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Nem tudo que parece é: magros que são gordos e gordos que são magros. Atenção, você pode ser um deles!

Nem tudo que parece é: magros que são gordos e gordos que são magros. Atenção, você pode ser um deles!
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A nossa ideia desde sempre é que se uma pessoa é gorda, ela é uma pessoa doente, com colesterol nas nuvens e glicose altíssima. E, em contrapartida, os magros, no nosso conceito são pessoas saudáveis, com tudo em dia: colesterol, triglicerídeos, glicose. Mas, o gordinho participa de esportes radicais, dança a noite toda e tem uma mega disposição. Enquanto isso, o magrinho, ainda jovem, do nada teve um infarto ou um AVC.

Essas “exceções”, só foram olhadas de perto pelos médicos nos anos 1980 quando se descreveu os termos: “obeso metabolicamente saudável” e “magros metabolicamente obesos.


Apesar de não se saber ao certo o mecanismo pelo qual isso ocorra, acredita-se os “gordos que são magros” tenham alterações metabólicas que os tornem a sensibilidade a insulina preservada. Ou seja, apesar de terem ganhado peso, são pessoas que não desenvolveram a chamada “resistência à insulina”. Em consequência disso, não são tão propensos a fatores comuns aos diabéticos, como: a pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão arterial (pressão alta), tampouco a terem HDL baixo (o bom colesterol), elevação de triglicerídeos e esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).

Além disso, os obesos metabolicamente saudáveis costumam ter a gordura visceral cerca de 50% menor do que os obesos habituais, apesar de se apresentarem igualmente gordos. Esta gordura visceral se localiza mais profundamente no abdome, alojada em meio aos órgãos vitais como pâncreas, fígado, coração. É ela que nos mais ou menos propensos a diabetes e hipertensão.

É por isso, que temos os magros metabolicamente obesos, que são pessoas com índice de massa corporal normal, porém que apresentam péssimos exames de sangue, apresentando quadros como: pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, HDL baixo e triglicerídeos elevados. São pessoas que, de maneira geral, apresentam aumento da quantidade de gordura visceral e redução da quantidade de gordura periférica. Em outras palavras, pernas finas, pouca gordura em glúteos, culotes e braços, porém com bastante gordura acumulada em fígado, músculo, pâncreas e coração.

Mesmo sabendo que existe um pequeno grupo de pessoas obesas que são “magras por dentro”, a obesidade não é sinônimo de saúde e esta pessoa, precisa se cuidar para não entrar no grupo de risco. Ambos os grupos (magrinho com gordura nos órgãos e gordinho saudável) devem estar rigorosamente em dia com seus exames.

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