Alimentação

Consumo de larvas de besouro aumenta na África e se torna a carne mais cara do mercado

Existem cerca de 1.400 espécies de insetos comestíveis e pelo menos 3.000 grupos étnicos ao redor do mundo que atualmente praticam a entomofagia. A maior parte desses insetos são comidos nos estágios de larvas e pupas, ainda que alguns sejam bons até a idade adulta.  Mas não se sinta desconfortável com essa informação, saiba que na Ásia, os grilos são tostados para aperitivo ou cozidos no arroz e larvas de borboletas são adicionadas a sopas, cozidas ou servidas fritas. No Japão a pupa do bicho-da-seda é considerada uma iguaria.

Agora, alguns países da África Central têm usado as larvas do escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus) como fonte vital de proteínas e minerais para muitas pessoas. Por isso, as larvas deste besouro têm sido uma das armas de países como Camarões na luta contra a desnutrição, que atinge uma em cada três crianças por lá.


Com a aceitação das pessoas em utilizar as larvas como fonte de alimento, a procura tem aumentado e isso tem elevado os preços do inseto, tornando-as a proteína mais cara no mercado, com preço estimado em US$ 4 o copo. Um problema que também interfere na utilização dessa fonte de proteína é que Palmeiras de Ráfia, onde essas larvas vivem, estão desaparecendo das florestas, dificultando ainda mais a exploração dos insetos.

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Para resolver este problema e garantir que as larvas possam ser usadas como alimento, alguns cientistas de Camarões vêm procurando soluções para essas questões socioambientais. Um projeto-piloto, aplicado em três aldeias do país, consiste em colocar pedaços de madeira de Ráfia em caixas de plástico e deixar as larvas se reproduzir. Por enquanto, a proposta parece funcionar: segundo os estudos, nascem entre oito e dez vezes mais insetos nas caixas do que na natureza, sem nenhum impacto ambiental.

Fonte: bbc   Imagens: Reprodução/bbc  /aspirefg

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