Histórias incríveis – Diário de Biologia http://diariodebiologia.com Agora ficou divertido aprender! Sun, 30 Apr 2017 12:06:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.4 5538239 A mãe mais jovem do mundo: o caso da menina que teve um filho aos 5 anos de idade http://diariodebiologia.com/2017/04/a-mae-mais-jovem-do-mundo-o-caso-da-menina-que-teve-um-filho-aos-5-anos-de-idade/ Sun, 23 Apr 2017 10:11:29 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=39528

Por incrível que pareça, a história de Lina Medina acontecida na década de 30 no Peru é ainda considerada o caso de gravidez mais precoce de que se teve notícia. Ela precisou enfrentar uma gestação ainda com 4 anos e deu à luz ao filho aos 5 anos, 7 meses e 21 dias. O caso é verídico, confirmado e relatado pela medicina.

Quando os pais de Lina perceberam que a barriga da filha de apenas 5 anos crescia de forma espantosa, chegou a procurar os curandeiros da tribo dos Xamãs para uma “consulta”. As pessoas da vila acreditavam que a menina estava possuída pela cobra Apu, que invade o corpo da vítima e vai crescendo até matá-la.  A suspeita também era que todo aquele volume abdominal fosse um tumor gigantesco.

Lina foi atendida então por um médico que não quis acreditar no diagnóstico:  aquela menina de apenas 5 anos de idade estava no sétimo mês de gestação. Diante de tamanho absurdo, foi necessário buscar a opinião de outros médicos que confirmaram a gravidez. O parto aconteceu por meio de uma cesariana em 14 de maio de 1939. O bebê, um menino, pesava 2,7 kg foi chamado de Gerardo em homenagem ao médico que acompanhou todo processo.

Se recuperando da cirurgia, a enfermeira leva o bebê para a mãe conhecer.

Como isso foi possível?

Os médicos confirmaram que Lina Medina teve um desenvolvimento dos órgãos reprodutivos muito precocemente. Apesar de se comportar como uma criança normal, com apenas oito meses de idade, a garota apresentava sinais de maturidade sexual como pequenos seios e já havia tido sua primeira menstruação. Normalmente, a puberdade precoce é causada pela liberação de gonadotrofinas (hormônios sexuais) pela hipófise bem antes do tempo. A liberação precoce dos hormônios pode ser causada por uma anomalia hipofisária ou por uma anomalia do hipotálamo (região do cérebro que controla a hipófise).

Lina Medina ainda é viva, tem mais de 80 anos. Seu filho Gerardo morreu aos 40 anos de idade devido a uma doença na medula óssea. Lina nunca revelou quem era o pai da criança e até hoje se recusa a falar sobre o assunto.

Ao lado do filho. Ela com 8 anos e ele com 3 anos.

Até hoje ela não revelou quem é o pai de seu filho!

Fonte: InfoEscola/ motherhoodinstyle/ content
Imagens: Reprodução/motherhoodinstyle / franbuzz

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Vírus gigantes são encontrados em estação de esgoto e estão sendo chamados de “vírus Frankenstein” http://diariodebiologia.com/2017/04/virus-gigantes-sao-encontrados-em-estacao-de-esgoto-e-estao-sendo-chamados-de-virus-frankenstein/ http://diariodebiologia.com/2017/04/virus-gigantes-sao-encontrados-em-estacao-de-esgoto-e-estao-sendo-chamados-de-virus-frankenstein/#respond Tue, 11 Apr 2017 16:52:25 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=39242

Os primeiros vírus gigantes, os Mimivírus, foram descobertos em 2003 infectando uma ameba e, segundo especialistas, as espécies podem chegar a medir até 600 nanômetros de diâmetro e cerca de 1.000 genes. Parece pouco, mas isso é algumas dezenas a mais de nanômetros para vírus típicos. O HIV, por exemplo, mede 120 nanômetros e tem apenas nove genes. Agora, novas espécies de mimivírus foram descobertas em uma estação de tratamento de águas residuais, na Áustria.

Os pesquisadores acham que estes vírus evoluíram de espécies menores, “roubando” pedaços de genoma de seus hospedeiros e os incorporando em seu próprio código genético. Um dos vírus encontrados no esgoto, é tão grande que possui RNA transportador (tRNA) que pode traduzir o código genético de 19 dos 20 aminoácidos de construção de proteínas encontrados na natureza. Isso é absolutamente espantoso, mesmo para um vírus colossal. Normalmente, os vírus “normais” usam o tRNA em seu processo de replicação, mas nem todos têm seu próprio tRNA e, por isso o apanham de seus hospedeiros.

