Descoberto um fóssil de flor de cerca de 15 milhões de anos

Pesquisadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, descreveram uma nova espécie de planta graças à descoberta de um pedaço de resina de uma árvore com duas flores de uma planta que vivia numa montanha situada no que hoje é o norte da República Dominicana.  As duas flores estavam encontravam-se em perfeito estado de preservação, o que facilitou a identificação e comparação com os espécimes atuais.

Batizada de Strychnos electri, a nova planta pertence ao gênero de arbustos tropicais e árvores conhecidos por produzir a toxina estricnina, um alcalóide cristalino muito tóxico usado como pesticida, principalmente para matar ratos, mas atualmente proibido em diversos países pela sua toxicidade. São os mais antigos fósseis descobertos das asterídeas, um dos grandes grupos evolutivos das angiospermas, o grupo a que pertencem todas aquelas plantas que possuem flores e frutos.

Não se sabe exatamente a idade dos fósseis. As datações que se conseguiram fazer dos âmbares encontrados numa mina daquela montanha apontam para entre 15 e 45 milhões de anos.

A família das asterídeas inclui mais de 80 mil plantas floríferas – até mesmo muitas que são de consumo humano, como a batata, o café e o girassol. Cada planta do gênero tem seus próprios alcaloides com efeitos variados. Algumas são mais tóxicas que outras e pode ser que tenham sido bem-sucedidas porque seus venenos ofereciam algum tipo de defesa contra os animais herbívoros.

A contaminação por estricnina em animais causa diversos distúrbios, que podem facilmente ser confundidos com outras. Estes sintomas manifestam-se passados cerca de 20 minutos de exposição ao composto, o que pode ser ligeiramente alterado mediante a quantidade em questão. Agitação, paranoia, medo, espasmos, febre, arqueamento incontrolável do pescoço e costas com braços e pernas rígidas, além de dores musculares, dificuldade de respirar devido à falha respiratória e urina escura são alguns dos sintomas.

A descoberta destas flores quase intactas é mais um elemento muito importante no registro de fósseis dessa família, que ainda não é totalmente compreendida pelos cientistas.

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Fonte: BBC Brasil   Imagens: Reprodução/BBC Brasil