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Entenda o melanoma, o câncer de pele que ocorre quando as células produtoras de melanina “enlouquecem”

Entenda o melanoma, o câncer de pele que ocorre quando as células produtoras de melanina “enlouquecem”
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Melanoma é um tipo de câncer maligno que atinge a pele. Tem origem nos melanócitos, as células que produzem o pigmento da pele, e podem ocorrer tanto na pele, como nos olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. É considerado um dos tipos de câncer mais perigosos, pois apresenta essa capacidade de invadir qualquer órgão causando a metástase e por isso com grande letalidade. Além disso, há diversos tipos de melanomas, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.

O câncer de pele no Brasil é o mais frequente e corresponde a 30% de todos os tumores malignos no país, embora o melanoma represente apenas 3% das neoplasias malignas do órgão. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de quase 6 mil novos casos por ano e o número de mortes em 2013 foram mais de 1500 pessoas. O melanoma pode surgir da pele normal ou a partir de alguma mancha ou lesão pigmentada. Em alguns casos, aparece uma pinta escura com bordas irregulares que acompanha coceira e descamação. Em outros, uma pinta pré-existente aumenta de tamanho, altera a cor e forma da lesão, além de apresentar bordas irregulares.


Melanoma maligno na boca (gengiva inferior e lábio inferior).

O melanoma ocorre quando algo dá errado nas células produtoras de melanina. Algumas células se desenvolvem com danos no DNA e por isso as novas células podem começar a crescer fora do controle e formar uma massa cancerosa. A exposição solar, idade, sexo, características da pele, histórico familiar, histórico pessoal e genética são os principais fatores de risco desse tipo de câncer. O diagnóstico dele pode se realizado de forma clínica através de uma avaliação médica e pelo exame anatômico patológico (biópsia) do tecido. Além disso, pode ser realizada uma dermatoscopia, tipo uma fotografia ampliada da pinta na pele que pode ser observado melhor a lesão. Tem também a microscopia confocal que é um diagnóstico por imagem não invasiva que permite a avaliação das camadas da pele num tecido ainda vivo. Tem os exames de imagem para ver se o câncer se espalhou para outras partes do corpo que podem ser a tomografia de emissão, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Lembrando que a biópsia é o único exame para diagnóstico definitivo do câncer.

Melanoma maligno na sola do pé!

O tratamento depende do tamanho e estágio do câncer, por isso quanto mais cedo o diagnóstico melhor será o resultado do tratamento. Quando o melanoma está no seu estágio inicial geralmente uma pequena cirurgia para remover o tumor é necessária. Já quando o câncer está mais avançado é necessária a remoção da pele afetada, linfonodos comprometidos, além de quimioterapia, radioterapia, terapia biológica e terapia-alvo. Conviver com esse tipo de câncer pode ser bem tranquilo quando associado a uma vida saudável, ou seja, uma alimentação equilibrada, muito protetor solar e evitar exposições prolongadas ao sol. Atividades físicas auxiliam durante o tratamento e melhoram a qualidade de vida desses pacientes, por isso nada de ficar parado no tempo. Lembrando que a prevenção é o melhor tratamento para o câncer, por isso usar filtro solar no mínimo 30, diariamente e evitar o sol entre os horários das 10h às 16h, além disso, procure sempre um dermatologista para analisar qualquer tipo de anormalidade na sua pele, pois quanto mais cedo for o diagnóstico melhores serão os resultados e a cura do câncer.

Melanoma maligno no pé, entre os dedos!

Fontes: oncoguia / inca
Artigos: Wallace H. Clark et. al /  M. Bittner et. al
Imagens: Reprodução/  tuasaude / tamaraabrantesdermatologista / aocd /atlasgeneticsoncology

 


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