Os especialistas parecem bastante intrigados com a descoberta. Segundo Eugene Koonin, biólogo computacional nos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, a síntese proteica é uma das características mais proeminentes da vida celular, ela mostra que esses novos vírus são mais ‘celulares’ do que qualquer outro já visto antes. “A descoberta apresenta a evolução do vírus de uma maneira nova, ampliando a nossa compreensão de quantos genes os vírus podem capturar de um hospedeiro durante a sua evolução“, disse Koonin.

Mimivírus descoberto em 2011 na água do mar no litoral do Chile

Os vírus gigantes provavelmente contaminam microrganismos unicelulares conhecidos como protistas que vivem na estação de tratamento. Outros vírus gigantes já foram encontrados em ambientes marinhos, na lama de lagoas e até em permafrosts.

As novas espécies ainda não foram descritas e, portanto, não há ainda publicação científica a respeito.

 

Fontes: livescience / hypescience
Artigo: Bernard La Scola et. al
Imagens: Reprodução/ bbc/ hypescience
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“Dinossauro” grávida: Pesquisadores encontram fóssil de dinossauro que dava à luz ao invés de botar ovos. http://diariodebiologia.com/2017/04/dinossaura-gravida-pesquisadores-encontram-fossil-de-dinossauro-que-dava-a-luz-ao-inves-de-botar-ovos/ http://diariodebiologia.com/2017/04/dinossaura-gravida-pesquisadores-encontram-fossil-de-dinossauro-que-dava-a-luz-ao-inves-de-botar-ovos/#respond Fri, 07 Apr 2017 16:41:22 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=39165

Uma descoberta publicada na revista científica Nature, indica que podemos estar diante do primeiro caso de viviparidade em um grupo evolutivo antes conhecido apenas por botar ovos. Isso porque, os pesquisadores acabam de encontrar na China, fósseis de um réptil marinho que viveu no mar há 250 milhões de anos carregando outro da mesma espécie enrolado dentro do corpo. Isso quer dizer que é possível que o fóssil encontrado estivesse gerando um “filhote”.

A viviparidade é bem conhecida em mamíferos, com a mãe gerando uma placenta que nutre o desenvolvimento do embrião. A característica também é encontrada entre lagartos e cobras, onde os bebês algumas vezes “chocam” dentro das mães e emergem sem o ovo com casca. No entanto, até hoje acreditava-se que os Dinocephalosaurus não tivessem esses atributos.

Dinocephalosaurus é um ancestral distante dos crocodilos, um animal marinho com pescoço comprido que vivia em mares rasos do sul da China no Período Triássico. Ele se alimentava de peixes, e usava o pescoço comprido para alcançar suas presas

Estudo que descreve embrião em mãe altera entendimento sobre evolução reprodutiva.

Assim que o fóssil do feto foi encontrado, o grupo de pesquisadores atribuíram a uma presa ingerida pela criatura maior. No entanto, descobriram que o filhote estava com a cabeça para cima, uma posição estranha, já que a maioria das criaturas engolidas pelo Dinocephalosaurus são abocanhadas primeiramente pela cabeça, conservando a disposição dentro da barriga. Além dessa posição fetal, descobriram que o animal pequeno era da mesma espécie e que certamente tratava-se de um feto.

A descoberta é um marco nos estudos evolutivos de grupo de répteis. A reprodução por viviparidade comumente está relacionada à definição de sexo através de características meramente genéticas, o que não acontece com os animais ovíparos. Alguns répteis, por exemplo, têm o gênero de seus filhotes determinados de acordo com a temperatura do ninho. Diante disso, os cientistas acham que os Dinocephalosaurus, provavelmente, só conseguiram invadir o ambiente marinho por causa de sua habilidade de redução por viviparidade, sem depender, portanto, da temperatura.

Informações sobre a biologia reprodutiva dos archosauromorphas antes do Período Jurássico não estava disponível até essa descoberta, apesar de um histórico de 260 milhões de anos do grupo.

