Alimentação

Pesquisas avançam e nanotecnologia pode deixar nossos alimentos mais saborosos e saudáveis

Cientistas espalhados pelo mundo trazem vários estudos com a utilização da nanotecnologia na busca de uma vida saudável e melhor para população. Alguns pesquisadores estão estudando desde embalagens melhores dos alimentos até processamento de alimentos com nanopartículas que deixariam o alimento com um sabor melhor e mais saudável. Mas será que isso, realmente, pode trazer benefícios para a saúde humana? A resposta ainda é duvidosa, uma vez que não há estudos especializados confirmando a eficácia e nem se as nanopartículas são seguras dentro do nosso organismo ao longo do tempo.

A nanotecnologia é uma ciência recente e por isso há muito para ser investigado antes de colocá-lo na vida cotidiana das pessoas, porém, os cientistas estão empenhados arduamente para que a vida seja melhor e mais saudável. Para você ter uma ideia do tamanho de uma partícula de um nanômetro, imagine que uma bola de futebol seja essa partícula ao lado do planeta Terra, difícil essa comparação? Pois é, o nanômetro é a bilionésima parte de um metro, ou seja, uma partícula extremamente pequena que pode influenciar vários organismos, inclusive o ser humano.


Cientistas já estão criando embalagens inteligentes com a nanotecnologia, capaz de monitorar a condição e integridade do alimento enquanto estão sendo armazenados ou transportados, por exemplo, se o alimento for contaminado ou aberto acidentalmente antes do consumo, sensores na embalagem pegariam gases produzidos pelas bactérias e mudariam de cor para alertar ao consumidor sobre o ocorrido. Cientistas israelitas publicaram um estudo onde revelam ter descoberto que o revestimento de embalagens com nanopartículas de prata combatem bactérias como a Escherichia coli e prolonga a validade do alimento. Outro uso dessa tecnologia, divulgado em uma publicação na Food and Bioprocess Technology na seria mascarar o sabor de alguns alimentos, como o uso do nano-encapsulamento com Omega-3 em pães, essas partículas ficaram intactas até atingir o estômago evitando o odor de peixe no alimento ingerido e ainda ficaria enriquecido e mais saudável.

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Enquanto isso, pesquisadores da Universidade de Nottingham, Inglaterra, estão utilizando nanopartículas de sal para aumentar a salinidade sem aumentar a quantidade de sal nos alimentos, evitando o excesso, chegando a reduzir até 90% do sal mantendo o mesmo sabor. O estudo foi publicado no site oficial da Universidade.

É claro que toda essa investigação sobre a nanotecnologia pode ajudar a melhorar bastante a vida das pessoas, porém é necessária muita pesquisa para saber até onde essa nanopartícula pode chegar ao organismo do ser humano. Essa absorção lentamente diariamente pode ser acumulada em algum órgão, a médio e longo prazo, principalmente no fígado e rins, por exemplo. Os pesquisadores ainda não chegaram numa conclusão sobre esses riscos e o estudo da associação da nanotecnologia com os alimentos ainda é incompleta, por isso será necessária muita pesquisa e anos de estudos clínicos para realmente confirmar a eficiência e eficácia dessa tecnologia no processamento de alimentos para o consumo humano, enquanto isso não acontece de fato, podemos nos beneficiar da nanotecnologia sem comê-la, por enquanto!

Site: iflscience
Artigos: Nanoencapsulation Techniques... + Nano-coated ‘killer...  + Eminate awarded US...
Imagens: Reprodução/nanotechmag/ expatads

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