Animais

Zoológico no Rio de Janeiro é fechado por falta de condições mínimas para a proteção dos animais

Que amante da natureza nunca visitou um zoológico? Estes ambientes têm como função, principalmente, proteger espécies ameaçadas de extinção, além de conscientizar a população sobre a importância de preservar a natureza e servir como lugar propício para pesquisas e atividades científicas. Nos zoológicos podemos entrar em contato com animais perigosos ou que jamais veríamos, por estarem em habitats de difícil acesso. Podemos ver também espécies que já estão (praticamente) extintas e que jamais poderão ser vistas novamente na natureza. É verdade que são raras as espécies que conseguem se reproduzir em cativeiro, mas algumas, graças a dedicação de alguns programas de recuperação de espécies, sobrevivem e conseguem ser devolvidas a natureza. No entanto, muitas são as críticas aos cativeiros, justificadas na detenção da liberdade do animal e, por vezes, na falta de cuidados necessários para reproduzir um ambiente adequado e próximo do que seria o natural (apesar de nunca ser igual, devido a baixa diversidade de plantas, de contato com outros animais, etc.)

Nem todos os zoológicos cumprem suas funções ecológicas e sociais de educação, proteção de animais e de pesquisa. Como exemplo recente podemos citar um dos zoológicos de maior prestígio no passado, localizado no Rio de Janeiro, fechado em janeiro de 2016 por falta de condições mínimas para a sobrevivência e reprodução dos animais. Agentes do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e do Ministério Público Federal, resolveram, após cerca de 3 anos notificando o zoológico, fechá-lo à visitação até que se restabeleçam as condições necessárias que garantam a qualidade de vida dos animais, como a alimentação, hidratação e cuidados veterinários.


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Dentre as exigências estão a reforma de algumas áreas, como a de reprodução, a pintura, novas telas de segurança, enriquecimento ambiental e ponto de fuga para que os animais possam ficar menos expostos a visão humana (o que permite um “escape” aos bichos quando estressados). Essas exigências foram feitas por encontrar-se muitas irregularidades, como animais machucados, instalações precárias e falta de manutenção. Além das exigências, foi aplicada uma multa diária até que se cumpra as mudanças. O zoológico, que tinha como previsão reabrir em meados de fevereiro deste ano, foi reaberto no início de março, após reformas em vários setores e instalações, conforme exigido pelo IBAMA.

Esse é apenas um caso de zoológico que deixa de cumprir suas funções e coloca em ameaça a integridade dos animais. Casos mais graves já ocorreram, como relatamos em uma outra matéria, que você pode ler clicando aqui. Diante desses casos é que nos vem a pergunta: qual é a função real dos zoológicos? Para mero exibicionismo de bichos, em um ambiente que mais parece um parque de diversões, com venda de comidas e pessoas com seus milhares de clicks sobre o animal coagido por estar preso em um pequeno espaço, parece não ser algo que atenda as demandas de proteção e recuperação de espécies. E então, o que estamos fazendo com o que resta de nossa natureza? Quem são os verdadeiros “animais irracionais”?

Fonte:
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globo/ ogloboriozoog1 
Imagens: Reprodução/g1.
globo

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