[alert type=”success”]Atenção: No título deste artigo chamamos os Dinocephalosaurus  de “dinossauro”, na verdade, o termo não está correto. O Dinocephalosaurus   é um gênero de Protorossauria, que foram os primeiros répteis lagartos a surgirem no planeta. Usamos o termo “dinossauro” para facilitar os entendimento das pessoas que são leigas sobre o assunto. Contamos com a compreensão dos especialistas.[/alert]

Fontes: revistagalileu / oglobo
Artigo: Jun Liu et. al
Imagens: Reprodução/ vonattal /  revistagalileu
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Médicos retiram lâmpada intacta que esteve por 11 anos no estômago de um homem http://diariodebiologia.com/2017/04/medicos-retiram-lampada-intacta-que-esteve-por-11-anos-no-estomago-de-um-homem/ http://diariodebiologia.com/2017/04/medicos-retiram-lampada-intacta-que-esteve-por-11-anos-no-estomago-de-um-homem/#respond Wed, 05 Apr 2017 15:27:20 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=39109

Um homem de 21 anos que não teve sua identidade revelada procurou a emergência de um hospital na região oriental de Al-Ahsa, na Arábia Saudita por estar a dias sentindo fadiga, febre e náuseas. Depois de se submeter a vários exames os médicos encontraram um objeto bastante estranho em seu estômago, que a princípio não se entendia o que era.

Homem então, foi imediatamente levado para a sala de cirurgia para um procedimento emergencial de retirada do objeto. O paciente não sabia do que se tratava o objeto. A cirurgia que durou uma hora e 15 minutos revelou, para surpresa de todos, uma lâmpada inteira. Ao saber do objeto, o paciente se lembrou que quando tinha 10 anos de idade durante uma brincadeira entre amigos, ele engoliu a Lâmpada por ter perdido uma aposta, mas ele nem se lembrava mais disso, e jamais sentiu qualquer desconforto até agora.

O rapaz se manteve internado por alguns dias, mas se recupera bem do susto. Quanto a lâmpada, ela não acende mais!

Fonte: alarabiya / uol
Imagens: Reprodução/ alarabiya
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Imagens surreais: Terremoto que atingiu a Nova Zelândia levantou o fundo do mar em 2 metros http://diariodebiologia.com/2017/04/imagens-surreais-terremoto-que-atingiu-a-nova-zelandia-levantou-o-fundo-do-mar-em-2-metros/ http://diariodebiologia.com/2017/04/imagens-surreais-terremoto-que-atingiu-a-nova-zelandia-levantou-o-fundo-do-mar-em-2-metros/#respond Wed, 05 Apr 2017 11:41:07 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=39097

Em 2016, a Nova Zelândia viveu um dos terremotos mais devastadores da sua história, e as consequências foram significativas. O terremoto alcançou na época 7,8 graus de magnitude e, mais de 2 metros do fundo do mar foram elevados no norte do litoral de Kaikoura, uma das ilhas do país.

Os cientistas e especialistas neste tipo de fenômeno ficaram perplexos por causa da subida do solo oceânico, ao ponto em que alegam nunca ter visto nada semelhante. Imagens divulgadas revelam que rochas que antes estavam submersas, cobertas de vida marinha, foram empurradas para cima da linha da água. As fotos mostram parte do solo que estava submerso – exibindo diversas pedras, rochas variadas, sedimentos, bem como algas. A elevação também trouxe à superfície lagostas e alguns animais marinhos que estavam embaixo d´água.

Nesta imagem é possível visualizar o quanto o fundo do mar se expôs depois do terremoto. Realmente impressionante!

Rochas com moluscos presos que antes estava embaixo d’água e que nunca haviam sido expostos.

Sem dúvidas essa é uma demonstração impressionante do poder que tem a natureza.

 

Toda essa parte escura eram rochas submersas e que agora fazem parte do visual da praia.

 

Ao mesmo tempo, esforços deverão ser tomados no sentido de conservar a vida marinha que se viu exposta a um ambiente totalmente estranho.

Até mesmo animais foram ‘arrancados”do mar e vieram parar na superfície!

Vendo isso, é nítido perceber que não estamos preparados para fenômenos dessa magnitude.

