Comportamento

A exposição constante à luz de smartphones e outras fontes pode causar osteoporose e queda de imunidade, diz estudo



Hoje em dia é praticamente impossível ficar longe de luzes artificiais. Como se já não bastasse a iluminação de casa e da boa e velha televisão, ainda temos atualmente os tablets, celulares e o telas de computadores jogando cargas e mais cargas de luzes em nossos corpos. Parece que essa convivência com luz artificial pode ser prejudicial ao ser humano a longo prazo.

Um pesquisa recente publicada na revista Current Biology  liderada por Johanna Meijer, pesquisadora do Centro Médico da Universidade de Leiden, na Holanda, utilizou ratos para constatar o quanto a exposição à luz pode afetar seriamente a saúde. Os animais foram tirados da rotina de ciclo natural de dia/noite.  Johanna conta que o ciclo claro-escuro no ambiente é importante para a saúde. “O estudo mostrou que a ausência de ritmos ambientais conduz a grave ruptura de uma ampla variedade de parâmetros de saúde” explica.


Os experimentos testaram ratos em laboratório iluminados constantemente por um período de 24 semanas, medindo a resposta dos animais para a luz ininterrupta. A resposta não foi boa: os mais de 130 ratos envolvidos no estudo, ficaram quase meio ano sem conviver com o clima escuro e os pesquisadores constataram a perda de massa muscular e óssea, mostrando os primeiros sinais de osteoporose. Os animais também entraram em estado pró-inflamatório, que normalmente se observa só na presença de bactérias e outros estímulos nocivos.

A exposição à luz artificial de forma constante e durante meses provoca “muitas consequências negativas” para a saúde.

A exposição à luz artificial de forma constante e durante meses provoca “muitas consequências negativas” para a saúde.

A análise da atividade cerebral das cobaias envolvidas no estudo mostrou que a exposição constante à luz reduz o ritmo cardíaco até 70% numa zona do hipotálamo chamada núcleo supraquiasmático – que controla o funcionamento do sistema nervoso. O ritmo cardíaco é o relógio biológico dos seres vivos que se ativa a cada 24 horas e rege às funções fisiológicas.

Contudo, os cientistas qualificam estes efeitos negativos para a saúde como reversíveis quando o ciclo natural de luz-escuridão se restabelece: quando os ratos voltaram a um ciclo normal depois de duas semanas, os neurónios da região do núcleo supraquiasmático recuperaram o seu ritmo normal e os problemas de saúde diminuíram.

Cerca de 75% da população mundial está exposta à luz durante a noite, muitos trabalham nesse horário ou encontram-se, por exemplo, em residências ou unidades de cuidados intensivos submetidos a luz constante, lembra o comunicado.  No entanto, os resultados não podem ser aplicados aos seres humanos ainda, mas mostram uma tendência preocupante que é decididamente necessário aprofundar nas pesquisas.

Site: sciencealert/  movenoticias/
Artigo: Environmental 24-hr Cycles Are Essential for Health
Imagens: Reprodução/bbc / coxinhanerd
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