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Estudo afirma que a morte da pessoa amada causa colapso no ritmo cardíaco e pode levar à morte em 15 dias

Estudo afirma que a morte da pessoa amada causa colapso no ritmo cardíaco e pode levar à morte em 15 dias
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Quem nunca ouviu dizer que uma pessoa que perdeu (por morte) o cônjuge, veio a falecer de problemas cardíacos algum tempo depois? Até agora, isso foi considerado uma triste coincidência, mas um novo estudo, publicado na Open Heart, revista médica do British Medical Journal, mostrou que o falecimento de um cônjuge ou pessoa amada aumenta dramaticamente o risco de transtornos do ritmo cardíaco.

Na verdade, já há alguns anos, pesquisadores vem demonstrando que o risco de ataque cardíaco ou de acidente vascular cerebral aumentava nas semanas seguintes à morte de um cônjuge. No entanto, até agora, nenhum estudo mostrou a ligação do falecimento de um grande amor com a fibrilação auricular, um transtorno do ritmo cardíaco bastante frequente e que, normalmente, só aumenta de forma que a idade vai avançando.


No estudo da Open Heart analisou os casos de 88.000 pessoas que sofriam desta patologia entre 1995 e 2014, e comparou-os com um grupo de controle de 886.000 pessoas saudáveis. Ao fim, provou-se que o risco de fibrilação auricular alcança valores máximos em pessoas que enviuvaram antes dos 60 anos, quando o falecimento é inesperado. O risco é máximo de 8 a 15 dias após a morte de um familiar, e diminui progressivamente, até que, ao completar aproximadamente um ano, alcança os níveis normais para a idade.

De acordo com Simon Graff, autor do estudo, há muito tempo que o stress foi ligado à arritmia cardíaca, e a morte de um parceiro é considerado um dos acontecimentos mais estressantes na vida de uma pessoa. “Quisemos analisar neste estudo até onde poderia ir à ligação entre as duas coisas”, explicou.

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O falecimento de um cônjuge ou pessoa amada aumenta dramaticamente o risco de transtornos do ritmo cardíaco.

Com isso, a pesquisa levou a concluir que o risco de arritmia cardíaca era 41% superior nas pessoas que tinham perdido um ente querido, em comparação com os que não tinham tido experiência semelhante. No entanto, não se regista um aumento do risco de arritmia quando o falecido já estavas doente e que sua morte não tenha sido de todo uma surpresa.

Fonte: zap.aeiou openheart       
 Imagens: Reprodução/noticiasdemocraticunderground/

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