 

Fonte: misteriosdomundo / blastingnews
Imagens: Reprodução/misteriosdomundo
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Cientistas implantam olhos funcionais na cauda de girinos cegos e comemoram: “Essa técnica pode ser usada em humanos” http://diariodebiologia.com/2017/04/cientistas-implantam-olhos-funcionais-na-cauda-de-girinos-cegos-e-comemoram-essa-tecnica-pode-ser-usada-em-humanos/ http://diariodebiologia.com/2017/04/cientistas-implantam-olhos-funcionais-na-cauda-de-girinos-cegos-e-comemoram-essa-tecnica-pode-ser-usada-em-humanos/#respond Tue, 04 Apr 2017 14:13:18 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=39071

Um artigo publicado na Regenerative Medicine parece ter causado polêmica pelos comentários dos autores em entrevistas a alguns meios de comunicação.  O estudo mostra os resultados de alguns anos de cirurgias microscópicas, e a descoberta é bizarra: se você transplantar um olho no local que se tornará a cauda do girino, esse órgão – embora possa parecer fora do lugar certo – poderá permitir que o animal enxergue.

Com ajuda de uma droga para enxaqueca, o Zolmitriptano: um composto que ativa receptores de serotonina, os olhos implantados foram capazes de crescer novas conexões ao sistema nervoso do girino. A pesquisa parece sem muita importância, mas na verdade, é muito mais que isso pois mostra como os nervos de órgãos transplantados podem ser usados ​​para se conectar com o sistema nervoso central. Este estudo poderá alavancar as técnicas de transplantes de órgãos e até a forma como os nervos podem se regenerar após uma grave lesão.

Nos anfíbios, o Zolmitriptano, aumentou a capacidade do corpo para estimular o crescimento nervoso. Os trabalhos anteriores mostraram que os olhos funcionais poderia ser enxertados em girinos cegos , mas a nova pesquisa mostra é possível usar drogas para melhorar a eficiência do processo. As moléculas nessa droga estimulam um importante processo biológico chamado inervação, no qual os nervos são fornecidos a partes específicas do corpo, ativando um par de receptores de serotonina associados ao desenvolvimento neural. Os girinos com enxertos de olho registraram 11% no teste, mas entre girinos com enxertos de olho e o tratamento com Zolmitriptano, 29% teve sucesso, o que evidencia que o composto impulsiona conexões neurais ao redor dos olhos implantados.

Girinos cegos passam a ver novamente usando olhos implantados em suas caudas.

Em seres humanos?

A partir desses resultados, os pesquisadores esperam que a descoberta possa melhorar o sucesso dos implantes biológicos em seres humanos. “Se um humano tivesse um olho implantado em suas costas e ligado à sua medula espinhal, seria capaz de ver com esse olho? Meu palpite é que provavelmente sim“, disse Michael Levin, um dos autores em entrevista à New Scientist.

A técnica poderia ser usada para facilitar outros tipos de implantes biológicos, tais como órgãos, tecidos e membros bioengenharia, desde bexigas, corações e traqueias até olhos, ouvidos e pele sensível. Consequentemente, este novo trabalho sugere que os cientistas podem ficar mais ambiciosos em seus pensamentos e considerar transplantes mais radicais. Por enquanto, isso apenas funciona em girinos, mas é um começo.

Fontes: gizmodo / uol / jornalciencia
Artigo: Douglas J. Blackiston et. al
Imagens: Reprodução/jornalcienciazmescience
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Se prepare para uma viagem muito louca: Livro mostra as evoluções do ser humano para os próximos 5 milhões de anos. http://diariodebiologia.com/2017/04/se-prepare-para-uma-viagem-muito-louca-livro-mostra-as-evolucoes-do-ser-humano-para-os-proximos-5-mil-anos/ http://diariodebiologia.com/2017/04/se-prepare-para-uma-viagem-muito-louca-livro-mostra-as-evolucoes-do-ser-humano-para-os-proximos-5-mil-anos/#respond Tue, 04 Apr 2017 09:09:53 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=39044

Como seriam as evoluções a partir do ser humano atual nos próximos 5 milhões de anos? À medida que começamos a desvendar os mistérios da genética, ganhamos cada vez mais informações sobre como fomos construídos e como podemos olhar no futuro. Em 1990, o geólogo escocês Dougal Dixon publicou um livro chamado Man After Man: An Anthropology of the Future. Este trabalho especulativo nos dá exemplos de evolução humana futura. As imagens podem se revelar ofensivas. Uma vez que causaram bastante polêmica quando o livro foi publicado.

De acordo com a narrativa, os seres humanos do futuro próximo começaram a explorar as possibilidades da engenharia genética. Em um período de 200 anos eles conseguiram criar várias espécies apresentando adaptações extremamente estranho que os seres humanos nunca tinham possuído antes. Eles o fizeram porque precisavam reunir os recursos que restavam em uma Terra cada vez mais poluída que lentamente se tornava inabitável.

