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“Células da ansiedade”: Cientistas encontram as células cerebrais responsáveis pelos transtornos de ansiedade

Cientistas encontram as células cerebrais responsáveis pelos transtornos de ansiedade

“Células da ansiedade”: Cientistas encontram as células cerebrais responsáveis pelos transtornos de ansiedade
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Os distúrbios de ansiedade envolvem uma preocupação excessiva que não desaparece. Esses distúrbios incluem transtornos de ansiedade generalizada, transtorno de pânico e transtorno de ansiedade social. Agora, cientistas americanos publicaram na revista científica Neuron uma descoberta sensacional: Eles encontraram os neurônios que parecem controlar os níveis de ansiedade.

Apesar de a pesquisa estar apenas no começo, a descoberta está sendo considerada um “tremendo avanço”. Isso porque, agora, será muito mais fácil encontrar tratamentos mais eficazes para os transtornos de ansiedade, que afetam 1 em cada 5 adultos nos EUA. “Se pudermos seguir com essa pesquisa, será possível desenvolver as ferramentas para ligar e desligar os principais neurônios que regulam a ansiedade nas pessoas”, disse Joshua Gordon, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental, que ajudou a financiar a pesquisa.

Os cientistas descobriram neste estudo quais células no hipocampo eram culpadas pelos transtornos de ansiedade. O hipocampo é justamente a área do cérebro envolvido na ansiedade, como também na navegação e na memória.




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Como foi feito o experimento

Para o estudo, foram utilizados ratos de laboratório com sintomas de transtornos de ansiedade. Os cientistas explicaram que os ratos tendem a ter medo de lugares abertos. Então, eles foram colocados em um labirinto no qual alguns caminhos levaram a áreas abertas. O labirinto deixava os ratos extremamente ansiosos, porque eles sabiam que andar por ali poderiam ser levados para uma área aberta do qual sentem medo.

Quando os pesquisadores monitoraram a atividade das células cerebrais no fundo do hipocampo nos ratos, descobriram que elas se tornaram mais ativas quando os animais entravam no labirinto.



No entanto, esta atividade não provou que as células estavam causando comportamento ansioso. Assim, a equipe encontrou uma maneira de controlar a atividade desses neurônios usando uma técnica chamada optogenética.

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Eles ficaram surpreendidos, pois quando aqueles neurônios que ficavam ativos dentro do labirinto eram desligados, os ratos passavam a explorar não só o labirinto, mas também as áreas abertas. Quando os neurônios forma novamente ligados, os ratos, voltaram a ficar ansiosos e evitarem entrar no labirinto.

Apesar de a pesquisa ter encontrado um grupo de neurônios no hipocampo que causavam ansiedade, ainda é cedo para pensar em uma cura para os transtornos de ansiedade. A equipe sabe que este é só uma peça do quebra-cabeça e ainda há muito a se descobrir.



npr  Artigo: Mazen Kheirbek et al

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