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Estudo genético está próximo de explicar o mistério do pescoço comprido das girafas

Estudo genético está próximo de explicar o mistério do pescoço comprido das girafas
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O pescoço extraordinariamente comprido das girafas é uma fonte de mistério científico desde os anos de 1800, quando Charles Darwin apresentou as primeiras teorias sobre o assunto. Agora, pesquisadores Penn State University, nos Estados Unidos conseguiram, pela primeira vez, sequenciar o genoma das girafas e dos seus “familiares” vivos mais próximos, os ocapis, obtendo pistas importantes que ajudam a explicar o pescoção.

As girafas são misteriosas, além daquele pescoço comprido, as pernas longas permitem que atinjam altas velocidades. Além disso, elas têm um sistema cardiovascular único que permite ao coração bombear o sangue até cerca de 2 metros acima, para chegar ao cérebro. “Isso só é possível porque o coração da girafa evoluiu para ter um ventrículo esquerdo inusitadamente grande e a espécie também tem uma pressão sanguínea que é duas vezes mais alta do que a de outros mamíferos”, explica a publicação no site da Penn State University.


Embora ainda não revele na totalidade o enigma, o estudo orientado pelo Dr. Douglas Cavener, professor de biologia da Penn State University e Morris Agaba, do Instituto Africano Nelson Mandela de Ciência e Tecnologia, comparou o código genético das girafas com o dos ocapis que, embora da mesma família, têm o pescoço muito curto. Também, foram comparadas com mais de 40 outros mamíferos, inclusive o ser humano. Segundo Dr. Cavener, a sequência de genes do ocapi é muito parecida com a da girafa uma vez que, ambos divergiram de um ancestral comum, há apenas 11 a 12 milhões de anos, o que é considerado recente, na escala de tempo evolutiva.

girafa

A análise comparativa dos genomas revelou 70 genes que mostram vários sinais de adaptação únicos das girafas. Metade destes 70 genes estão associados com funções que ajustam o desenvolvimento e a fisiologia do esqueleto, dos órgãos cardiovasculares e do sistema nervoso e que controlam a pressão sanguínea. Isso quer dizer que as adaptações cardiovasculares e de estatura das girafas evoluíram ao mesmo tempo através de mudanças em um pequeno número de genes. “Um dos genes mais intrigantes é o FGFRL1, que tem um cluster de substituições de aminoácidos único das girafas e que faz parte de uma família de reguladores envolvidos no desenvolvimento embrionário destes animais” acrescenta Dr. Cavener em nota.

Ocapi, parente próximo da girafa!

Ocapi, parente próximo da girafa!

Ainda, o fato de as girafas de alimentarem de folhas de acácia e de vagens de sementes de plantas que são tóxicas, indicia uma “resposta evolutiva adaptativa” para conseguirem ter acesso a mais fontes de comida. Os pesquisadores, ainda descobriram divergências encontradas entre os genes que regulam o metabolismo e o crescimento nas girafas e nos ocapis, um dos quais relacionado com o ácido fólico, uma vitamina B fundamental para o crescimento e desenvolvimento normais.

Agora, os pesquisadores esperam avaliar o quanto o misterioso “gene FGFRL1” afeta o crescimento da medula espinhal e das pernas de ratos de laboratório. Vamos aguardar novidades!

Fonte:   sciencezap.aeiou/    nature  
 Imagens: Reprodução/  vejasp/ coxinhanerd/ arkive

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