus se instalou especificamente em uma parte dos testículos conhecida como o epidídimo, que é responsável por transportar o esperma dos testículos para a uretra e esse seria motivo pelo qual o vírus possui essa capacidade de ser transmitido sexualmente.

Como se já não bastasse, os pesquisadores observaram que após 21 dias da infecção com o zika vírus, o tamanho dos testículos dos ratos se tornaram significativamente menores, mostrando uma acentuada atrofia testicular. Isto certamente leva a relacionar impactos adicionais sobre a fertilidade dos machos à presença do vírus. Eles detectaram ainda, níveis reduzidos de testosterona e de inibina B, dois hormônios produzidos nos túbulos seminíferos e considerados fundamentais para a produção de esperma. Além desses resultados, os cientistas realizaram estudos preliminares de fertilidade nos camundongos. Eles revelaram taxas reduzidas de gravidez e de fetos viáveis em fêmeas que acasalaram com machos infectados com o vírus da zika, em comparação às que acasalaram com machos não infectados.

Embora o mundo tenha permanecido pouco alerta, o zika vírus continua ativo por aí e não desapareceu. A verdade é que além de se instalar nos testículos dos homens,  o patógeno pode causar problemas neurológicos em embriões e os pesquisadores de todo o mundo precisam correr para desenvolverem uma vacina capaz de evitar danos.

Fontes: edition / iflscience / estadao
Artigo:  Ryuta Uraki et. al
Imagens: Reprodução/ blogdopavulo / estadao
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Está com pelo menos 3 destes sintomas? Corre para o médico, você pode estar com endometriose! http://diariodebiologia.com/2017/02/esta-com-pelo-menos-3-destes-sintomas-corre-para-o-medico-voce-pode-estar-com-endometriose/ http://diariodebiologia.com/2017/02/esta-com-pelo-menos-3-destes-sintomas-corre-para-o-medico-voce-pode-estar-com-endometriose/#respond Tue, 28 Feb 2017 12:12:33 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38563

Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, esse endométrio que aumentou descama e é expelido na menstruação. Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica. As causas desse comportamento ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã da paciente sofrem com a doença. É importante destacar que a doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está na faixa dos 30 anos.

Relacionamos aqui algumas situações você possa estar passando e que indicam que você possa estar sofrendo de endometriose e não sabe.

Não consegue engravidar

A dificuldade para engravidar é o que leva a maioria das mulheres a descobrir a presença da endometriose. A condição pode comprometer as trompas, órgão que leva o óvulo ao útero, impedindo a fecundação. Isso acontece por causa da obstrução ou comprometimento das tubas uterinas pela endometriose, obstrução das tubas uterinas por aderências causadas pela endometriose, e pela inflamação crônica na pelve, que pode atrapalhar a implantação do embrião no útero.

Dor durante a relação sexual

Sentir dor durante o ato sexual pode ser um indicador da presença de endometriose. Como a endometriose pode afetar vários órgãos da região pélvica, o contato com a região inflamada provoca a dor. Se existe dor na profundidade, é porque algo não está bem.

Dor para urinar no período menstrual

Assim como o intestino, a bexiga também está localizada na região pélvica. E pode sofrer as mesmas alterações que ele, o que pode gerar dor para urinar durante a menstruação, assim como sangramento na urina. Em casos mais graves, a endometriose também pode comprometer os ureteres, que são as estruturas que transportam a urina dos rins para a bexiga, comprometendo até funcionamento renal.

Cólica menstrual muito intensa

Em muitos casos, a cólica menstrual intensa é o primeiro sinal indicativo de endometriose. A doença é a presença de células que compõe a camada interna do útero fora do útero: nas trompas, nos ovários, na bexiga, no intestino. Quando a mulher menstrua, essa camada interna do útero descama, sangra e se exterioriza por via vaginal. Assim, nas mulheres com endometriose, durante o período de menstruação, existe um sangramento e uma inflamação também nestes outros órgãos, o que gera mais dor.

