Arqueólogos encontram vestígios humanos de 11 mil anos no interior paulista

O interior do Estado de São Paulo está chamando a atenção na área arqueológica: pesquisadores encontraram sítio arqueológico em São Manuel, a 258 km da capital paulista. Esse achado deve contribuir para o enriquecimento do debate científico sobre a ocupação da América.

Sabe-se que no sítio arqueológico de São Manuel era habitado por povos pré-colombianos há 11 mil anos. A certificação da datação, feita pelo laboratório Beta Analytic (EUA), coloca o Sítio chamado de Caetetuba entre os locais com sinais de presença humana mais antigos do País e do estado. Foram resgatados nesse local 3 mil itens, todos de pedra lascada, entre eles ferramentas e 7 projéteis, possivelmente utilizados para a caça.

Mais de 10 mil itens foram coletados no sítio e agora estão em análise e catalogação, em laboratório especializado em São Paulo. A previsão é que até o fim desse ano os resultados estejam disponíveis ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o material, preservado no Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara.

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Além do Caetetuba, outros sítios chamam a atenção pelos materiais encontrados. Entre eles estão o Serrito I, cuja ocupação se estima entre 500 e 2 mil anos atrás, local onde foram encontradas cerâmicas muito refinadas, com uso de tintas e até de unhas para criar desenhos. Já o Serrito II, um sítio que por determinação do Iphan deve seguir preservado e sem escavação, apresenta um paredão de pedra que mostra pinturas rupestres.

A equipe responsável pela escavação discute que muito material deve ter sido perdido ou ainda não tenha sido explorado nos solos do interior paulista. Metade dos municípios paulistas jamais tiveram análises como a que aconteceu em São Manuel. A falta de resultados pode ser em consequência da falta de pesquisas e não de pouca ocupação de povos antigos, e também porque muitos sítios podem ter sido destruídos ou encobertos durante o tempo.

Fonte: estadao   
 Imagens: Reprodução/ Sergio Castro_ Estadão