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King Kong da vida real: medindo 3 metros, ele foi extinto por incapacidade de adaptação



O Gigantopithecus foi o maior primata que já viveu no nosso planeta podendo chegar a 3 metros e pesar meia tonelada. Apesar das tecnologias avançadas da paleontologia atual, pouco se conhece sobre os hábitos do grandão devido à pouca amostragem fóssil.

Um artigo pulicado pelo Dr. Hervé Bocherens e colaboradores, desvendou alguns mistérios sobre a extinção do primata. Eles analisaram os isótopos estáveis de carbono no esmalte do dente do Gigantopithecus e conseguiram aprender mais sobre a sua dieta. Os resultados assinalam que eles só viviam em florestas e conseguiam comida apenas no próprio habitat. Eram herbívoros, mas não se alimentavam apenas de bambu.


Ao que parece, o Gigantopithecus nunca saía das áreas florestais, nem mesmo para buscar comida. Esse hábito se tornou um problema quando ocorreu uma grande seca no Pleistoceno e muitas florestas viraram savanas. Com todo aquele tamanho, o grandão dependia de uma grande quantidade de alimentos, mas a comida disponível se tornou insuficiente. Sem conseguir se adaptar às novas condições, o maior primata do mundo acabou sendo extinto.

Dente do Gigantopithecus

Dente do ‘Gigantopithecus’

Fonte:super.abril./sciencedirect  
Imagens: Reprodução/ super.abrilomelete/
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