Peixe-palhaço: A promoção mais estranha!

2 julho, 2010

Não existe uma pessoa que fique infeliz quando recebe uma promoção no trabalho. No mundo animal não poderia ser diferente. O peixe-palhaço pode receber uma “promoção” um tanto estranha! Esses peixinhos são muito conhecidos pela sua convivência com as anêmonas-do-mar. No entanto, somente seis indivíduos, no máximo, podem conviver numa única anêmona, mas somente dois deles acasalam. Os demais, apenas residem ali, e são apenas tolerados pelos reprodutores, desde que não se atrevam a romper o pacto de hierarquia da residência.

A fêmea reprodutora é a “manda-chuva”,ela domina todos os outros além de serem maiores e mais bonitas. O macho reprodutor é o segundo maior em tamanho e beleza, e assim por diante. Cada peixe controla seu crescimento respeitando a hierarquia, se algum peixe presunçoso e invejoso se permita crescer mais do que o casal é impiedosamente expulso da anêmona e é jogado para o mar aberto onde acaba morrendo.

Por causa disso, o peixe-palhaço é bem cuidadoso sem relação ao crescimento e se a população viver em harmonia pode durar várias décadas. No entanto, caso algum peixe morra por alguma razão, aquele com o tamanho inferior se permite crescer e ser promovido. Mas se a fêmea reprodutora morre, o macho reprodutor assume seu lugar. Ou seja, ele se torna a fêmea “dona do pedaço”, pois além de controlar o seu tamanho, eles também controlam o sexo!

Peixe-palhaço: as fêmeas são maiores que os machos e são elas que mandam no pedaço!

Para ser promovido o macho precisa se tornar uma fêmea. Que meigo! :love:

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Lesma-banana: O ato sexual mais extremo

18 junho, 2010

Há quem diga que a lesma-banana tem o maior pênis do mundo em relação ao tamanho do corpo. E não é pra menos, o pênis desses bichinhos pode ser tão longo quanto o tamanho do corpo (até 18 cm, uauuu!!!).

Os cientistas o chamam de Ariolimax dolichophallus. O nome dolichophallus significa realmente “pênis longo”! Bom, como as outras lesmas e caracóis, a lesma-banana é hermafrodita. Depois de um longo ritual de sedução, duas lesmas copulam sobre um “leito” de limo, e acreditem: ambas atuam ao mesmo tempo como macho e fêmea durante muitas horas de acasalamento.

Embora tudo pareça muito interessante, algumas vezes a fêmea reprodutora prende o pênis da outra com tanta força que ela não consegue mais desprender. Assim a única alternativa que resta àquela que possui o pênis aprisionado é recorrer a um ato extremo: Roer o próprio pênis muitas vezes ajudada pelo parceiro.

Isso parece bem assustador, mas existe uma boa explicação: a lesma mutilada fica incapacitada de copular novamente (lógico!), assim, ela canaliza todas energias para o cuidado com seus ovos fertilizados.

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FONTE: RECORDES DA NATUREZA – Mark Carwardine

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A vida da abelha rainha na colméia

28 abril, 2010

Sem nenhuma dúvida, a rainha é a peça mais importante e o centro das atenções dentro de uma colméia. Ela é a “manda-chuva” que coordena a harmonia dos trabalhos da colônia e também a reprodução da espécie. É fácil diferenciá-la numa colméia, pois ela é quase o dobro do tamanho das operárias, mas é difícil conseguir vê-la, até porque cada colméia com milhares de abelhas só uma única rainha.

As rainhas vivem cerca de 5 anos e é a única fêmea ativa para reprodução.  Além disso, ela é responsável pela “boa convivência” na colméia. Através de hormônios produzidos – os feromonios – ela coordena o funcionamento na colméia. É como se ela transmitisse ordens para suas operárias através de um sinal químico. Esse hormônio também evita que as operárias amadureçam sexualmente e se tornem rainha. É por isso que na colméia só existe uma única rainha. Na verdade, ela é uma operária que pode se reproduzir e não deixa nenhuma outra ser como ela.