Segundo o autor, os Aquamorfos (Homo aquaticus) surgiriam daqui há 200 mil anos quando manipulações genéticas levaria os homens para dentro do mar. Esta versão do humano modificado tem um corpo aerodinâmico, brânquias na caixa torácica e uma camada isolada da gordura. Tem a pele lisa para facilitar o nado e pés em forma de remo. Explorariam os recursos no fundo dos oceanos, como minerais preciosos e plantas medicinais. Na mesma época, outro grupo surgiria, os Vacumorfos (Homo caelestis), projetados para sobreviver no espaço, os vacumorfos tem uma estrutura básica do corpo onde órgãos especiais foram enxertados. A pele é à prova de radiação grossa e olhos tingidos para protegê-los dos raios solares. São produzidos em laboratório e, portanto, serão estéreis. Existiriam para preparar outros planetas para uma possível colonização.

Com o colapso da civilização de Homo sapiens, surgiria uma nova espécie chamada hiteks (Homo sapiens machinadiumentum), que continuariam a produzir de novas espécies humanas baseando-se nas necessidades para melhor adaptação ao ambiente em mudança. Os hiteks criariam quatro variações do Homo sapiens sapiens, cuidando para que possuíssem menos inteligência, garantindo assim que eles não pudessem evoluir para uma sociedade tecnológica e trazer colapso ambiental novamente. As quatro formas básicas criadas foram os moradores das Tundras (Homo talude fabricatus), os moradores das planícies (Homo Campis fabricatus), moradores das zonas temperadas (Homo virgultis fabricatus) e os moradores das florestas tropicais (Homo silvis fabricatus) que viveriam aqui onde um dia foi o Brasil.

A partir desses, saltando um pouco a história, estamos a 2 milhões de anos da data de hoje, onde quase todo planeta Terra é um grande deserto e espécies totalmente diferentes evoluíram para sobreviver ao ambiente em mudança do planeta. Por exemplo, os descendentes dos Moradores da Tundra que teriam sido projetados para produzir camadas de gordura isolantes e seu metabolismo pedia que consumissem matéria vegetal continuamente. Quando o clima do planeta se aqueceu e as tundras deram lugar a desertos, perderam o pelo, mas mantiveram o apetite. Tinham pouquíssima inteligência e tornar-se-iam alvos fáceis para seus parentes que evoluíram dos moradores da Floresta Tropical e eram como carrapatos antropomórficos.

O clima árido e seco forçou a evolução para seres chamados Hivers, indivíduos que vivam em grupos determinados a encontrarem água e comida. Para se locomoverem por longas distancias, desenvolveram pernas longas e os olhos eram protegidos da areia. Esses indivíduos tinham comunicação exclusivamente telepática, uma capacidade obtida com a evolução.

Em três milhões de anos, muitos seres que evoluíram a partir do Homo sapiens estaria vivendo por aqui. Um exemplo, são os Antmen (Formifossor angustus), teriam uma dieta muito especializada, tem movimentos muito lentos e são solitários. O dedo médio é super longo e especializado para cavar formigueiros. Essa criatura seria imune ao ácido fórmico e, portanto, não sofria com as picadas das formigas. Além do Antman, também viveriam os corredores do deserto (Havenonthus longipis), uma criatura altamente especializada. Corre sobre o deserto em suas pernas alongadas e esfria-se bombeando o sangue a suas orelhas enormes. Tem excelente visão embora não detecte cor.

Bem, no livro, a história da humanidade se segue até os 5 milhões de anos. Embora especulativo, o autor procurou se basear em sólidos princípios científicos zoológicos e evolutivos o que torna a leitura interessante. Independentemente de parecer exagerado, será que esse cenário algo impossível no futuro?

[alert type=”success”]Nota: O livro inteiro, com todas as imagens, pode ser visto AQUI. Recomendo a leitura. É fictício, porém o senso de realidade é muito bom e a criatividade é sensacional. A leitura é divertida. Infelizmente, está em inglês.[/alert]

Fonte: Man-After-Man
Imagens: Reprodução/  Man-After-Man
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Usar smartphone na cama no escuro pode causar cegueira temporária. A nova doença oftalmológica foi descrita em um artigo científico http://diariodebiologia.com/2017/04/usar-smartphone-na-cama-no-escuro-pode-causar-cegueira-temporaria-a-nova-doenca-oftalmologica-foi-descrita-em-um-artigo-cientifico/ http://diariodebiologia.com/2017/04/usar-smartphone-na-cama-no-escuro-pode-causar-cegueira-temporaria-a-nova-doenca-oftalmologica-foi-descrita-em-um-artigo-cientifico/#respond Sat, 01 Apr 2017 18:22:09 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=39009

Imagine ficar, do nada, por cerca de 20 minutos sem conseguir enxergar?  Ver apenas vultos e não ter certeza se que aquilo passaria ou se era para o resto da vida?

