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Um grande avanço da medicina: um macaco sobreviveu quase três anos com um coração de porco!

Para quem ainda não sabe o transplante de órgãos entre espécies diferentes se chama Xenotransplante e vem sendo praticado há anos pelos pesquisadores na busca de conseguir evidências científicas para que esse procedimento pudesse salvar a vida de milhares de pessoas que necessitam de órgãos, mas não possuem doadores. Cientistas puderam comemorar recentemente a sobrevivência de um babuíno que foi transplantado parcialmente com um coração de porco e viveu quase três anos com ele sem que o seu sistema imunológico atacasse suas células e tecidos, esse foi um recorde mundial e está trazendo otimismo para as pesquisas dos cientistas que esperam e sugerem transplantes entre espécies distintas na garantia de evitar filas na espera de um órgão.

O Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes, isso é uma vitória conquistada por todos os brasileiros que atuam diretamente para que as doações possam ocorrer e salvar vidas, eliminando as enormes filas de espera. No entanto, as pesquisas com o Xenotransplante pode ser uma oportunidade de grande conquista para evitar essas filas e garantir mais saúde na população mundial. O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e seus pesquisadores conseguiram desenvolver nessa pesquisa que órgãos de outras espécies pudessem sobrevier mais tempo em outros animais e isso foi uma grande vitória na comunidade científica. Isso porque com essa nova evidência fica cada vez mais próxima a utilização desses órgãos nos seres humanos e não é à toa que a experiência teve como animal principal o babuíno que tem o DNA muito semelhante do ser humano.


Estudos passados conseguiram que órgãos transplantados de outros animais não sobrevivessem mais de 500 dias, mas nesta pesquisa o coração do porco sobreviveu no macaco mais de 945 dias sem que suas células imunológicas atacassem os tecidos. Todavia, o coração transplantado foi modificado geneticamente para que pudesse responder melhor ao sistema imune, o que funcionou perfeitamente. Além disso, foram utilizados medicamentos imunossupressores para evitar o ataque imunológico do macaco ao coração.

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Os pesquisadores estão bem animados com essa conquista, mas garantem que será necessário muito trabalho e estudos que precisam ser consolidados. Ainda precisarão enfrentar problemas, como utilização de imunossupressores para o resto da vida, questões bioéticas e religiosas e ainda não está claro suficiente que o coração transplantado poderia deixar o babuíno vivo, isso porque o transplante não foi total, pois o macaco permaneceu com o seu coração ativo.

A equipe médica de cientistas promete realizar nos próximos anos um transplante total do coração no macaco e verificar novas drogas mais eficazes contra o sistema imune, evitando imunossupressores diários, a fim de proteger os órgãos doados. Os pesquisadores estão confiantes nesta proposta e mostram evidências claras de um futuro promissor nestes transplantes onde sugerem que se a pesquisa continuar nesse ritmo de conquistas, muito em breve as filas de espera por um órgão poderão diminuir com expressividade e salvar a vida de milhares de pessoas no mundo!

Fontes: sciencealertnatureabto.orgpucrs/ 
Imagens: Reprodução/ g1.globo./ discovery

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