Alimentação

Quem diria: A matemática poderá livrar os animais de testes de cosméticos de uma vez por todas

Muitos de nós tentamos evitar os cosméticos que são testados em animais. No entanto, sabe-se que sem experimentação de produtos químicos da fórmula em uma pele verdadeira, não há como descobrir como um ser humano irá reagir a um novo produto que está prestes a ir para as prateleiras.

Mas isso pode estar perto de acabar. Matemáticos desenvolveram um modelo que pode efetivamente prever como a pele humana irá reagir a quase 30.000 compostos químicos. “Ao invés de fazer testes em 30.000 compostos, somos capazes de testar um subconjunto de, digamos, 200 e fazer previsões sobre 29.800 com base no subconjunto”, disse o pesquisador Gerald Kasting  da Universidade de Cincinnati, responsável pela novidade.


Para chegar a este modelo, Kasting e sua equipe usaram dados resultantes dos testes com compostos químicos na pele humana para medir, em detalhe, se tais compostos foram absorvidos, como eles foram transportados dentro nas camadas dérmicas, e se tinham o potencial para desencadear uma reação alérgica. Com esses resultados em mãos, os cientistas criaram um modelo matemático que pode prever como a pele reagiria a dezenas de milhares de outros compostos, sem que quaisquer seres humanos ou animais fossem utilizados.

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O matemático Mark C. Chu-Carroll escreveu no Science Blogs: “Se nós pudéssemos realmente entender o que estamos simulando na matemática, podemos fazer simulações que são surpreendentemente precisas. Mas não podemos simular alguma coisa se não conhecemos. E esse é o problema com simulações biológicas. Em biologia, nós simplesmente não sabemos o suficiente para simular até mesmo os processos mais simples.” No entanto, segundo Kasting  ao longo dos últimos seis anos, sua equipe tem aprendido muito sobre a pele e como os compostos químicos se movem através dela. Mesmo admitindo que os modelos matemáticos não são sofisticados o bastante a ponto de estabelecer perfis de segurança adequadas para os componentes químicos de uma fórmula cosmética, Kasting  garante que tais modelos poderiam ser um excelente ponto de partida para determinar quais os compostos vão desencadear uma reação da pele e quais não vão. Isso obviamente, livraria um monte de animais de uma bateria de testes laboratoriais.

Este estudo tem levantado uma bandeira vermelha das instituições que defendem os animais, pois todo o processo está sendo co-patrocinado pela Procter & Gamble (P & G), que tem um interesse financeiro nestes tipos de resultados. Nos resta aguardar e torcer para que este estudo realmente livre os animais dos testes com produtos químicos, não importando o quanto as grandes multinacionais ganhem com isso!

Fonte: sciencealert/  scienceblogseurekalert 
 Imagens: Reprodução/zeit/ makeoverday

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