Animais

Você acha que esponjas servem apenas para tomar banho ou lavar louça? Saiba que elas podem também salvar vidas!



Quando falamos em esponja, rapidamente associamos a tradicional buchinha de lavar louça ou de tomar banho. É comum que as esponjas que utilizamos em casa sejam sintéticas, mas há quem use ainda a bucha vegetal (que, como já apontamos, possui seus riscos. Veja aqui.). Mas você sabia que, há muitas décadas atrás, era comum que se utilizasse esponjas de origem animal para tais finalidades? Essas esponjas nada mais são do que o esqueleto de algumas espécies que são mais macios e flexíveis. Pois é, devido ao custo, atualmente, utiliza-se as buchas sintéticas. Mas nem sempre foi assim. Porém, que tipo de animais são esses?

As esponjas pertencem ao filo Porífera. São animais primitivos (os primeiros a habitar a Terra), e análises genéticas realizadas recentemente afirmam que elas existem há 640 milhões de anos! Possuem organização estrutural simples, com tecidos pouco definidos, ausência de órgãos e de sistemas (nervoso, digestivo ou circulatório). São animais que vivem fixos nos oceanos, e por um processo de filtração obtêm seu alimento e oxigênio. Vivem em ambientes diversos, possuem muitos tamanhos e cores. São milhares de espécies de esponjas, e algumas delas possuem mecanismos de defesa contra predadores por meio da produção de compostos químicos.


A produção de compostos químicos por esses organismos não se limita apenas a compostos tóxicos. Tão pouco a única utilidade das esponjas, para nós, humanos, se limita a lavar louça ou tomar banho. As esponjas representam um dos grupos de organismos com maior porcentagem de espécies que são utilizadas na produção de antibióticos, antitumorais e antivirais. Pois é, muitos medicamentos que salvam vidas provém desses organismos simples, mas tão importantes. Além disso, em pesquisas recentes realizadas por pesquisadores da USP (Campus São Carlos), produziu-se, a partir das moléculas produzidas pelas esponjas (os chamados metabólitos secundários), compostos com atividade contra parasitas causadores de doenças, tais como a leishmaniose (leishmania) e da doença de Chagas (tripanossoma).

Esponjas

Essas doenças, típicas de países tropicais, acometem principalmente países subdesenvolvidos, e são negligenciadas pelas políticas públicas e pela indústria farmacêutica (conforme apontamos nesse texto aqui). Por isso, a pesquisa que está sendo realizada é de fundamental importância, pois além de ajudar no combate a doenças que há tanto tempo afligem populações carentes, ainda tem como vantagem a elaboração de novas drogas, menos tóxicas, do que as atualmente utilizadas nos tratamentos dessas doenças. As pesquisas com esponjas, realizadas na USP, sugerem ainda que os compostos desses organismos atacam apenas os parasitas, e não o corpo humano.

Um resultado muito animador, não é mesmo? Esperamos que com essas pesquisas, doenças parasitárias que tanto afligem os menos favorecidos economicamente possam, enfim, deixar de ser um problema!

Fonte: chatsciencesobiologiamundoeducacaog1.globosaudeanimal/
 Imagens: Reprodução/biologoss/ yair.es
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