Caso verídico:

Uma britânica de 22 anos, que até então sempre tinha enxergado muito bem, notou que, em algumas noites, o olho direito começou a incomodá-la. Isso costumava acontecer duas ou três vezes por semana, depois passou a ser constante. Uma noite, ela simplesmente passou a não enxergar mais com esse olho. Bateu um desespero, gritos acordaram a casa toda. Somente depois de 20 minutos, a moça foi retomando a visão normal. Ela fez exames oftalmológicos e cardiovasculares, e a vista parecia estar normal.

Um estudo publicado no Jornal de Medicina da Nova Inglaterra explicou que este tipo de cegueira ocorre sempre um tempo depois da pessoa checar o celular, no escuro, enquanto estão deitadas na cama. Além disso, o olho com o qual não se consegue enxergar é exatamente o do lado oposto sob o que se está deitada. A explicação dos especialistas é que olho que fica apoiado no travesseiro, não recebe tanta luz como o olho que fica diretamente exposto a luminosidade do celular, que perde a sensível e, em alguns casos, pode sofrer de cegueira temporária. Os médicos ainda afirmam que “embora muitas pessoas vejam a tela com os dois olhos, algumas frequentemente usam o celular enquanto estão deitadas, quando um olho pode estar coberto mesmo sem que elas percebam“.

O agravante é que fabricantes estão produzindo telas com maior brilho para compensar a luminosidade do ambiente de fundo e, assim, permitir uma leitura fácil. Assim, segundo o artigo médico, este tipo de sintoma irá ocorrer cada vez mais e é preciso que os oftalmologistas estejam prontos para essa patologia nova e a evitar ansiedade desnecessária e investigações caras. A cegueira transitória dos smartphones (TSB) é um fenômeno real e pode contribuir para um diagnóstico neurológico equivocado na prática clínica.

Os médicos dizem que essa cegueira temporária era, até onde se sabe, inofensiva, e facilmente evitável, se as pessoas tomassem o cuidado de olhar o smartphone com ambos os olhos. No entanto, os estudos sobre o novo problema de visão estão ainda sendo concluídos, e, portanto, ainda não se sabe se este tipo de cegueira pode se tornar definitiva. A dica é: evite o uso do celular enquanto está deitado no escuro.


Fonte: news.med / oglobo /Capricho
Artigo: Ali Alim-Marvasti et. al
Imagens: Reprodução/ daqui / oglobo
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Jovem desaparecido é encontrado dentro de uma píton gigante na Indonésia. |vídeo http://diariodebiologia.com/2017/03/jovem-desaparecido-e-encontrado-dentro-de-uma-piton-gigante-na-indonesia-video/ http://diariodebiologia.com/2017/03/jovem-desaparecido-e-encontrado-dentro-de-uma-piton-gigante-na-indonesia-video/#respond Thu, 30 Mar 2017 18:13:09 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38968

O coletor de óleo de palma, Akbar Salubiro de 25 anos, estava desaparecido há mais de 24 horas. Preocupada com o paradeiro do rapaz, a família acionou a polícia que passou a vasculhar a região do vilarejo de West Sulawesi, na Indonésia e encontraram então uma píton-reticulada gigantesca digerindo um enorme volume. Perto da cobra estavam a bota do desaparecido e suas ferramentas de trabalho.

A píton gigante não conseguiu fugir devido ao peso da presa ingerida. E então, já desconfiados de que o pior tivesse acontecido, abriram o conteúdo estomacal da cobra para certificar de que ela realmente havia engolido o jovem. Lá estava ele, com o corpo intacto, apenas com marcas do início do processo de digestão da cobra. Uma das testemunhas registrou a ação em vídeo.

O vídeo mostra o momento em que a polícia, com ajuda dos moradores, abre a cobra e tira o corpo do jovem.

Atenção: O conteúdo é forte e as imagens são inadequadas para algumas pessoas.

