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Epidemia de zika aumenta os pedidos de pílulas abortivas por brasileiros

Epidemia de zika aumenta os pedidos de pílulas abortivas por brasileiros
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A epidemia de zika e microcefalia provocou um aumento da apreensão de remessas de medicamentos abortivos enviados pelo correio para o Brasil. O comprimido conhecido como Misoprostol tem sido apreendido  pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com muito mais frequência desde que os casos de microcefalia ligado a zika foram confirmados.

O Misoprostol é o princípio ativo de um medicamento comercialmente vendido como Cytotec, um antiácido utilizado para combater problemas de estômago e duodeno devidamente regulamentado pela FDA. O Misoprostol é um composto que aumenta as contrações uterinas, sendo usado em hospitais para indução de parto e pode causar aborto em 90% dos casos. O aborto no Brasil é proibido e só é permitido quando a gravidez é fruto de estupro ou há risco de morte para a mãe. Por determinação do STF, a interrupção da gravidez também é permitida em casos de fetos anencéfalos.


O que deixou os funcionários da Anvisa intrigados é que antes da zika, as remessas costumavam ter mais pílulas, o que, segundo a Anvisa, indica que o objetivo do receptor poderia ser a revenda. Agora, os pacotes vêm com menos pílulas, o que sugere que os comprimidos seriam destinados a uso pessoal.

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Nos últimos dois anos, a alfândega brasileira começou a confiscar todos os pacotes. Por isso chegou uma hora em que desistimos e começamos apenas a informar às brasileiras onde elas poderiam fazer um aborto com segurança, como na Guiana ou em Cuba“, afirma a criadora da ONG Women on Web, Rebecca Gomperts.

Mas medicamentos abortivos estão à venda na internet ou podem ser solicitados por meio de ONGs como a Women on Web, que oferece atendimento pela internet a mulheres que vivem em países onde o aborto é proibido ou restrito. Os remédios são então enviados gratuitamente pelos Correios para a gestante.

Fonte: bbc/tuasaude  Imagens: Reprodução/youtube/eurasianet

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