Melhor notícia: polêmica despertada por documentário leva parque temático ao encerramento de shows com orcas nos EUA [vídeo]

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Para quem se apaixonou pela orca Keyko, a estrela de “Free Willy”, nos anos 90, o documentário Blackfish, lançado nos cinemas americanos em 2013, trouxe à tona outra realidade. Bem menos glamorosa, mas muito mais dramática que qualquer produção de Hollywood, a história de Tilikum, capturada na mesma leva que Keyko e levada para um parque temático onde seria uma das atrações principais, serviu de exemplo no despertar da sociedade para o fato de que nem tudo é fantasia na vida desses animais.

Numa abordagem ousadamente honesta, o público pôde ver mais detalhadamente o que talvez passasse despercebido nos poucos momentos de espetáculo. As técnicas punitivas de adestramento e as profundas marcas vermelhas na pele de Tilikum, evidências das agressões sofridas por parte das orcas mais velhas, já bem estressadas por aquele sistema de maus-tratos e confinamento forçado. Estas experiências culminariam no desenvolvimento do caráter agressivo do próprio Tilikum, num círculo vicioso que ameaçava não somente a integridade das orcas, como também de seus treinadores.

Até então, nas duas fatalidades com mortes de pessoas nas quais Tilikum esteve envolvido, a direção do parque contornou a situação atribuindo-as a negligência, imperícia ou imprudência. Até que o trágico episódio com a experiente treinadora Dawn Branchaeu, em que Tilikum simplesmente a puxou pelo cabelo, esmagando-a no fundo da piscina e engolindo seu braço, eliminou todas as desculpas dadas pelo parque até então. A consciência de que este caso estava longe de ser um fato isolado deu início a um espírito crítico que culminou numa queda absurda de bilheteria, e no anúncio feito pelo SeaWorld, em novembro deste ano, do encerramento deste tipo de show, pelo menos na unidade de San Diego.

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Embora o parque afirme que o tradicional espetáculo será substituído por algo mais “educativo”, defensores do direito animal classificam tal pretensão como uma falácia, já que o comportamento desses animais em cativeiro é completamente diverso do manifestado em vida livre. Por conta disso, o legislador Adam Schiff pretende instaurar uma lei que proíba definitivamente a manutenção de orcas em cativeiro na Califórnia. A evidência sobre o dano físico e mental para estes animais maravilhosos excede em muito qualquer benefício obtido a partir de seus shows”  afirma.

 E se alguém ainda duvida disso, lembra da “Willy”? Se você chorou com o final do filme, imagine quando souber o que aconteceu depois. Ela nunca se readaptou plenamente a vida livre após a soltura, morrendo de pneumonia pouco tempo depois. Mas, essa é a parte que o cinema não mostra. Ou, pelo menos, não mostrava.

Fontes: usatoday/gizmodog1.globo/planetasustentavel   Imagens: steveyuye/frugals

 







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