Magreza

Um estudo publicado em maio deste ano no periódico “Human Reprodution” mostrou que obesas mórbidas (IMC acima de 40) têm cerca de 40% menos chances de desenvolver endometriose se comparadas às mulheres com IMC baixo, mas dentro da normalidade (18,5 a 22,4). Os pesquisadores ainda não sabem exatamente o que motivou o resultado, mas desconfiam de que as obesas tenham maior incidência de ovários policísticos do que as magras — uma condição que pode inibir o surgimento da endometriose, já que as mulheres que têm esses ovários costumam apresentar dificuldades para ovular e às vezes passam meses sem menstruar.

Dor abdominal que nunca passa

Como já dito, a endometriose pode atingir vários órgãos da pelve, ao longo de muitos anos. Com o passar do tempo a mulher com endometriose pode passar a sentir dor contínua, independente da menstruação. Esse tipo de dor é chamada de dor pélvica crônica e traz um grande impacto na qualidade de vida dessas mulheres.

Fontes: gineco / veja.abril. / bonde
Imagens: Reprodução/ livestrong / aendometrioseeeu / ultrasoundcare
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Pressão arterial elevada pode proteger idosos com mais de 80 anos do Alzheimer, diz estudo http://diariodebiologia.com/2017/02/pressao-arterial-elevada-pode-proteger-idosos-com-mais-de-80-anos-do-alzheimer-diz-estudo/ http://diariodebiologia.com/2017/02/pressao-arterial-elevada-pode-proteger-idosos-com-mais-de-80-anos-do-alzheimer-diz-estudo/#respond Mon, 27 Feb 2017 13:14:43 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38559

A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce na parede das artérias. Quando o coração se contrai, temos uma pressão máxima que se chama sistólica e quando ele se dilata, temos uma pressão mínima que se chama diastólica. O valor normal de uma pessoa saudável é de 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio). A hipertensão ou pressão alta acontece quando a força que esse sangue exerce começa aumentar e as artérias mostram resistência para sua passagem.

Sabemos também que uma pressão alta pode causar sérios danos à saúde humana, como problemas no coração e artérias, danos cerebrais, rins e muitas outras doenças cardiovasculares, além de demência. Porém, os resultados de um novo estudo da Universidade da Califórnia foram incríveis em dizer o contrário para os pacientes acima de 80 anos de idade. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que desenvolveram pressão alta entre 80 a 89 anos de idade são menos propensas a desenvolver o Alzheimer nos próximos três anos do que pessoas da mesma idade com pressão arterial normal.

A pressão arterial é fundamental para o controle de doenças e saber o quanto o nosso coração está trabalhando para bombear o sangue para todo o nosso corpo. Se a pressão aumenta, o coração trabalha mais forte e isso pode aumentar o risco de ataque cardíaco, além disso, os vasos sanguíneos são danificados ao longo do tempo e acaba prejudicando a oxigenação do cérebro. Com os vasos danificados, aumenta o risco de Alzheimer. Vários outros estudos em longo prazo já mostraram que a pressão alta pode aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer em pessoas entre 40 e 50 anos com pressão alta na velhice. No entanto, os cientistas da Universidade da Califórnia mostram que uma pressão arterial elevada numa certa idade na verdade protege as pessoas de desenvolverem a doença.

A explicação para essa afirmação é que 30% das pessoas com mais de 70 anos de idade sofrem com a hipotensão postural (diminuição da pressão arterial), ou seja, uma queda rápida de sangue que chega ao cérebro e isso causa uma sensação de vertigem, tonturas ou fraqueza. Essa hipotensão postural aumenta os riscos de desenvolver o Alzheimer, por isso, a hipertensão adquirida mais tarde como na velhice pode compensar essa diminuição da pressão arterial que está relacionada com idade, além disso, ajuda a manter o fluxo sanguíneo adequado, facilita a remoção de resíduos e protege as células do cérebro. Contudo, os cientistas ainda acreditam que a melhor maneira de assegurar a saúde dos vasos sanguíneos e do coração será manter a pressão arterial não muito alta e nem muito baixa garantindo assim uma vida saudável e proporcionando uma velhice com mais qualidade de vida.

Fontes: iflscience / sbh / theconversation
Artigos: Maria Corrada et. al / Iadecola C et. al
Imagens: Reprodução/boituvasp / historiascomvalor

 

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