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Três tratamentos para “cura gay” utilizados no passado

Três tratamentos para “cura gay” utilizados no passado
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Depois da liminar concedida para que psicólogos ofereçam a terapia de reversão sexual, conhecida como ‘cura gay’, muitas pessoas passaram a questionar sobre o assunto. Este tratamento estava proibido pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999.

O fato é que muitas pessoas desconhecessem que este tipo de “acompanhamento” já aconteceu de forma bastante invasiva no passado. No início do século 20, muitas famílias que tinham seus filhos homossexuais os encaminhava para um hospital psiquiátrico. Acreditava-se que “ser gay” era uma doença mental que exigia tratamento assim como uma esquizofrenia. Seguem abaixo 3 dos tratamentos “bizarríssimos” utilizados no passado para “curar” homossexuais.


1- Castração

A década de 1940 talvez tenha sido a pior para os homossexuais. Se um indivíduo apresentasse qualquer comportamento duvidoso, acabava sendo brutalmente hostilizado. Quando uma família desconfiava que um membro fosse gay, ele era internado em uma clínica psiquiátrica. Como era uma “doença mental”, a pessoa não tinha escolha.

Nestas clínicas, a promessa era “cura sexual”, na qual diversos tipos de terapias invasivas eram feitos. Em último caso, sob consentimento da família, os homossexuais eram castrados literalmente. Na verdade, este método surgiu na Alemanha, quando os nazistas o desenvolveram para “curar” os homens com comportamento afeminado ou que se assumiam atraídos por outros homens.

2- Lobotomia

A Lobotomia foi um método de tratamento para doenças mentais de modo geral, muito utilizado. Envolvia uma espécie de cirurgia no lobo pré-frontal do cérebro. Nesta época, como a homossexualidade era considerada uma doença mental, as lobotomias passaram a ser utilizadas também nos gays. Tudo sob consentimento da família, claro!

Havia perfurações no crânio do paciente, com remoção de pequena porção da parte branca do cérebro. Esperava-se que ele acalmasse com isso. Obviamente, que muitos até morreram ou ficaram com sequelas graves, mas nesses tempos, tudo era melhor do que ter um membro da família gay.

3- Tratamento de choque no genital

Na década de 1970, embora a Associação Americana de Psiquiatria ter desclassificado a homossexualidade como doença mental, muitos homossexuais da época ainda se achavam doentes. Então muitos médicos utilizavam um dispositivo chamado “Shocker” na qual uma tela exibia imagens que estimulariam a excitação homossexual, caso o paciente tivesse uma ereção, recebia um choque nas partes íntimas.

Este tipo de tratamento, psicologicamente, funcionava como terapia de condicionamento. O cérebro passava a associar imagens homossexuais com dor e, portanto, não prazerosas. Este, tornou-se um tratamento de “cura gay” amplamente utilizado, inclusive eram feitos também em casa.

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