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Uma epidemia de sífilis agressiva está se alastrando no Brasil. Médicos apontam aplicativos de paquera (Tinder, Badoo, Grindr) como grandes disseminadores da doença



Uma doença que não escolhe idade, sexo, nem classe social. A sífilis é sem dúvida uma das mais temidas doenças sexualmente transmissíveis, mas que parecia controlada pelo surgimento dos antibióticos de última geração. No entanto, o Ministério da Saúde divulgou dados que mostram aumento superior a 5000% nos casos registrados da sífilis. Entre junho de 2010 e 2016 foram notificados quase 230 mil casos novos da doença, de acordo com o último boletim epidemiológico do governo.

A sífilis pode atingir além dos órgãos genitais, outras partes do corpo em diferentes estágios. A grande responsável pela doença é a bactéria Treponema pallidum. Uma vez em contato com a bactéria, a transmissão ocorrerá. Além da contaminação por relação sexual, também é possível adquirir sífilis de mãe para filho, por transfusão de sangue, por contato com o sangue contaminado ou até mesmo através de feridas expostas.


Situação do Brasil

No Brasil, a sífilis saiu dos holofotes a ponto de nem ser obrigatório que serviços de saúde avisassem o Ministério da Saúde quando encontrassem um caso. A notificação só passou a ser obrigatória em 2010. Mas agora, o Ministério da Saúde admitiu que o Brasil enfrenta uma epidemia de sífilis. Na verdade, o novo cenário da doença foi qualificado como “epidemia” somente em 2017, mas vem se desenvolvendo há mais tempo. A maioria desses ocorreu na região Sudeste (56,2%) e afetou pessoas na faixa etária dos 20 aos 39 anos (55%).

Atualmente, a situação se agrava quanto a sífilis congênita, transmitida de mãe para filho, a cada mil bebês nascidos no Brasil, 6,5 são portadores de sífilis. Isso mostra que a incidência da sífilis congênita praticamente triplicou em meia década. Um bebê contaminado com sífilis sofre com comprometimentos muito sérios do sistema nervoso central, com doença neurológica, com quadros de demência, manifestações auditivas, oculares, com manifestações cardíacas e ósseas.

Aplicativos de paquera

Dr. Jairo Bouer, médico psiquiatra alertou em entrevista à revista Época que existe uma suspeita de que os aplicativos que promovem encontros sexuais, como o Tinder, Badoo e o Grindr (voltado para o público gay), possam dar sua contribuição na disseminação das doenças antigas, como a sífilis. Ele conta que as pessoas parecem se prevenir menos quando utilizam esses aplicativos. “Pegar essa doença está muito mais fácil agora”, disse.

Fonte: epoca / g1 Imagens: sa.sol / clicoeste

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