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Existe um lugar no mundo onde nada se decompõe desde 1986. Cientistas estão verdadeiramente preocupados!

Existe um lugar no mundo onde nada se decompõe desde 1986. Cientistas estão verdadeiramente preocupados!
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Já se passaram quase 30 anos desde que o acidente de Chernobyl provocou o maior desastre nuclear da história, mas os efeitos da catástrofe ainda são sentidos. Diversos cientistas têm estado intrigados com o comportamento da região afetada pela radiação em Chernobyl. Diversos estudos estão indicando que a matéria orgânica não entra em decomposição nos locais onde o nível de radiação ainda é alto.

Além das aves da região estarem nascendo com cérebros bem menores e as árvores crescerem mais devagar, um novo estudo publicado na Oecologia,  indicou que os organismos responsáveis pela decomposição de matéria orgânica (fungos, bactérias e alguns insetos) perecem não estar fazendo seu trabalho desde o acidente. Desde 1991, os cientistas estão estudando o “lixo” acumulado no solo das regiões mais afetadas e descobriram então As folhas que caem das árvores e os troncos e galhos que caem no solo simplesmente permanecem lá, como se estivessem petrificado.


Ao que parece, o desequilíbrio das populações de decompositores, portanto, promove grande impacto no ecossistema. Estima-se que o material orgânico das áreas que até hoje permanecem contaminadas possui índice de decomposição três menores do que as outras regiões.

Segundo Timothy Mousseau, biólogo da Universidade da Carolina do Sul, nas áreas sem radiação, 70 a 90 por cento das folhas se decompuseram e desapareceram após um ano. Mas em locais onde mais radiação estava presente, as folhas mantiveram cerca de 60% do peso original. “Nossos resultados apontam que a radiação inibiu a decomposição microbiana da serrapilheira”, disse.

Risco de incêndio

Outros estudos descobriram que a área de Chernobyl está em risco de incêndio. Depois de 27 anos acumulando folhas que nunca se decompõe no solo, é possível que isso seja combustível para um monstruoso incêndio florestal. Isso representa um problema mais preocupante do que apenas a destruição ambiental: os incêndios podem potencialmente redistribuir contaminantes radioativos para locais fora da zona de exclusão.

Quando perguntado do que pode ser feito para resolver o problema, Mousseau diz: Infelizmente, não há uma solução para o problema. O que podemos fazer é manter o monitoramento das áreas afetadas.

Fonte e Imagem: smithsonianmag Artigo: Timothy A. Mousseau et al

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