Curiosidades

Pesquisadores descobriram uma nova forma de vida que vive na nossa saliva e pode causar doenças

Pesquisadores norte-americanos descobriram uma nova forma de vida escondida na nossa saliva. Trata-se de um tipo de bactéria parasita que depende das nossas bactérias da boca para sobreviver. A nova bactéria tem apenas 700 genes e é a primeira linhagem já descoberta que é completamente dependente de outras bactérias. Se isso não te parece suficientemente assustador, esta nova forma de vida também está relacionada a diversas doenças incluindo doença da goma, fibrose cística e resistência antimicrobiana.

O novo parasita que ainda não tem nome, mas tem sido previamente chamado de TM7, foi descoberto por cientistas da University of Washington School of Dentistry, que detectaram fragmentos de um misterioso RNA em um teste de saliva humana. O genoma não foi ligado a nenhum outro organismo conhecido. Curiosamente, outros laboratórios já haviam encontraram o mesmo código de RNA, contudo, também não conseguiram descobrir a origem. Mais tarde, a equipe descobriu que o misterioso RNA pertencia a uma bactéria parasita de outra conhecida como Actinomyces odontolyticus.




Na verdade, trabalhos prévios já mencionavam bactérias que parasitavam outras bactérias, no entanto, é a primeira vez que estiveram diante de uma estirpe inteiramente dependente. A nova bactéria não é capaz de produzir os aminoácidos essenciais para sua sobrevivência. É por isso que foi tão difícil identificá-la, pois é impossível cultivá-la e mantê-la viva no laboratório sem um hospedeiro.Elas são ultra-pequenas e vivem na superfície de sua bactéria hospedeira”, disse Jeff McLean autor do estudo.

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Preocupados com a possibilidade de a nova bactéria causar doenças, eles passaram a pesquisar e então descobriram altas concentrações de genoma do hospedeiro em pessoas com doença periodontal e fibrose cística. O papel da nova bactéria parece ser “mascarar” a presença da Actinomyces – a bactéria hospedeira – e permitir que ela possa escapar do sistema imunológico.

Fonte: sciencealert / newscientist
Imagens: Reprodução/ iflscience/ alanortenoticias


Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


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