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Composto da maconha remove proteína tóxica responsável pela progressão do Alzheimer no cérebro

Composto da maconha remove proteína tóxica responsável pela progressão do Alzheimer no cérebro
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Os especialistas estão comemorando: um artigo publicado na Aging and Mechanisms of Disease, mostrou que um composto ativo na maconha chamado “tetra-hidrocanabinol (THC)” removeu os aglomerados tóxicos da proteína “beta-amilóide” no cérebro, as responsáveis por alavancar a progressão do Alzheimer.

Embora outros estudos tenham mostrado evidências de que os canabinoides podem ser neuroprotetores contra os sintomas do Alzheimer, acreditamos que nosso estudo é o primeiro a demonstrar que os canabinoides afetasm tanto a inflamação quanto o acúmulo de beta-amiloide em células nervosas“, disse David Schubert do Salk Institute for Biological Studies da California em referência ao estudo.


Os cientistas testaram os efeitos do composto da maconha (THC) em neurônios humanos cultivados em laboratório e que simulam os efeitos do Alzheimer.  Graças às suas propriedades naturais para aliviar a dor, o THC também tem sido apontado como um tratamento eficaz para os sintomas da AIDS e da dor crônica da quimioterapia, para o estresse pós-traumático, e acidente vascular cerebral.

No cérebro, o composto da maconha (THC) se concentram nos neurônios associados ao prazer, memória, pensamento, a coordenação e a percepção do tempo, e normalmente ligam-se com uma classe de moléculas de lipídios chamados endocanabinoides que são produzidos pelo corpo durante a atividade física para promover a sinalização celular para o cérebro. Mas o THC também pode mexer com a capacidade do seu cérebro para se comunicar com ele mesmo. O que pode ser uma boa e uma coisa ruim, pois enquanto você pode se esquecer de algo importante ou perder a coordenação motora, você provavelmente vai se sentir uma incontrolável de comer tudo que vir pela frente. É o que acontece quando usuários de maconha sentem aquela fome (larica) depois de usar a droga.

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Um estudo de 2006 já sugeria que uma vez ligado aos receptores cerebrais de canabinoides, o THC poderia resultar em outro efeito sobre o envelhecimento cerebral, uma vez que, parece ajudar o organismo a limpar as acumulações tóxicas de beta-amiloide, a proteína que ajuda na progressão do Alzheimer.

Dr. Antonio Currais explica que a inflamação no cérebro é um componente importante dos danos associados ao Alzheimer, mas antes só se conhecia a resposta positiva de células do sistema imunológico do cérebro, mas nunca das células nervosas em si. “Quando fomos capazes de identificar a base molecular da resposta inflamatória da beta-amiloide, tornou-se claro que os compostos de THC que se ligam às células nervosas dão uma proteção e as impedem de morrer” completa.

Site: scientificamerican/ scripps/ sciencealert
Artigo: Amyloid proteotoxicity... & A Molecular Link… & Cannabinoids remove...
Imagens: Reprodução/somoke/ sciencealert

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