Para nascer uma rainha, a rainha mãe (já velha e cansada) põe o ovo numa célula especial, construída pelas operárias, chamada de célula da rainha (veja foto). O local é considerado especial, a rainha que está sendo criada, enquanto larva recebe atenção especial sendo alimentada pelas operárias com a geléia real – riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios sexuais. Esta “superalimentação” fará com que ela se torne diferenciada das operárias. A geléia é o único e exclusivo alimento da abelha rainha, durante toda sua vida (chique, não???).

A nova rainha leva pelo menos 15 dias para nascer e, assim que nasce, é acompanhada de “paparicos” por várias operárias, que garantem sua alimentação e seu bem-estar. Logo que se sente forte, ela começa a fazer vôos de reconhecimento em torno da colméia, se preparando para o tão importante vôo nupcial quando será fecundada pelos zangões. Os zangões são os únicos machos da colméia, sua função é somente fecundar a rainha.

No grande dia, geralmente um dia quente e ensolarado, a rainha escolhe dias quentes e ensolarados, sem ventos fortes, para realizar o vôo nupcial. Assim que inicia o vôo, a rainha virgem libera hormônios que deixarão os zangões loucos. Somente os zangões mais fortes e velozes conseguem alcançá-la para a cópula. Geralmente cerca de 10 zangões conseguem consumar o ato, mas certamente morrem, pois seus órgãos genitais ficarão presos no corpo da rainha e esta continuará a copular com quantos zangões forem necessários para encher de esperma a sua bolsa especial chamada espermateca.

Esse é o único vôo que a rainha faz em toda sua vida. Ela só sairá da colméia se o enxame se mudar e ela precisar fazer postura de um ovo para uma nova rainha em outro local. Ela nunca mais fará cópula. Todo esperma coletado neste dia, servirá para fecundá-la durante toda sua vida. Ao voltar para a colméia, é alimentada e cuidada de muita atenção pelas operárias. Se neste trajeto de volta para casa ela morrer, por alguma razão, a colméia inteira está condenada ao fim. Após o vôo nupcial, a vida da rainha se resume a colocar ovos para formação de novas operárias e liberar hormônios para a coordenação e orientação da colméia.

Aqui operárias construindo um casulo real para o nascimento de uma nova rainha!

Aqui a célula real já pronta e provavelmente com uma rainha sendo criada.

A rainha (centro) sendo paparicada por várias operárias.

Aqui a abelha rainha em uma de suas tentativas de cópula com o pobre zangão!

A rainha linda com o abdome bem expandido… A natureza é 1000!

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O ciclo de vida impressionante da libélula!

18 abril, 2010

Uma libélula vive até quatro anos, porém o tempo de vida adulto é muito curto. Existem três fases do ciclo de vida libélula, o ovo, a ninfa e o adulto. A maior parte do ciclo de vida de uma libélula é vivida no estágio de ninfa e raramente podemos acompanhá-lo, a menos que você esteja nadando debaixo d’água em um lago ou lagoa, com os olhos abertos, é claro!

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O macho e a fêmea de libélula copulam enquanto estão voando. Uma vez fecundada a fêmea deposita seus ovos em uma planta na água, caso não exista uma planta por ali, ela simplesmente deixa os ovos caírem na água. Tenho certeza que a maioria das pessoas já viram uma libélula encostando a “bundinha” na água. Pois, neste momento ela está depositando seus ovos.

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Quando os ovos eclodem libélula, o ciclo de vida da larva começa como uma ninfa (uma libélula adolescente, feia). A ninfa se parece com uma pequena criatura alienígena (veja a foto). Elas não tem asas e vivem na água durante muito tempo passando por vários estágios de desenvolimento. Este estágio de vida pode durar até quatro anos para ser concluída. Até lá, as ninfas devoram tudo que é animalzinho que verem pela frente: larvas de peixe, girinos, larvas de mosquitos e por aí vai…

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Assim que a ninfa está totalmente desenvolvida, chega o momento de sair da água para a metamorfose. Para isto, ela rasteja e escala o caule de uma planta ali perto da água. A ninfa adere sua pele no caule por onde fica até que o adulto resolva emergir. Neste tempo ela se mantém muito quieta, não come e não se mexe.

