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Depois de uma reunião secreta, os cientistas anunciam que estão fazendo genomas humanos artificiais





Cientistas anunciaram que estão desenvolvendo um genoma humano artificial que estará definitivamente pronto em no máximo 10 anos. Isso significa que eles vão tentar escrever um código de DNA humano a partir do zero. Os rumores são que houve uma reunião na Harvard Medical School, onde 150 cientistas discutiram a portas fechadas a quantas andam este ambicioso projeto.

O empreendimento ousado, chamado de Human Genome Project-write, pode ser a chave para compreender o funcionamento de diversas doenças que acometem os seres humanos de uma forma nunca vista antes. Além disso, o projeto espera reduzir muito o custo do sequenciamento genético. Para conseguir isso, os cientistas esperam  que, durante a próxima década, consigam levantar 100 milhões de dólares a partir de financiamentos privados e públicos.


Embora os cientistas já tenham conseguido criar genomas sintéticos para bactérias, criar um código de DNA humano completo vai ser, obviamente, muito mais difícil. Será preciso descobrir quais substâncias químicas são necessárias para criar os 3 bilhões de bases de DNA que ficam dentro dos 23 pares de cromossomos encontrados dentro de cada núcleo da célula do nosso corpo. Depois, eles precisam organizar as substâncias químicas em ordem certa e então, arranja-las para que possam comandar uma célula e mantê-la viva. Ufa!

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A preocupação é que este tipo de pesquisa poderia nos aproximar mais da possibilidade de criarmos seres humanos imunes a doenças ou extremamente fortes e inteligentes. Os críticos deixam claro que a proposta não está preparada para lidar com as preocupações éticas. No entanto, os pesquisadores envolvidos neste estudo afirmam abertamente que o projeto vai morrer na placa de Petri, e que se conseguirem o objetivo, eles não têm nenhuma intenção ir além dele.

Tirando todas essas preocupações éticas, a verdade inegável é que este projeto provavelmente vai beneficiar todos nós, e nossos filhos, de uma maneira que não podemos sequer imaginar. “Este projeto abre  a possibilidade real, para novos tratamentos de doenças genéticas e também de todos os tipos de câncer. Estaremos colhendo os benefícios deste estudo nas próximas décadas”, disse John Ward, da University College London.

Fonte: sciencealertsciencealert2/ sciencemag  
Imagens: Reprodução/ oglobo/ zap.aeiou
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