Estudos e pesquisas

Você sabia disso? Há 25 anos, neurocientista mostrou diferenças cerebrais entre homens “hetero” e homossexuais

Você sabia disso? Há 25 anos, neurocientista mostrou diferenças cerebrais entre homens “hetero” e homossexuais
5 (100%) 1 vote

Em 1991 o neurocientista Simon Levay causou um “reboliço” científico ao publicar na Revista Science uma diferença cerebral entre homens heterossexuais e homossexuais. O artigo revela que há uma altercação em um pequeno conjunto de células, conhecido como o terceiro núcleo intersticial do hipotálamo anterior, nos homens gays quando comparados com homens que tem preferência sexual pelo sexo oposto.

Segundo o artigo, o terceiro núcleo intersticial do hipotálamo anterior, conhecido como INAH3, é maior em homens heterossexuais e mais: grupos de células masculinas nos gays são, segundo o estudo, do mesmo tamanho que as mulheres.


Por menor que fosse essa diferença, o médico revelou que a mínima alteração no centro sexual chave do cérebro, implicaria que a orientação sexual era influenciada por – ou pelo menos refletida na – anatomia. E, portanto, o comportamento homossexual deixaria de ser uma escolha de estilo de vida, como ainda era definido há 26 anos.

Apesar de, supostamente, encontrar a diferença na anatomia do cérebro entre homens homo e hetero, o neurocientista foi duramente criticado, pois o estudo não comprovou que a homossexualidade é genética ou que há uma causa genética para ser gay. Ele não conseguiu mostrar que os homossexuais nascem assim. “É verdade. Eu não encontrei o centro gay no cérebro, mas estou dando estímulo para um futuro trabalho”, disse modestamente na época.

Ele explicou que não é possível ainda saber se as diferenças encontradas estavam lá no nascimento ou se apareceram mais tarde. Essa alteração poderia ter se desenvolvido após o nascimento da pessoa, embora ele se dizia certo de que já nasciam com a alteração. Na época, o médico disse que o ideal seria verificar cérebros de bebês recém-nascidos, medir o tamanho do grupo celular e esperar 25 anos para ver qual seria sua orientação sexual. Mas, em 1991, ainda não existia uma tecnologia para medir estruturas de imagens tão pequenas nos bebês.

Em entrevista à Discover Magazine em 1994, o neurocientista se mostrou irritado com as críticas de que ele estava querendo fazer o mundo engolir a ideia de que os homens gays eram mulheres disfarçadas. “Estou dizendo que os homossexuais têm um INAH3 de uma mulher – eles têm o cérebro de uma mulher nessa parte específica. Em uma região do cérebro que regulava a atração sexual, seria sensato que o que você ver em homens gays é como o que você vê em mulheres heterossexuais”, explicou LeVay mostrando que dizia isso como base de comparação.

Apesar das duras críticas, hoje o estudo de LeVay é amplamente citado em trabalhos com ideologia de gênero.

discovermagazine / artigo: LeVay S.

Novidades

Topo