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O jovem resolve deixar aquele corpo de alienígena, ele “quebra” a casquinha e vai deixando o corpo antigo para trás. É um momento fabuloso. A pele que a ninfa deixa para trás é chamado de exúvia e não é muito difícil encontrar essa casquinha ainda preso ao caule, perto de um local de água doce.

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Quando a libélula deixa a exúvia, ela ainda se mantem ali esperando que o contato com o ambiente se ocupe em secar suas asas. Logo que estão prontas, ela já sai a procura de alimento e de um companheiro. Uma vez que a libélula encontra um companheiro o ciclo recomeça. Os adultos de vivem somente cerca de dois meses.

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As libélulas são chamadas também de dragonfly, que quer dizer MOSCA DRAGÃO. Adoro esse nome!

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Este post foi sugerido por uma leitora através de email:

Certa vez vi num canal de TV o ciclo de repordução da libélula, foi um vídeo muito interessante e lindo! Mostrou que os ovos são colocado na água durante um tempo e… Poxa! como eu queria ver todo esse processo ou pelo menos lê como tudo ocorre novamente…

Greice Santana

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Quando você pensa que já viu tudo… Formigas-Pote de mel

7 março, 2010

Quando você pensa que já viu tudo no mundo dos insetos, surge uma informação diferente de nos deixa de queixo caído! Existem algumas espécies de formigas que são chamadas de “formiga-pote de mel”. A princípio parece estranho, mas elas apenas tem uma maneira bem diferente de guardar comida.

Moradoras de locais de clima desérticos, algumas formigas  vivem como potes de mel, literalmente. Após as chuvas, as plantas do deserto (chamadas efêmeras, por só surgirem em período chuvoso) produzem uma rica quantidade de néctar e as formigas precisam acumular o bom alimento suficiente, sem desperdício para sobreviverem em tempos secos. Pasmem, algumas operárias são escolhidas como “reservatório” de néctar e são alimentadas por outras formigas até que se abdome acumule de forma que inche de forma impressionante, até não consigam mais se mover. Em alguns casos, podem alcançar o tamanho de uma uva!

Depois de estarem completamente inchadas com o mel, elas prendem suas garras no teto do formigueiro subterrâneo, onde se comportam como recipientes reservatórios de comida. Durante os tempos secos, quando o suprimento alimentar do deserto acaba de vez, suas companheiras retornam para a colônia e um simples movimento em suas antenas já é o sinal para que regurgitem o conteúdo armazenado e todo o formigueiro se alimenta com o mel. Pensa que elas morrem? De jeito nenhum, elas acabam voltando ao corpinho esbelto que tinham antes do processo. Isso que eu chamo de “efeito sanfona”. Consegue imaginar?

A escolha dos membros da comunidade que serão “honeypot”, é simples: aquelas operárias que possuem o corpo mais robusto são as escolhidas. Em todo o mundo, existem grupos diferentes destas formigas  que podem ser dos gêneros Myrmecocystus, Camponotus, Melophorus, entre outros!

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Bonobos (Chipanzé pigmeu): O sexo é uma farra!

28 janeiro, 2010

“Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero. “
( Pierre Beaumarchais )

Queridos,

O post dos macacos bonobos foi deletado do Blog. O texto publicado aqui foi retirado do livro: Natureza Radical – O livro dos recordes das plantas e dos animais, um livro incrível ilustrado, com vários assuntos interessantes. O autor é Mark Carwardine, um zoológo sério que ama fotografar animais, quem quiser conhecer, este é o site dele: http://www.markcarwardine.com/index.php

Fiquem a vontade. As críticas são sempre um alerta e  um aprendizado para mim!

Um grande beijo!

Karlla Patrícia…

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Postado por Karlla Patrícia