Animais

Ativista compra mil cães para que não fossem comidos em festival tradicional na China

Todo ano, a cidade de Yulin, na China, recebe o Yulin Dog Eating Festival (Festival da Carne de Cachorro de Yulin) por dez dias do mês de junho. O evento, que tem início no solstício de verão, acontece devido às crenças tradicionais chinesas de que comer carne de cachorro ajuda o corpo a suportar melhor o calor.  Cerca de 10 mil cães são mortos em matadouros improvisados na rua, cozidos e servidos ali mesmo.

De acordo com o texto publicado anteriormente pelo Diário de Biologia,  a maioria da carne canina trazida e vendida no festival provém do mercado negro. Além dos criadores ilegais que fizeram deste festival um negócio rentável, muitos dos cachorros comidos no festival são animais de rua ou de estimação que são roubados de suas famílias para serem vendidos por cerca de 9 yuan (apenas R$ 3,20, isso mesmo: três reais e vinte centavos). As pessoas que roubam os cães de famílias conseguem o maior rendimento, pois não tem gastos para manter os animais em criação.

Sabendo que o evento 2016 estava prestes a acontecer, o ativista americano Marc Ching, diretor da fundação chamada The Animal Hope & Wellness Foundation, com sede na Califórnia, decidiu agir. Ele voou até a China e, fingindo serem negociadores de cachorros para o abate. Juntando doações de pessoas que acreditam em seu trabalho, ele conseguiu comprar 6 matadouros clandestinos e imediatamente fechou os locais e retirou todos os animais. Com a ajuda de ativistas locais, Marc conseguiu retirar mais de 1.000 cães em caminhões lotados.

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Em sua página no Facebook, Ching conta que chegou a sofrer agressões físicas e ainda foi detido pelas autoridades para interrogatório em uma rota para Yulin. Embora o governo local diga não reconhecer oficialmente o festival, Ching afirmou que a polícia estava tentando impedir que ele e sua equipe de voluntários chegassem aos matadouros por medo de que eles mostrassem para o mundo o sofrimento dos cães.

Os cães foram enviados para os Estados Unidos, onde estão sendo tratados e reabilitados.

No vídeo abaixo, Marc Ching, chora ao ver os cães presos em gaiolas indo para o abate.

Fonte: animalhopeandwellnessvista-se/  petcidade 
 Imagens: Reprodução/hypeness/
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