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Cientistas gregos podem ter descoberto uma maneira de reverter a menopausa

Um novo tratamento desenvolvido por pesquisadores gregos supostamente tem o poder de reverter a menopausa, e fazer com que mulheres na pós-menopausa passam a liberar óvulos mais uma vez. Isso quer dizer que mulher na menopausa podem realizar o sonho de ser mãe. A ideia é que o tratamento possa ajudar principalmente as mulheres que sofrem de menopausa precoce, uma condição que afeta pelo menos 1% das mulheres.

Ao contrário dos homens, que produzem esperma continuamente, as mulheres já nascem com todos os seus óvulos que são liberados, em média, uma vez por mês, entre o início da puberdade e do início da menopausa. Isso significa que, como envelhecimento da mulher, a quantidade de óvulos que ela carrega mais diminuindo cada vez mais.  Normalmente em torno de 50 anos de idade começa a menopausa, terminando a fertilidade, parando o corpo liberar os óvulos.

Muitas mulheres têm deixado para ter seus filhos mais tarde, e algumas vezes decidem tarde demais. Essa acaba sendo uma das razões de casais buscarem a fertilização in vitro. Mas agora uma equipe de pesquisadores liderada por Konstantinos Sfakianoudis da Gênesis Atenas – uma clínica de fertilidade grega – está afirmando que eles podem sim serem capazes de reverter a menopausa, utilizando o próprio sangue da mulher para reiniciar seu ciclo menstrual. Segundo os médicos da clínica Genesis, em Atenas, entre as pacientes tratadas há uma que já não menstruava há cinco anos.

Konstantinos e sua equipe usaram o tratamento com PRP (Plasma Rico em Plaquetas), que consiste na retirada e centrifugação de sangue da paciente, num processo que leva ao isolamento das moléculas que desencadeiam o crescimento de tecidos e vasos sanguíneos. Se os resultados da pesquisa forem confirmados, a técnica poderá ser usada para aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas, ajudar pacientes com menopausa precoce a ficarem grávidas e atuar no combate aos efeitos da menopausa.

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Os médicos ainda não têm certeza sobre como a técnica funciona ou como o PRP desencadeou a menstruação. Sfakianoudis afirma que usou a técnica em cerca de 30 mulheres com idades entre 46 e 49 anos e que queriam ter filhos. “Parece funcionar em cerca de dois terços dos casos. Observamos mudanças nos padrões bioquímicos, uma restauração da menstruação”, disse.

Os pesquisadores ainda não publicaram os resultados da pesquisa em nenhuma revista científica. “Precisamos de estudos maiores antes de sabermos com certeza qual é o grau de eficácia do tratamento”, afirmou o médico.

Fonte: zap/ newscientist/ bbc
Imagens: Reprodução/bolsademulher/ extra
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