Sua saúde

Tentando curar uma otite, mulher morre por overdose de Paracetamol!





Uma mulher chamada Rebecca Jeffs com 31 anos de idade que morava na cidade de Westhought, na Inglaterra, foi encontrada morta no apartamento do seu parceiro dois dias depois de ter sido receitada a tomar alguns antibióticos. O médico que realizou a inspeção no corpo verificou que Rebecca possuía os pulmões pesados, além do seu fígado que estava totalmente danificado. A mulher já apresentava um histórico em tratamentos no hospital por overdose acidentais com medicamentos, inclusive com o uso exagerado do Paracetamol para o controle de suas dores. O legista Simon Jones informou que sua morte se deu não apenas por uma superdosagem de Paracetamol, mas pelas inúmeras overdoses acidentais resultado da automedicação com o Paracetamol para o controle de suas dores diárias!

O Paracetamol é um analgésico altamente difundido e utilizado em todo o mundo sem prescrição médica. Todavia, já matou mais de 1,5 mil pessoas somente nos Estados Unidos, em dez anos. O medicamento é vendido largamente no Brasil e cresce cada vez mais, nos últimos cinco anos a venda do remédio aumentou em 80% no Brasil e o seu faturamento chegou a R$ 507 milhões, em 2012, segundo a pesquisa do Instituto IMS Health. O Paracetamol é utilizado largamente para o tratamento de dores de modo geral, de uma dor de dente até dores pós-cirúrgicas. O problema fundamental não está na fórmula em si, mas essencialmente, na quantidade que é ingerida, ou seja, na sua superdosagem, além do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).


A OMS determina que o uso do Paracetamol deva ser limitado em até 4 gramas, ou oito comprimidos de 500mg ao dia. Todavia, o problema concentra-se principalmente porque as pessoas não costumam verificar a quantidade de remédios que ingerem e não administram as gramas da medicação que tomam ao longo do dia e por isso, muitas vezes, acabam tendo uma overdose acidental, quando passa da dose recomendada, além disso, os sintomas de uma overdose de Paracetamol são difíceis de ser notado, pois a sua ação concentra-se no fígado e demora um pouco para iniciar as primeiras reações no organismo, a partir de umas 4 horas depois, em média, após uma superdosagem ao longo do dia.

Como a superdosagem pode ser regulada ao longo do dia sem perceber, preste atenção aos possíveis sintomas de uma overdose de Paracetamol:

1º Estágio (Primeiras horas): quase não há sintomas, o intoxicado não parece está doente.

2º Estágio (Depois de 24 horas): náuseas e vômitos são freqüentes. É neste momento que o fígado começa a apresentar um mau funcionamento.

3º Estágio (3 a 5 dias depois): os vômitos continuam com maior frequência. O fígado quase não funciona mais e pode apresentar uma insuficiência hepática.

4º Estágio – FINAL (5 dias depois): o intoxicado recupera-se ou morre porque o seu fígado não funciona mais!

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O tratamento para esse tipo de overdose é nas primeiras horas provocar o vômito para eliminar e esvaziar o estômago, realizado no hospital. Também é realizada uma lavagem estomacal através de uma sonda nasogástrica, além disso, poderá ser administrado carvão ativado para absorção do medicamento antes que ele vá para a corrente sanguínea. E nos casos que a medicação já se encontra circulante no sangue em altas doses será necessário a administração do Acetilcisteína que consegue reduzir a toxicidade do Paracetamol.

De acordo com uma pesquisa publicada no periódico British Journal of Clinical Pharmacology, a pior overdose do Paracetamol não é aquela onde a pessoa toma vários comprimidos de uma única vez para tentar se matar, mas principalmente, quando é tomado além da dose permitida várias vezes ao longo dos anos, pois esse efeito causa sérios danos ao fígado que não poderão ser revertidos a tempo! Então, nunca faça a Automedicação e SEMPRE procure um médico!

Fontes: jornalcienciafiocruz/veja.abril.manuaismsd   Imagens: Reprodução/ extra/ alfit
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