 

Segundo relatou a especialista em pítons, Mary-Ruth Low, apesar de não terem veneno, as pítons deste tamanho são bastante perigosas. Elas se enrolam no corpo de suas vítimas e as esmagam, gerando paradas respiratória e cardíaca. O que chamou atenção neste caso é que elas conseguem engolir enormes presas, mas os ombros humanos são um grande desafio. Isso porque as omoplatas não se quebram. Pítons já atacaram pessoas antes, mas especialistas se perguntavam se elas seriam capazes de ingerir um homem adulto.

Fonte: BBCIFLScience, hypescience
Imagem: Reprodução/youtube
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Pais submetem filha a tratamento que inibe o crescimento para que ela seja “criança” para sempre. http://diariodebiologia.com/2017/03/pais-submetem-filha-deficiente-a-tratamento-que-inibe-o-crescimento-para-que-ela-se-mantenha-crianca-para-sempre/ http://diariodebiologia.com/2017/03/pais-submetem-filha-deficiente-a-tratamento-que-inibe-o-crescimento-para-que-ela-se-mantenha-crianca-para-sempre/#respond Thu, 30 Mar 2017 11:28:05 +0000 http://diariodebiologia.com/?p=38952

Leia o texto e deixe sua opinião na enquete no final!

Charley Hooper nasceu em 2005 quando, durante o parto, teve uma parada respiratória danificando gravemente seu cérebro. A menina nunca enxergou, não pode falar e nem andar. Hoje, ela tem um grau de desenvolvimento cerebral equivalente a de um bebê de poucos meses. Seus pais jamais a abandonaram e decidiram que ela seria uma integrante da família e participaria de todas as atividades possíveis. Eles decidiram tomar uma decisão inovadora!

Quando ela tinha 2 anos, descobriram um tratamento hormonal que inibe o crescimento, e será capaz de mantê-la como uma criança para sempre. Na época, o tratamento foi duramente criticado sob o argumento que os pais estavam sendo egoístas ao quererem facilitar suas vidas, mas não necessariamente a vida da menina, que teve o procedimento imposto sem possibilidade de consentimento.

Os pais, que vivem com a menina na Nova Zelândia, tiveram que buscar o tratamento em outro país, por total oposição governo neozelandês. Aos 4 anos de idade a menina foi com os pais para a Coreia do Sul, onde encontraram um médico que acreditou na proposta dos pais e aceitou o tratamento hormonal. O tratamento funciona com a aplicação, na pele, de emplastros com o hormônio estrogênio que são trocados uma vez por semana.

Os pais disseram que já foi possível notar a diferença em poucos dias. Logo após o início do tratamento os ataques epiléticos diminuíram e os membros da menina, antes sempre rígidos, ficaram mais flexíveis. Uma vez que, uma das possíveis razões para optar pelo tratamento seria o fato de o estrogênio alterar a atividade neurológica relaxando os músculos. Quando o corpo começa a produzir os hormônios sexuais, há uma aceleração do crescimento. Uma vez que os níveis se estabilizam, o crescimento estanca. Então, é possível alcançar um crescimento desejado por meio da manipulação hormonal.

Jenn e Mark Cooper defendem decisão de manter Charley pequena para sempre.

Mesmo com os sintomas da deficiência terem melhorado, segundo os pais, muita gente ainda é contra este tipo de tratamento. Amanda Mortesen que trabalha na Scope, conhecida ONG britânica voltada para pessoas com deficiência, tem uma filha de 15 anos com a mesma deficiência e diz sem medir palavras:  “É minha opinião pessoal e não julgo ninguém. Mas quando ouvi sobre isso, fiquei aterrorizada. A menina é um indivíduo, tem direitos como pessoa. Mudar o rumo de seu crescimento é algo que eu nunca consideraria.”

Mas, a mãe da menina Charley se defende: “Não fiz isso porque era mais fácil, obviamente. Sei que é algo que não me faz ganhar amigos, mas não é para isso que estou aqui. De todo mundo que me diz que eu ‘deveria fazer isso ou não fazer’, ninguém vem aqui domingo à noite me ajudar a cuidar dela. Ela tem 25 quilos e terá esse peso pelo resto da vida. Tenho zero culpa, nenhum arrependimento mesmo, no que diz respeito ao tratamento. Impedir seu crescimento foi um ato de amor”.

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Fonte: BBC
Imagens: Reprodução/ BBC
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