Cachorros miniatura, toy, mini, micro, zero: Cães totalmente manipulados que nascem com graves problemas de saúde

Yorkshire, Shitzu, Poodle, Maltês e Chihuahua  são as raças mais procuradas por pessoas que querem um cãozinho de companhia que possa viver tranquilamente em um apartamento pequeno. A animação com a possibilidade de ter um amiguinho de quatro patas o menor possível leva muitas pessoas a buscarem criadores que se dizem especialistas em miniatura, toy, mini, micro e zero.

O que muita gente desconhece é que a Confederação Brasileira de Cinofilia, filiada à Federação Cinológica Internacional, não reconhece as miniaturas e, portanto, as raças miniatura, toy, mini, micro e zero NÃO EXISTEM. E, por mais encantador que seja um cãozinho miniaturizado, ele nunca deve ser comprado. Do contrário estará contribuindo para que criadores inescrupulosos os continuem produzindo. Além disso, esses animais sofrem com diversos problemas genéticos e congênitos graves.

Problemas se saúde dos cães miniatura

Quando um comprador paga (caro!) por um cão miniatura, ele deve estar consciente de que estes animais terão uma vida muito difícil, convivendo com diversos enfermidades. Por mais que o dono cuide, alimente com a melhor ração, faça visitas periódicas ao veterinário e mantenha todas as vacinas em dia, não há como evitar que o seu “micro” amigo sofra com problemas genéticos e congênitos que o acompanharão por toda a vida.

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Estes problemas trazidos da gestação são preocupantes. Embora não se determine limite mínimo de peso, os especialistas sabem que adultos com menos de 1.5kg padecem pela extrema fragilidade física. Estas miniaturas têm ossos extremamente frágeis, sem qualquer estrutura que suporte até mesmo uma queda do sofá. Muitos “pais de cachorro” perderam miniaturas que tiveram fraturas múltiplas irreparáveis somente por cair da cama ou do sofá.

As fêmeas miniaturizadas não conseguem ter partos normais, requerendo cesarianas para terem seus filhotes. E, a propósito a recomendação dos especialistas é que cães miniaturas nunca devem cruzar, pois não possuem estrutura física para sustentar uma gestação completa e acabam tendo partos prematuros. Um criador de cães mini, nunca vai assumir, mas morrem muitas fêmeas miniaturas que não suportaram a gestação forçada.

Para completar, cães “zero” frequentemente apresentam moleira aberta, epilepsia e várias características de nanismo, como cabeça abobadada e olhos redondos demais. Em geral, são cães desproporcionais à raça real.

Este texto não tem o objetivo de condenar e julgar ninguém. O que fazemos aqui é alertar às pessoas que pensam em adquirir cães miniaturas dos problemas que irá enfrentar e que sujeitará o amiguinho.

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Algumas “raças micro” e os problemas que apresentam

Micro Shih tzu
Tamanho: 26,7 cm
Problemas de Congênitos: hipotireoidismo, doença no disco intervertebral, problemas respiratórios e oculares

Micro Poodle
Tamanho: até 28 cm
Problemas de congênitos: catarata, entrópio, epilepsia, torção gástrica, osteossarcoma, e doença de von Willebrand.

Micro Yorkshire
Tamanho: até 17 cm
Problemas de congênitos: Ceratite, bronquite, catarata, Linfangiectasia intestinal ( dilatação dos vasos linfáticos da mucosa intestinal) e desvio portossistêmico (anomalia hepática)

Micro Maltês
Tamanho: até 28 cm
Problemas de congênitos: Graves problemas oculares e dentição irregular e prejudicial

Micro Chihuahua
Tamanho: até 22 cm
Problemas de congênitos: dentes fracos, hidrocefalia, moleira aberta, hipoglicemia , doenças crônicas bronquite e coração.

Fonte: tudosobrecachorros/  thedodo/ pethelpful / teacup / teacupdogdaily   
Imagens: Reprodução/teacupdogdaily / guiadoyorkshireterrier / eonline